Caminhada: Na Senda do Castelo de Penafiel de Bastuço – Braga

A AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia vai promover mais uma caminhada a realizar no dia 24 de março que nos levará ao concelho vizinho de Braga. 

O trilho com o nome “Senda do Castelo de Penafiel de Bastuço” tem início na Freguesia de Passos (São Julião).

O povo antigo de S. Julião de Passos (outrora S.Julião de Palácios) guardou muitas lendas sobre uma fortaleza militar, ao qual apelidavam de Castelo de Mouros. Mais tarde foi anunciado como o local do Castelo da Pena ou atualmente Penafiel de Bastuço procurado desde longa data. 

Este trilho cheio de lendas e histórias que nos acompanham quilómetro a quilómetro leva-nos a conhecer o local de um dos mais de vinte castelos que existiam nos séc. XI a XIV entre Minho e Douro. 

O local deste castelo está envolvido numa das mais bonitas paisagens tipicamente minhotas. Podendo ainda serem observadas várias espécies de macieiras minhotas em fase de plantação.

O trilho é feito sobretudo em caminhos agrícolas e florestais que atravessam o vale do rio Labriosque e percorrem a vertente Este do monte Eiro, contactando com infindáveis tons verdes que por certo nos levarão o nosso imaginário para além de um simples passeio…

Adira ao evento da caminhada no Facebookhttps://www.facebook.com/events/2250293548392461/ e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

A caminhada é gratuita para os associados da AVE com quotas em dia e terá o custo simbólico de 1 euro para os restantes participantes.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Roteiro

Este percurso é circular, tem início e fim junto a Igreja Paroquial de São Julião de Passos.

A dificuldade deste percurso é média (grau 3 numa escala 0 a 5), com 10,2 km, duas subidas com um desnível positivo de 480m, o trajeto é feito boa parte em caminhos rurais e florestais com alguma lama.

Pontos de interesse: Junta de Freguesia de Passos (São Julião), Zona florestal da Redonda, Casarão do lugar da Senra, Carvalhais, Vale do Labriosque, Penedo do Castelo de Bastuço, Conjunto rural da Torre, Igreja Paroquial de São Julião de Passos.

O percurso tem algum piso escorregadio e com pedras soltas. Poderá também haver alguns charcos, pelo que se recomenda o uso de roupa e calçado apropriado.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 09:30h, junto à Igreja Paroquial de São Julião de Passos, coordenadas:(41.527938,-8.498866) . Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do Campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 08:30h. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 10,2 kms
  • Dificuldade: média com algumas subidas algo exigentes
  • Duração estimada: 7 horas incluindo pausa para pique nique 
  • Âmbito: Histórico-cultural, ambiental e paisagístico.
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Caminhar em Guimarães: “Rota da Citânia de Briteiros”

Depois da excelente visita aos baldios de Alvadia, realizada o mês passado, a AVE, Associação Vimaranense para a Ecologia, regressa ao “Caminhar em Guimarães” para no próximo dia 24 de fevereiro, de 2019, percorrer um dos três trilhos homologados no concelho de Guimarães.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

A caminhada é gratuita para os associados da AVE com quotas em dia e terá o custo simbólico de 1 euro para os restantes participantes.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Roteiro

Este percurso é circular, tem início e fim junto ao Museu da Cultura Castreja, em Briteiros São Salvador.

O percurso entre o museu e a igreja é feito por estrada, entrando junto a esta, por um estradão em terra, que nos leva até ao moinho de cubo, no rio Torto, já na freguesia de Donim.

A subida do monte São Romão, mais conhecido por monte da Citânia, é a parte do percurso que exige mais esforço físico, mas com uma vista soberba sobre o vale do Ave. No cimo, após cruzar a estrada, começa a descida para os moinhos de Portuguediz, na freguesia de Sobreposta, já no concelho de Braga, onde iremos fazer o habitual piquenique, na eira comunitária.

O regresso será pelas margens do rio Febras, onde as suas cascatas quebram o silêncio, com uma melodia ímpar, passando num conjunto de moinhos em ruínas, com uma envolvente natural, que, faz do local, talvez o sítio mais belo de todo o percurso.

O percurso tem algum piso escorregadio e com pedras soltas. Poderá também haver alguns charcos, pelo que se recomenda o uso de calçado apropriado.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h20, junto ao museu da cultura Castreja de Briteiros São Salvador. Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8:45h. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 11 km
  • Dificuldade: Fácil/média.
  • Duração estimada: 6 horas
  • Âmbito: Histórico-cultural, ambiental e paisagístico.

Visita aos Baldios de Alvadia

A AVE convida os seus associados e amigos a realizar uma visita, no próximo dia 13 de janeiro (domingo), aos Baldios da Freguesia de Alvadia, no concelho de Ribeira de Pena, território integrado no sítio da Rede Natura Alvão/Marão. A direção dos Baldios de Alvadia foi uma das entidades contempladas com os Prémios do Instituto de Conservação da Natureza (ICNF) 2017, devido ao esforço desenvolvido na promoção da biodiversidade. O projeto propõe um tipo de gestão que concilie a conservação dos valores naturais com os interesses económicos das populações residentes.

A visita será orientada por Sérgio Bruno Ribeiro, da Biomater – Ambiente, Sustentabilidade e Conservação da Natureza. De modo a garantir as melhores condições para um usufruto pleno da atividade, a participação (gratuita) é limitada a 30 pessoas. Se houver mais inscritos do que vagas, será dada prioridade aos associados da AVE. A inscrição é obrigatória. Inscreva-se aqui: https://goo.gl/forms/Ci1qfAEdbkYBGecr1.

Adira ao evento da visita no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

NOTA: esta atividade não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Atividade realizada no âmbito do projeto “Conservação de 2 Habitats Emblemáticos no Sítio Rede Natura do Alvão/Marão”, que tem como parceiros a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega; a Biomater – Ambiente, Sustentabilidade e Conservação da Natureza; e os Baldios da Freguesia de Alvadia, contando com financiamento do Fundo Ambiental.

Detalhes

A visita aos Baldios da Freguesia de Alvadia será uma boa oportunidade para conhecer este local, o seu rico património natural, as suas paisagens, os costumes das gentes que aí habitam (cuja atividade assenta quase exclusivamente na agropastorícia extensiva) e os projetos que mais recentemente têm vindo a ser desenvolvidos em prol de uma gestão integrada do território.

A visita consistirá numa caminhada, ao longo da qual se farão pequenos pontos de paragem que serão aproveitados para observar algum elemento natural/paisagístico/etnográfico mais relevante. Iremos aproveitar um momento de lazer para, num ambiente relaxado, trocar conhecimentos e dar a conhecer este local nas suas diferentes perspetivas.

Entre alguns elementos de interesse, destacam-se as Fisgas do rio Poio, os lameiros e o seu peculiar sistema de irrigação, os urzais de montanha, a prática da roça de mato para a cama do gado, os grandes rebanhos que pastam livremente na serra, bem como muitas espécies animais e vegetais raras, ameaçadas e de distribuição restrita em Portugal.

O projeto que atualmente está a ser implementado nos Baldios da Freguesia de Alvadia centra-se na conservação de dois habitats prioritários – os carvalhais e as charnecas húmidas -, implementando soluções que vão simultaneamente ao encontro dos interesses de conservação da natureza e do modo de vida das populações que habitam neste local.

Logística

Pretendemos iniciar a atividade às 9h00, em frente do Café Santa Cruz, ao lado da Junta de Freguesia de Alvadia (41°27’16.7″N 7°46’32.7″W). Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 7h45. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Traga roupa e calçado adequados à atividade. Se tiver, traga binóculos ou máquina fotográfica, vai valer à pena!

Dependendo das condições meteorológicas previstas e da vontade dos participantes, tanto poderemos realizar piquenique ou almoçar no restaurante O Recanto do Lavrador, na Portela de Santa Eulália (41°30’07.7″N 7°47’42.2″W). Mais próximo da data, anunciaremos mais detalhes através do evento Facebook e por e-mail.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 10 km
  • Dificuldade: média.
  • Duração estimada: 5 horas

 

Ação Ecológica – Transição Sustentável e Regeneração

A AVE participou no passado dia 7 de outubro no encontro “Ação Ecológica – Transição Sustentável e Regeneração”, organizado pelas associações Famalicão em Transição e Campo Aberto e que decorreu na Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão. O encontro juntou cerca de 35 associações ligadas à defesa do ambiente.

A AVE foi representada pelo Paulo Casimiro Gomes, que partilha a sua visão sobre o encontro.

«Gostaria de salientar em primeiro lugar o espaço agradável onde fomos acolhidos (Casa do Território), no cimo do parque urbano de Famalicão – Parque da Devesa. Fomos acolhidos numa atmosfera de descontração e já de algum companheirismo que se sentia entre alguns dos participantes. À chegada foi-nos entregue uma pasta em papel com a carta que seria uma base de trabalho para ser assinada por quem o entendesse e que tinha já sido divulgada em comunicações anteriores. A pasta continha também alguma divulgação de iniciativas que iriam acontecer em Famalicão e 2 folhas em branco. Estávamos numa sala onde se encontra uma exposição que irá decorrer até 2 de setembro de 2018 e tem como titulo: “Ave selvagem – uma viagem pela biodiversidade do vale do Ave”.

No encontro propriamente dito, estavam presentes muitas associações, muitas de âmbito mais regional, mas algumas de âmbito nacional. Na mesa estava a Manuela Araújo da Ass. Famalicão em Transição e o José Carlos Marques da campo Aberto (mentor deste encontro).

Na parte da manhã e de uma forma mais extensa o Pedro Teiga falou sobre o seu projeto “Labrio+” e a Joana Silva apresentou o “Projeto Rios”. Depois foi a vez de cada associação presente apresentar os seus projetos ligados a esta temática, embora algumas associações, com o decorrer dos trabalhos, apresentassem os seus projetos de uma forma mais geral.

Em relação ao Pedro Teiga (que eu não conhecia) gostei de ver o seu empenho em relação à temática dos rios e também de perceber que tem sido pedido o seu apoio ao nível mais institucional (câmaras municipais, etc) e inclusivamente por vários grupos e deu até o exemplo de um Mosteiro perto do Azibo onde ele foi chamado a trabalhar na construção de uma área envolvente mais sustentável.

A Joana Silva do Projeto Rios salientou a dificuldade, por parte dos grupos que adotam troços de rios, em manter uma continuidade na monitorização desses troços,  em grande parte por serem grupos na sua grande maioria de escolas, e que estão muito dependentes da boa vontade de um professor específico. Também tem havido uma dificuldade em manter uma comunicação entre os grupos e a ASPEA (por forma a comunicar resultados). Ainda as intenções da Joana em usar as redes sociais para poder chegar a um público mais vasto e jovem. No projeto estão 454 grupos inscritos, nem todos ativos.

Depois, as várias associações inscritas falaram das suas ações, tendo sido chamadas a fazê-lo através de uma chamada, por parte da mesa, por ordem alfabética. Como o número de inscritos era elevado, havia 2-3 minutos para cada apresentação oral das suas ações neste campo. Eu falei sobre a nossa participação no Projeto Rios e na nossa atenção à ribeira de Couros. Outros falaram sobre a limpeza dos rios da sua região, das caminhadas ao longo dos rios, da florestação das zonas ribeirinhas, da educação junto das escolas, da pressão junto das entidades para despoluição das pequenas ribeiras, da divulgação de atentados aos cursos de água, etc. De salientar que algumas associações presentes tinham mesmo nomes ligadas a rios como por exemplo Associação Rio Ovelha ou Associação Neiva e que estavam intimamente ligadas ao rio que lhes dava origem.

Na parte da tarde havia duas mesas em simultâneo. Uma sobre as áreas protegidas e outra, na qual participámos, que se debruçava sobre “Território, coberto vegetal e incêndios sistemáticos; floresta autóctone vs monocultura de madeira; abandono, ruralidade, futuro do interior no futuro do país“. Nesta mesa, mais uma vez foram apresentados os projetos das várias associações presentes, sendo que as que tinham sido apresentadas de manhã, por uma questão de economia de tempo, não se iriam apresentar (foi o que nos aconteceu a nós, embora eu só tivesse falado, na parte da manhã, nos projetos mais ligados à questão água e portanto de uma forma pouco completa em relação ao nosso trabalho). O Manuel Fernandes (sócio da AVE e ex-membro da direção) deu o seu ponto de vista em relação a esta temática, defendendo uma não demonização das espécies ditas invasoras. No final, houve um pequeno debate e por fim a assinatura da “Carta de Famalicão: O espirito e as práticas”, que eu assinei em representação da AVE.

Não ficou agendada nova reunião dentro deste modelo, ficou o desejo de ela ser feita embora organizada por outras associações pois os organizadores não se mostraram disponíveis para o fazer.

NOTA – texto escrito enquanto cozia um panelão de feijão (para ser congelado) com detritos florestais, sobrantes do corte de eucaliptos após incendio, no fogão a lenha, aproveitando o fresco da manhã e poupando assim a queima de combustíveis fosseis. A água não é diretamente do rio, mas se o futuro permitir poderá vir a ser um dia.»

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EIKPUNT – UMA COMUNIDADE ECOLÓGICA NOS PAÍSES BAIXOS

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Conversa sobre a possibilidade de um quotidiano alternativo (e sustentável)

Com Cristina Soeiro e Dick Timmer

Data e hora: 29 de julho de 2017, às 17h00

Local: Museu de Alberto Sampaio, Guimarães

Coordenadas: 41°26’33.37″N 8°17’32.18″W

Eikpunt é uma comunidade nos arredores de Nijmegen (Países Baixos), fundada em 2009, que assenta em quatro pilares: multigeracionalidade, sustentabilidade, silêncio e desenvolvimento comunitário. Situada perto do rio Waal, Eikpunt é formada por meia centena de habitações, construídas segundo princípios ecológicos e de eficiência energética, com a colaboração dos seus habitantes. É uma comunidade aberta à envolvente, onde o quotidiano é organizado de forma solidária, procurando coletivamente um modo de vida mais sustentável, menos dependente dos rituais frenéticos do consumismo.

Organização: AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia em parceria com o Museu Alberto Sampaio.