O Ambiente na História (4)

Esta rúbrica pretende relatar factos, noticias e curiosidades de outros tempos, relacionados com o ambiente no concelho de Guimarães.

flores

No “Livro de actas” da Camara de Guimarães, em 1942, falava-se de amor às plantas, em tempo de guerra, de certas exposições a ocorrer. Acha-se belo o texto que começa assim:

«Uma circular do Excelentíssimo Senhor Governador Civil deste Distrito, com o numero vinte e três, de Primeira Repartição, a transcrever o texto do ofício numero cinquenta e um da Direcção dos Serviços Centrais da Camara Municipal de Lisboa, em que lhe comunica que vai realizar-se a Terceira Exposição Nacional de Floricultura na Tapada da Ajuda, dentro do programada Semana da Campanha da produção Agricola de acôrdo com os Ministérios da Economia e das obras Publicas, obra espiritual e útil neste momento revôlto em que só ruinas, maus intentos e distribuição se nota no devolvimento do amor às plantas e às flores, pelo que muito interessante seria que os Corpos Administradores que possuam Parques ou jardins, mandassem os seus jardineiros à Exposição, para verem o que de novo se vai apresentar em técnica de jardinagem,» (…) «, se fizesse uma larga distribuição de plantas e flores, embora baratas, pelos Chefes das famílias pobres acompanhadas de palestras sobre o amor às plantas, às flores e à sua utilidade».

in, “Livro de actas” da Camara de Guimarães, fl. 49 a 50.

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O Ambiente na História (3)

Esta rúbrica pretende relatar factos, noticias e curiosidades de outros tempos, relacionados com o ambiente no concelho de Guimarães.  

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No século XIX e referindo-se a uma do XVII o rei mandava a Câmara de Guimarães plantar árvores:

“Registo da ordem para sementeira de Estacas de Amoreiras Carvalhos e Castanheiros e respeito a se tomar conta dos valdios e Maninhos do Termo remetida por carta de officio do Doutor corregedor desta comarca. O Principe Regente Nosso Senhor foi servido mandar”(…)”que sem a mínima perda de tempo execute o disposto nas mencionadas ordenações e na extravagante de trinta de Janeiro de 1623″(…)”logo que receber esta junto com os oficiais da camara a alguns homens velhos da governança, inteligentes na Agricultura examinem as terras de seu território e competência e fação demarcar os lugares proprios para a plantação de estacas das Amoreiras como para sementeira dos Pinheiros carvalhos ou das outras declaradas nas ditas ordenações distribuindo as ditas árvores e sementeiras de modo que não cauzem prejuizo aos outros generos Agriculturaes da primeira necessidade aproveitando principalmente as bordas dos rios e regatos e lemites das fazendas particulares”(…)

Depois o rei era informado se havia homens a vigiar a plantação, contagem das árvores e sua aptidão.

in, Livro de registos da Câmara Municipal de Guimarães de 1809

O Ambiente na História (2)

Esta rúbrica pretende relatar factos, noticias e curiosidades de outros tempos, relacionados com o ambiente no concelho de Guimarães. 

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 Ora vejam, em tempo de guerra, porque se vai falar dela mais uma ou duas vezes, nestas histórias sobre ambiente em Guimrães, alguém a ver se imitava as bombas, com as cascas de laranja! E alguém irritado que fala de repressão e se calhar tinha razão:

«As cascas de laranja. Vieram trazer-nos aplausos ao apêlo que fizemos para que se metam na ordem todos aqueles que lançam cascas de laranja na via publica.
A repressão tem que ir mais longe, pois artérias ha que, por mais que se varram, apresentam sempre vestígios de pouca limpeza.
Guimarães precisa conservar a sua feição de cidade limpa asseada, e, por isso, necessário é que os seus habitantes, mesmo aqueles que fazem vida ás portas das casas, se convençam que as ruas não são nenhum caixote do lixo!»

in, “O Comércio de Guimarães”, 1941.

O Ambiente na História (1)

Esta rúbrica pretende relatar factos, noticias e curiosidades de outros tempos, relacionados com o ambiente no concelho de Guimarães. Uma pesquisa do associado Filipe Gomes.

pinheiros

 «Carta de D. Pedro II sendo principe, sobre o corte de madeiras.

“Deão Dignidades emdis conigos do Cabbido da see do Concelho da Villa de Guimarães eu o Prinçepe vos envio muito Saudar; ao capitão Francisco Henriques Neto feitor, e comissario das madeiras do Rio do Ouro se tem encarregado o corte de algum pinheiros, (…) e pãos de Carvalho para se continuar na obra da fragata São Francisco de Borges, que se está fabricando na Ribeira do Porto; e porque estas madeiras se acharão por oa sõ. nos vossos coutos vos incomendo que para que se continue deis a liçença neçessaria para se poder fazer o corte, e o vallor das madeiras em que se fizer se pagarã na forma, que he estillo de que me pareçeo auizaruos para que com toda a breuidade passeis a hordem em Referida escrita em Lisboa a sinco de Setembro de mil e seis çentos setenta e seis// Prinçepe// Para o Cabbido da See de Guimarães// Por o Prinçepe Ao Deão Dignidades, e mais conigos da See do Conçelho da Villa de Guimarães//.”

L.º 1º dos Priv.os nº 90 fl. 149 vº.

in, “Velharias da Colegiada” 1, fl. 173vº, cota da Sociedade Martins Sarmento: B. S. 1-5-44.