Ação Ecológica – Transição Sustentável e Regeneração

A AVE participou no passado dia 7 de outubro no encontro “Ação Ecológica – Transição Sustentável e Regeneração”, organizado pelas associações Famalicão em Transição e Campo Aberto e que decorreu na Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão. O encontro juntou cerca de 35 associações ligadas à defesa do ambiente.

A AVE foi representada pelo Paulo Casimiro Gomes, que partilha a sua visão sobre o encontro.

«Gostaria de salientar em primeiro lugar o espaço agradável onde fomos acolhidos (Casa do Território), no cimo do parque urbano de Famalicão – Parque da Devesa. Fomos acolhidos numa atmosfera de descontração e já de algum companheirismo que se sentia entre alguns dos participantes. À chegada foi-nos entregue uma pasta em papel com a carta que seria uma base de trabalho para ser assinada por quem o entendesse e que tinha já sido divulgada em comunicações anteriores. A pasta continha também alguma divulgação de iniciativas que iriam acontecer em Famalicão e 2 folhas em branco. Estávamos numa sala onde se encontra uma exposição que irá decorrer até 2 de setembro de 2018 e tem como titulo: “Ave selvagem – uma viagem pela biodiversidade do vale do Ave”.

No encontro propriamente dito, estavam presentes muitas associações, muitas de âmbito mais regional, mas algumas de âmbito nacional. Na mesa estava a Manuela Araújo da Ass. Famalicão em Transição e o José Carlos Marques da campo Aberto (mentor deste encontro).

Na parte da manhã e de uma forma mais extensa o Pedro Teiga falou sobre o seu projeto “Labrio+” e a Joana Silva apresentou o “Projeto Rios”. Depois foi a vez de cada associação presente apresentar os seus projetos ligados a esta temática, embora algumas associações, com o decorrer dos trabalhos, apresentassem os seus projetos de uma forma mais geral.

Em relação ao Pedro Teiga (que eu não conhecia) gostei de ver o seu empenho em relação à temática dos rios e também de perceber que tem sido pedido o seu apoio ao nível mais institucional (câmaras municipais, etc) e inclusivamente por vários grupos e deu até o exemplo de um Mosteiro perto do Azibo onde ele foi chamado a trabalhar na construção de uma área envolvente mais sustentável.

A Joana Silva do Projeto Rios salientou a dificuldade, por parte dos grupos que adotam troços de rios, em manter uma continuidade na monitorização desses troços,  em grande parte por serem grupos, na sua grande maioria de escolas, e que estão muito dependentes da boa vontade de um professor específico. Também tem havido uma dificuldade em manter uma comunicação entre os grupos e a ASPEA (por forma a comunicar resultados). Ainda as intenções da Joana em usar as redes sociais para poder chegar a um público mais vasto e jovem. No projeto estão 454 grupos inscritos, nem todos ativos.

Depois, as várias associações inscritas falaram das suas ações, tendo sido chamadas a fazê-lo através de uma chamada, por parte da mesa, por ordem alfabética. Como o número de inscritos era elevado, havia 2-3 minutos para cada apresentação oral das suas ações neste campo. Eu falei sobre a nossa participação no Projeto Rios e na nossa atenção à ribeira de Couros. Outros falaram sobre a limpeza dos rios da sua região, das caminhadas ao longo dos rios, da florestação das zonas ribeirinhas, da educação junto das escolas, da pressão junto das entidades para despoluição das pequenas ribeiras, da divulgação de atentados aos cursos de água, etc. De salientar que algumas associações presentes tinham mesmo nomes ligadas a rios como por exemplo Associação Rio Ovelha ou Associação Neiva e que estavam intimamente ligadas ao rio que lhes dava origem.

Na parte da tarde havia duas mesas em simultâneo. Uma sobre as áreas protegidas e outra, na qual participámos, que se debruçava sobre “Território, coberto vegetal e incêndios sistemáticos; floresta autóctone vs monocultura de madeira; abandono, ruralidade, futuro do interior no futuro do país“. Nesta mesa, mais uma vez foram apresentados os projetos das várias associações presentes, sendo que as que tinham sido apresentadas de manhã, por uma questão de economia de tempo, não se iriam apresentar (foi o que nos aconteceu a nós, embora eu só tivesse falado, na parte da manhã, nos projetos mais ligados à questão água e portanto de uma forma pouco completa em relação ao nosso trabalho). O Manuel Fernandes (sócio da AVE e ex-membro da direção) deu o seu ponto de vista em relação a esta temática, defendendo uma não demonização das espécies ditas invasoras. No final, houve um pequeno debate e por fim a assinatura da “Carta de Famalicão: O espirito e as práticas”, que eu assinei em representação da AVE.

Não ficou agendada nova reunião dentro deste modelo, ficou o desejo de ela ser feita embora organizada por outras associações pois os organizadores não se mostraram disponíveis para o fazer.

NOTA – texto escrito enquanto cozia um panelão de feijão (para ser congelado) com detritos florestais, sobrantes do corte de eucaliptos após incendio, no fogão a lenha, aproveitando o fresco da manhã e poupando assim a queima de combustíveis fosseis. A água não é diretamente do rio, mas se o futuro permitir poderá vir a ser um dia.»

22519685_1590973787629968_3850724101974442896_o

Anúncios

Desafios ambientais em Guimarães

O Jornal Reflexo Digital entrevistou na semana passada a AVE, colocando várias questões para as quais consideramos ser oportuno aqui partilhar integralmente as nossas respostas. Estas posições da AVE são no nosso entender uma referência importante na avaliação do desempenho ambiental do concelho de Guimarães. Desejamos que, daqui a pouco tempo, muito do que abaixo se transcreve já esteja desatualizado, pelas melhores razões.

Reflexo Digital – Quais as prioridades de intervenção ambiental, em Guimarães, que definiriam para os próximos anos? Quais são os principais problemas que apontam atualmente no concelho?

AVE – As duas questões estão interligadas, pelo que as prioridades de intervenção terão de estar em linha com os principais problemas ambientais que se podem apontar no Concelho de Guimarães. Assim, podemos apontar, desde já, três áreas temáticas que nos parecem que vão continuar a ser prioritárias para os próximos anos e que são as da (1) Água, (2) Mobilidade e (3) Ordenamento do Território. De um modo, o mais sumário possível, podemos estabelecer algumas prioridades, a saber:

  • No tema da Água, a prioridade está no facto de que continuamos, infelizmente e depois de décadas a tratar, a investir milhões de euros na despoluição do rio Ave e a criar empresas públicas para o efeito – caso das sucessivas “Águas” do Ave, do Noroeste e agora do Norte -, a ter graves problemas em matéria de despoluição das linhas de água, ribeiros e rios que passam pelo concelho de Guimarães. Convém não esquecer que as empresas públicas têm, ou tiveram, as câmaras municipais, direta ou indiretamente, envolvidas na sua criação e ou actuação. Não é mais suportável que, em pleno séc. XXI, tenhamos, por exemplo, a ribeira de Couros, que atravessa o centro urbano da cidade de Guimarães, poluída, com um cheiro nauseabundo, a dar-nos as “boas-vindas”. E tudo isto numa das principais artérias da cidade – a Alameda Dr. Mariano Felgueiras, defronte do Hospital da Senhora da Oliveira. A população não deve render-se a este tipo de factos como sendo algo de normal ou inevitável. É tempo de estes problemas serem cabalmente resolvidos e pugnar pela vigilância das linhas de água, ribeiras e rios, proporcionando a fruição desses espaços às pessoas.
  • No tema da Mobilidade, a prioridade passa, por exemplo, pela retirada de Guimarães dos últimos lugares nacionais na infra-estrutura ciclável per capita, dando prioridade a percursos de uso quotidiano, e não apenas percursos de lazer. Aumentar substancialmente as condições pedonais e de acesso a espaços verdes fora do centro urbano. Implementar uma real e efectiva abrangência e acessibilidade nos passes de autocarro. Por outro lado, a Câmara Municipal deve dar o exemplo, dando provas de uma melhoria na sua eficiência quanto ao uso de transportes, nomeadamente dos seus trabalhadores e dos resíduos que recolhe.
    O exemplo da recente polémica com a aprovação da construção de mais um parque de estacionamento no centro da cidade de Guimarães (Caldeiroa), é prova da febre que campeia em alguns quadrantes políticos e do poder de lobby de algumas estruturas, nomeadamente dos comerciantes da cidade. Em 2015, salvo erro, a Câmara de Guimarães anunciava um plano de mobilidade urbana sustentável onde se diz, como conclusão, que “projeta-se uma mobilidade urbana sustentável que, mais do que projeto autónomo e independente da cidade, será passo incontornável na construção de um ambiente urbano de excelência para Guimarães”. A AVE revê-se nesta conclusão, pelo que reivindicamos então que se cumpra essa excelência. Mas, por outro lado, temos de perguntar: Onde está o incremento da quota de utilização dos modos suaves? Onde estão os percursos cicláveis interurbanos e de ligação às vilas, e destas às freguesias? Onde está a promoção dos modos suaves através da concretização de ações de sensibilização e de educação da população?
    Na verdade, para nós, enquanto associação, é uma evidência que importa planear bem, mas igualmente importante é a boa execução prática desses planos. Importa a tradução dessas ideias na vida concreta, na vida quotidiana, de todos nós.
  • No tema do Ordenamento do Território, a questão é ainda mais complexa e envolve diversos aspetos e interesses de difícil conciliação. Um dos problemas está bem à vista de todos aqueles que nos visitam e chama-se “Penha”. Não se compreende que, ano após ano, a construção de vivendas e condomínios fechados se vá propagando encosta acima. Quando olhamos atentamente, vemos que o emblemático monte da Penha se transformou numa autêntica parede de betão, com um penacho de floresta no topo. Há necessidade preservar a pouca floresta que temos, e o exemplo da Penha é o mais infeliz, com excepção do trabalho que tem sido feito pela Irmandade da Penha, na sua quota-parte. O poder local tem de apostar seriamente no estudo da floresta do concelho e nos seus problemas. Tem de haver uma séria aposta no trabalho de sensibilização da população para as questões ambientais, e da floresta em particular. Julgamos que as escolas são um factor determinante neste processo, tanto mais que a sua localização e inserção na comunidade e no território, também é uma forma de assegurar uma maior proximidade com as realidades de cada povoado e factor do seu sucesso. Também estamos convencidos que o problema da dispersão urbanística não tem sido abordado pelo poder local como deveria. Basta sair do centro da cidade para compreender do que estamos a falar. Há pouca estrutura no tecido que vai sendo construído, e isso retira coesão ao território, retira-nos força e vitalidade em termos ambientais.

Reflexo Digital – Que avaliação fazem do processo de candidatura a CVE de Guimarães?

AVE – O galardão da CVE é atribuído a cidades europeias pelo reconhecimento do seu percurso no desempenho ambiental com impacte na qualidade de vida dos seus cidadãos. Entendemos que Guimarães ainda tem um longo caminho pela frente para atingir esse patamar de qualidade e excelência, ao ponto de poder “disputar o título” com cidades que levam décadas de avanço, consistente e reiterado. Neste sentido a candidatura a CVE é um mero ponto de partida, mas, sem dúvida, um ponto de partida para um percurso exigente e longo. Apesar de todas as polémicas e dissensos em torno da Capital Verde Europeia, consideramos a candidatura globalmente positiva, até porque possibilitou fazer um balanço ambiental do concelho, e mobilizar a comunidade para as questões ambientais. O ambiente tornou-se um dos focos essenciais da vida no concelho.

Reflexo Digital – Consideram que é possível termos um rio Ave despoluído e o concelho de Guimarães voltar a ter praias fluviais?

AVE – Não é apenas possível, é um dever que assim seja. No entanto, estamos conscientes que, pela sua dimensão e complexidade, a despoluição levará o seu tempo e o seu sucesso estará dependente da persistência dos agentes envolvidos. Mas, ainda assim, como dissemos atrás, depois de tantos anos e milhões investidos na despoluição dos rios do vale do Ave, já era tempo de termos praias fluviais com bandeira azul no concelho. E se as tivermos também não serão necessárias mais piscinas (tanques de cloro) para nos refrescar no Verão. Não teremos de gastar dinheiro na sua construção e manutenção, e a despesa pública e o ambiente agradecem.

Trilhos de Sistelo

Com o verão a dar os últimos suspiros, as temperaturas estão mais amenas e convidativas para boas caminhadas! Como tem sido habitual nos últimos anos, a AVE reserva o último fim de semana de setembro para o regresso aos percursos pedestres. Convidamo-vos portanto a celebrar o início do outono, com a caminhada “Trilhos de Sistelo”, no concelho de Arcos de Valdevez, no próximo dia 24 de setembro! Ao longo de aproximadamente 14 km, iremos sentir os contrastes entre a frescura das margens do rio Vez e as brandas e campos em socalcos de cotas mais elevadas da freguesia de Sistelo, nas faldas da Serra do Soajo.

IMPORTANTE: Devido à grande pegada ecológica que uma deslocação numerosa de automóveis iria provocar e, também, às sérias restrições ao estacionamento na exígua aldeia de Sistelo, a viagem irá realizar-se de autocarro alugado pela AVE. Pelas razões acima descritas, pelo facto de trilharmos paisagens protegidas e pelas características do percurso, esta atividade está dimensionada para a lotação do autocarro. A deslocação em viatura própria, para além dos custos ambientais e dos constrangimentos que poderá provocar aos habitantes de Sistelo, irá causar dificuldades à organização, pelo que desaconselhamos de todo esta opção.

Inscrição

Face ao exposto acima, a atividade terá um valor de inscrição que permitirá à AVE suportar o custo do aluguer do autocarro:

  • Sócios da AVE: 8€
  • Não-sócios: 10€
  • Crianças até 12 anos: 5€

Para participar na atividade, deverá inscrever-se aqui e aguardar que a direção da AVE valide a sua inscrição. Será dada prioridade aos sócios da AVE que se inscrevam até ao dia 15 de setembro. Se, até essa data, as inscrições de sócios da AVE não lotarem o autocarro, as vagas remanescentes serão atribuídas a todos os restantes inscritos, por ordem de inscrição. A data-limite para as inscrições é o dia 20 de setembro (quarta-feira).

Inscreva-se aqui.

Após a inscrição ter sido validada, o/a participante irá receber instruções para o pagamento da mesma e assim assegurar o seu lugar no evento.

Entretanto, adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Os trilhos de Sistelo

O percurso “Trilhos de Sistelo” é baseado num itinerário parcialmente sinalizado, cuja rota pode ser consultada aqui. A caminhada terá início na aldeia de Sistelo e seguiremos, durante os primeiros quilómetros, o trajeto da Ecovia do Vez. Os participantes poderão apreciar as agradáveis margens do rio Vez, pontuadas frequentemente por ruínas de moínhos e singulares passadiços em madeira que conferem ao cenário uma beleza especial. Deve-se salientar que o rio Vez está integrado na lista de Sítios de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 (Rede Ecológica da União Europeia). Estas áreas são classificadas como protegidas, pela importância e raridade da sua fauna e flora.

Aproximadamente ao km 6, deixaremos a Ecovia e faremos uma paragem numa antiga casa de guarda florestal, onde poderemos realizar o pique-nique com alguma sombra. Após esta pausa, o cenário da caminhada irá alterar-se profundamente, pois iremos subir a uma antiga branda agora parcialmente abandonada, perto da aldeia de Tabarca. O tipo de terreno e a vegetação serão o que tipicamente se encontra em cotas mais altas da Serra do Soajo, embora ainda estejamos a menos de 400m de altitude. Pelo caminho, poderemos observar os peculiares cortelhos e outras construções que caracterizam a ancestral ocupação humana deste território.

Depois de visitamos a branda de Tabarca e de passarmos pela aldeia, desceremos de volta ao rio Vez, por uma calçada que atravessa os socalcos situados abaixo da aldeia. Voltaremos a encontrar-nos com a sombra das árvores e rapidamente estaremos a contactar com as águas límpidas do rio, onde, caso a temperatura e as vontades dos participantes o permitam, poderemos refrescar-nos, pois o caudal do Vez nesta altura do ano é baixo.

De novo seguindo caminho sinalizado, regressaremos à aldeia de Sistelo. Após a conclusão da caminhada, teremos oportunidade de visitar as principais atrações da aldeia, como o castelo do Visconde de Sistelo ou as pontes oitocentistas sobre o rio.

Logística

O ponto de encontro, a partir de onde os participantes seguirão viagem de autocarro, terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h00. Recordamos que é desaconselhada a deslocação em viatura própria, pelos motivos adiantados na introdução deste artigo.

Durante a caminhada, faremos um pique-nique sensivelmente a meio do percurso. Cada participante deverá portanto levar o seu próprio farnel.

Ficha técnica

  • Distância: 14 km
  • Dificuldade: média, com uma subida de 3 km com 300m de desnível
  • Duração estimada: aproximadamente 7 horas

Aperitivo visual

EIKPUNT – UMA COMUNIDADE ECOLÓGICA NOS PAÍSES BAIXOS

comunidadeHOL

Imagem: http://www.wijnenbouw.com/uploads/1/2/6/4/12644244/wijnenbouw-200416-05_orig.jpg

Conversa sobre a possibilidade de um quotidiano alternativo (e sustentável)

Com Cristina Soeiro e Dick Timmer

Data e hora: 29 de julho de 2017, às 17h00

Local: Museu de Alberto Sampaio, Guimarães

Coordenadas: 41°26’33.37″N 8°17’32.18″W

Eikpunt é uma comunidade nos arredores de Nijmegen (Países Baixos), fundada em 2009, que assenta em quatro pilares: multigeracionalidade, sustentabilidade, silêncio e desenvolvimento comunitário. Situada perto do rio Waal, Eikpunt é formada por meia centena de habitações, construídas segundo princípios ecológicos e de eficiência energética, com a colaboração dos seus habitantes. É uma comunidade aberta à envolvente, onde o quotidiano é organizado de forma solidária, procurando coletivamente um modo de vida mais sustentável, menos dependente dos rituais frenéticos do consumismo.

Organização: AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia em parceria com o Museu Alberto Sampaio.

Caminhada “Subir a Rendufe” (Feira da Terra 2017)

No próximo dia 8 de julho, a AVE volta a colaborar na Feira da Terra (organização da ADCL), com uma caminhada pelo território torcatense. Todos os anos procuramos inovar e dar a conhecer zonas menos conhecidas desse belo vale. Desta vez, iremos explorar a encosta entre São Torcato e Rendufe, num percurso de 9 km.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

Apesar da caminhada ser curta e terminar previsivelmente antes das 13h, não havendo portanto piquenique, recomendamos que tragam um lanche da manhã e água suficiente para eventuais altas temperaturas.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Subindo a Rendufe

Vamos percorrer um caminho que vai de São Torcato, saindo do Terreiro desta vila, até Rendufe e regressa pela zona de fronteira com Atães (entrando nesta freguesia), passando pela Corredoura e regressando ao ponto de partida.

Gostaríamos de fazer três apontamentos de situações que iremos encontrar ao longo do percurso:

  • Com a importância dada ao transporte automóvel, pela nossa sociedade, cada vez é mais difícil percorrer caminhos que habitualmente ligavam as diferentes povoações e que agora são intransitáveis. Alguns troços de estradas que iremos percorrer, que nos permitem ligar caminhos preferencialmente pedonais, não contemplam zonas dedicadas aos peões, estando ocupados pela via dedicada aos automóveis. Alguns troços dessas estradas são percorridos, a pé, diariamente pelos moradores.
  • É cada vez mais difícil traçar percursos nas nossas aldeias, em locais aprazíveis, pois a nossa floresta está tomada pelo eucalipto levando a um empobrecimento da paisagem.
  • A vedação da propriedade privada e a apropriação de zonas que deveriam ser de acesso a todos (como sejam as margens ribeirinhas, os antigos caminhos públicos, etc.) por vezes fazem-nos sentir “presos cá fora”.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h00, na igreja de São Torcato. O ponto de encontro será às 8h45, perto da escadaria da igreja, junto ao recinto da Feira da Terra.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 9 km
  • Dificuldade: média, com algum desnível na primeira metade do trajeto.
  • Duração estimada: 4 horas

Antevisão

feiraterra01feiraterra02