Caminhar no Gerês: Fenda da Calcedónia e Junceda

A AVE completa, no próximo dia 10 de abril, 17 anos de existência ao serviço da
educação ambiental. Para comemorar mais este aniversário, a AVE convida
todos os seus associados e amigos, para uma caminhada a realizar no Gerês,
no domingo 22 de abril de 2018.

IMG_0627 (1280x960)

O percurso será circular, tendo como pontos principais de passagem o penedo
da Calcedónia, com a sua famosa fenda, e o miradouro de Junceda, no qual
poderemos contemplar a linda Vila do Gerês e as suas íngremes encostas.

IMPORTANTE: Devido à grande pegada ecológica que uma deslocação numerosa de automóveis e de pessoas irá provocar numa zona ambientalmente sensível, a caminhada “Fenda da Calcedónia e Junceda” requer inscrição prévia e terá um número de participantes limitado. Os sócios da AVE com quotas em dia terão prioridade na inscrição até ao dia 15 de abril. A data-limite geral para a inscrição é o dia 18 de abril.

Até ao dia 19 de abril, iremos informando os participantes cuja inscrição tenha sido validada. Esteja atento/a à sua caixa de e-mail!

Inscrição

Para participar na atividade, deverá inscrever-se aqui e aguardar que a direção da AVE valide a sua inscrição. Será dada prioridade aos sócios da AVE que se inscrevam até ao dia 15 de abril. Se, até essa data, as inscrições de sócios da AVE não preencherem as vagas disponíveis, as vagas remanescentes serão atribuídas a todos os restantes inscritos, por ordem de inscrição. A data-limite para as inscrições é o dia 18 de abril (quarta-feira).

A participação será gratuita para os sócios da AVE e terá o custo simbólico de 1€ para os não-sócios.

Inscreva-se aqui.

Após a inscrição ter sido validada, o/a participante irá receber uma confirmação na sua caixa de e-mail.

Entretanto, adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Logística

O ponto de encontro será junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h15. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

No caso de haver inscritos para os quais não seja conveniente a deslocação a Guimarães, iremos organizar pontos de encontro intermédios durante a viagem. Esteja atento/a à sua caixa de e-mail, através da qual iremos partilhar informações pertinentes sobre a logística desta caminhada!

Durante a caminhada, faremos um pique-nique sensivelmente a meio do percurso. Cada participante deverá portanto levar o seu próprio farnel. Devem também levar roupa e calçado adequado às condições climatéricas e ao piso de alta montanha.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Ficha técnica

  • Distância: 10 km
  • Dificuldade: fácil/média
  • Duração estimada: aproximadamente 6 horas

 

Anúncios

Trilho das Fontes

A AVE já conta com quase 17 anos de atividade e, só uma vez, durante este tempo, realizámos uma caminhada totalmente dedicada ao concelho que é nosso vizinho a norte! Foi no outono de 2014, em Tibães. No ano passado, em novembro, fizemos uma pequena incursão pelo território bracarense, no âmbito do Caminhar em Guimarães: De Longos ao Bom Jesus. Agora vamos com tudo a Braga! E nada melhor para um regresso do que o Trilho das Fontes, uma rota em que se conjugam elementos paisagísticos, históricos e ambientais. Este percurso não sinalizado faz parte da Rede de Percursos Pedestres de Braga, uma iniciativa exemplar promovida pelo município bracarense.

O Trilho das Fontes, apesar de se desenrolar às portas da cidade de Braga, surpreende pela ruralidade e pelo contacto com vários elementos históricos com particular relevo ambiental. O destaque vai todo para o Complexo Hidrológico e Monumental das Sete Fontes, sistema de abastecimento de água a Braga que poderá ter tido origem na época romana e que ainda hoje conduz água aos chafarizes e fontes da cidade. Ao longo do trilho, iremos ter também oportunidade de visitar o Convento de Montariol, observar a ruralidade do vale de Adaúfe e ainda percorrer um segmento da Geira – Via Romana XVIII – além de várias capelas e fontanários.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer! A caminhada é gratuita para os associados da AVE com quotas em dia e terá o custo simbólico de 1 euro para os restantes participantes.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Trilho das Fontes

O percurso é circular e tem início precisamente no Complexo das Sete Fontes. Este monumento nacional recentemente valorizado pelo município, para além da importância histórica e ecológica que tem para a cidade de Braga, prima também pelos belos elementos estéticos decorrentes das intervenções realizadas durante o séc. XVIII, a mando do arcebispo D. José de Bragança.

Iremos depois acompanhar o declive e as canalizações em pedra, passando por várias mães-de-água, até à urbanização do Areal. Daqui subiremos ao alto onde se situa o Convento de Montariol. Se nos for dada oportunidade, poderemos visitar os espaços verdes do Convento. De regresso ao trilho, caminharemos cuidadosamente ao longo dos limites das pedreiras de Montariol, até atingirmos o bosque sobranceiro à capela de São Romão. Entraremos então no pitoresco vale do Outeiro, por onde atravessaremos vários campos até ao Parque de Merendas de Adaúfe, onde faremos uma pausa para piquenique.

A segunda parte do percurso não perde de todo o interesse, e levar-nos-á à Igreja de Adaúfe e à sua bela envolvente. Este era um ponto de passagem da antiga Via XVIII do itinerário do imperador romano Antonino, que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta (Astorga). Iremos ter oportunidade de seguir parte do percurso desta estrada com quase 2.000 anos, também conhecida por Geira ou Via Nova. Calcorreando as lajes da Calçada do Monte, subiremos até quase ao topo do Monte Pedroso, de onde jorram as nascentes de água que alimentam as Sete Fontes. Ali, perto da floresta onde pontuam alguns sobreirais, passaremos pela Capela das Sete Fontes, provavelmente sucessora de algum templo romano situado na via antonina, e desceremos pelo monte de regresso ao ponto de partida.

IMG_20180225_082022 (1280x960)

 

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 10h00, nas imediações do Braga Retail Center (41°33’55.7″N 8°24’21.0″W). Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 9h00. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

altimetria-trilho-fontes

Perfil altimétrico

 

Caminhar em Guimarães: Sande (São Clemente) – Senhora da Saúde

Passadas as festas e com o inverno já a meio, vamos retomar as caminhadas, realizando a primeira de 2018 no próximo dia 24 de fevereiro (sábado). Regressamos ao “Caminhar em Guimarães”, para descobrir novas terras e novas paisagens entre a montanha e a planície, em Sande São Clemente e Sande São Martinho. A ruralidade e o urbano marcam a paisagem que podemos observar no vale da região das Caldas das Taipas.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer! A caminhada é gratuita para os associados da AVE com quotas em dia e terá o custo simbólico de 1 euro para os restantes participantes.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

De Sande São Clemente à Senhora da Saúde

O percurso é circular e tem início junto à igreja de Sande São Clemente. Na primeira parte do percurso vamos caminhar a meio da encosta, num ambiente um pouco rural, com uma vista magnífica, onde o antigo e o moderno se misturam.

Dando início à subida mais acentuada da montanha, em Sande São Martinho, vamos penetrar na floresta de eucaliptos, a qual retrata a triste realidade do país em termos de monocultura e de desorganização florestal. Já no topo, um interessante conjunto de penedos vai proporcionar umas excelentes fotografias e uma vista diferente e única do monte da Santa Marta e Sameiro. Um pouco à frente, no parque de merendas da Senhora da Saúde, iremos fazer o habitual piquenique para repor energias.

No regresso, um outro conjunto de penedos vai facultar-nos uma visão ímpar de montanhas mais longínquas e sobre o vale de Leitões. Um caminho em terra, um pouco irregular, vai conduzir-nos montanha abaixo até aos verdes campos, os quais serão o encanto final da caminhada.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h15, junto à Igreja Paroquial de São Clemente de Sande (41°29’08.1″N 8°22’08.9″W). Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h45. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 11 km
  • Dificuldade: média.
  • Duração estimada: 6 horas

 

Antevisão

Caminhar em Guimarães: “De Longos ao Bom Jesus”

No próximo dia 19 de novembro, vamos caminhar e conhecer um pouco da freguesia de Longos. Situada na zona noroeste do concelho de Guimarães, predominantemente rural, faz fronteira com o concelho de Braga desde o monte do Sameiro até à capela de Santa Marta do Leão. Vamos percorrer durante 12 km caminhos por onde passam a pé romeiros vindos de vários pontos do nosso concelho, com destino aos Santuários do Sameiro e Bom Jesus, onde iremos realizar um pique-nique a meio da caminhada.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer! A caminhada é gratuita para os associados da AVE com quotas em dia e terá o custo simbólico de 1 euro para os restantes participantes.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

De Longos ao Bom Jesus

O percurso é circular e tem início junto à escola EB1 de Longos. A parte inicial da caminhada tem subidas bastante acentuadas, mas com piso regular, daí não representar dificuldades acrescidas para além do esforço físico. Na descida de regresso, tem algum piso em terra bastante irregular e escorregadio.

A passagem pelo Bom Jesus do Monte e Sameiro marcam o ponto alto da nossa caminhada. Ambos os locais permitem contemplar a natureza e a vasta paisagem que o horizonte nos oferece. Com muita vegetação e onde a natureza se alia à arte para fazer deles locais ímpares de lazer e de fé.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h15, junto à EB1 de Longos. Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h40. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 12 km
  • Dificuldade: média.
  • Duração estimada: 6 horas

Antevisão

 

Ação Ecológica – Transição Sustentável e Regeneração

A AVE participou no passado dia 7 de outubro no encontro “Ação Ecológica – Transição Sustentável e Regeneração”, organizado pelas associações Famalicão em Transição e Campo Aberto e que decorreu na Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão. O encontro juntou cerca de 35 associações ligadas à defesa do ambiente.

A AVE foi representada pelo Paulo Casimiro Gomes, que partilha a sua visão sobre o encontro.

«Gostaria de salientar em primeiro lugar o espaço agradável onde fomos acolhidos (Casa do Território), no cimo do parque urbano de Famalicão – Parque da Devesa. Fomos acolhidos numa atmosfera de descontração e já de algum companheirismo que se sentia entre alguns dos participantes. À chegada foi-nos entregue uma pasta em papel com a carta que seria uma base de trabalho para ser assinada por quem o entendesse e que tinha já sido divulgada em comunicações anteriores. A pasta continha também alguma divulgação de iniciativas que iriam acontecer em Famalicão e 2 folhas em branco. Estávamos numa sala onde se encontra uma exposição que irá decorrer até 2 de setembro de 2018 e tem como titulo: “Ave selvagem – uma viagem pela biodiversidade do vale do Ave”.

No encontro propriamente dito, estavam presentes muitas associações, muitas de âmbito mais regional, mas algumas de âmbito nacional. Na mesa estava a Manuela Araújo da Ass. Famalicão em Transição e o José Carlos Marques da campo Aberto (mentor deste encontro).

Na parte da manhã e de uma forma mais extensa o Pedro Teiga falou sobre o seu projeto “Labrio+” e a Joana Silva apresentou o “Projeto Rios”. Depois foi a vez de cada associação presente apresentar os seus projetos ligados a esta temática, embora algumas associações, com o decorrer dos trabalhos, apresentassem os seus projetos de uma forma mais geral.

Em relação ao Pedro Teiga (que eu não conhecia) gostei de ver o seu empenho em relação à temática dos rios e também de perceber que tem sido pedido o seu apoio ao nível mais institucional (câmaras municipais, etc) e inclusivamente por vários grupos e deu até o exemplo de um Mosteiro perto do Azibo onde ele foi chamado a trabalhar na construção de uma área envolvente mais sustentável.

A Joana Silva do Projeto Rios salientou a dificuldade, por parte dos grupos que adotam troços de rios, em manter uma continuidade na monitorização desses troços,  em grande parte por serem grupos na sua grande maioria de escolas, e que estão muito dependentes da boa vontade de um professor específico. Também tem havido uma dificuldade em manter uma comunicação entre os grupos e a ASPEA (por forma a comunicar resultados). Ainda as intenções da Joana em usar as redes sociais para poder chegar a um público mais vasto e jovem. No projeto estão 454 grupos inscritos, nem todos ativos.

Depois, as várias associações inscritas falaram das suas ações, tendo sido chamadas a fazê-lo através de uma chamada, por parte da mesa, por ordem alfabética. Como o número de inscritos era elevado, havia 2-3 minutos para cada apresentação oral das suas ações neste campo. Eu falei sobre a nossa participação no Projeto Rios e na nossa atenção à ribeira de Couros. Outros falaram sobre a limpeza dos rios da sua região, das caminhadas ao longo dos rios, da florestação das zonas ribeirinhas, da educação junto das escolas, da pressão junto das entidades para despoluição das pequenas ribeiras, da divulgação de atentados aos cursos de água, etc. De salientar que algumas associações presentes tinham mesmo nomes ligadas a rios como por exemplo Associação Rio Ovelha ou Associação Neiva e que estavam intimamente ligadas ao rio que lhes dava origem.

Na parte da tarde havia duas mesas em simultâneo. Uma sobre as áreas protegidas e outra, na qual participámos, que se debruçava sobre “Território, coberto vegetal e incêndios sistemáticos; floresta autóctone vs monocultura de madeira; abandono, ruralidade, futuro do interior no futuro do país“. Nesta mesa, mais uma vez foram apresentados os projetos das várias associações presentes, sendo que as que tinham sido apresentadas de manhã, por uma questão de economia de tempo, não se iriam apresentar (foi o que nos aconteceu a nós, embora eu só tivesse falado, na parte da manhã, nos projetos mais ligados à questão água e portanto de uma forma pouco completa em relação ao nosso trabalho). O Manuel Fernandes (sócio da AVE e ex-membro da direção) deu o seu ponto de vista em relação a esta temática, defendendo uma não demonização das espécies ditas invasoras. No final, houve um pequeno debate e por fim a assinatura da “Carta de Famalicão: O espirito e as práticas”, que eu assinei em representação da AVE.

Não ficou agendada nova reunião dentro deste modelo, ficou o desejo de ela ser feita embora organizada por outras associações pois os organizadores não se mostraram disponíveis para o fazer.

NOTA – texto escrito enquanto cozia um panelão de feijão (para ser congelado) com detritos florestais, sobrantes do corte de eucaliptos após incendio, no fogão a lenha, aproveitando o fresco da manhã e poupando assim a queima de combustíveis fosseis. A água não é diretamente do rio, mas se o futuro permitir poderá vir a ser um dia.»

22519685_1590973787629968_3850724101974442896_o