EIKPUNT – UMA COMUNIDADE ECOLÓGICA NOS PAÍSES BAIXOS

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Conversa sobre a possibilidade de um quotidiano alternativo (e sustentável)

Com Cristina Soeiro e Dick Timmer

Data e hora: 29 de julho de 2017, às 17h00

Local: Museu de Alberto Sampaio, Guimarães

Coordenadas: 41°26’33.37″N 8°17’32.18″W

Eikpunt é uma comunidade nos arredores de Nijmegen (Países Baixos), fundada em 2009, que assenta em quatro pilares: multigeracionalidade, sustentabilidade, silêncio e desenvolvimento comunitário. Situada perto do rio Waal, Eikpunt é formada por meia centena de habitações, construídas segundo princípios ecológicos e de eficiência energética, com a colaboração dos seus habitantes. É uma comunidade aberta à envolvente, onde o quotidiano é organizado de forma solidária, procurando coletivamente um modo de vida mais sustentável, menos dependente dos rituais frenéticos do consumismo.

Organização: AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia em parceria com o Museu Alberto Sampaio.

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A Carriça

Para o “Caminhar em Guimarães: Por Terras de Souto, Gonça e Gondomar”, ocorrido a 4 de junho (consultar roteiro ou evento Facebook), produzimos mais uma edição dos Bilhetes de Identidade da fauna e flora da nossa região. Voltamos às aves, para conhecer a interessante carriça. Descarregue o folheto original ou consulte abaixo o texto de Paulo Gomes.

A Carriça

Mais uma pequena ave que vive muito perto de nós e muitas vezes nem damos por ela. Diminuta, cauda arrebitada e plumagem castanho ferrugíneo. A cabeça e o dorso castanho mais escuro e parte de baixo do corpo mais claro, cor de areia. De perto vê-se que as sobrancelhas são um pouco mais claras e que o bico é longo, pontiagudo e ligeiramente encurvado. Mantém-se quase todo o ano na mesma zona, num território pouco extenso. Habita de preferência bosques húmidos, ricos em húmus, mas também gosta de jardins.

carrica1 No início da Primavera, o macho inicia um grandioso projeto de construção. Em menos de nada, instala no território que lhe pertence, diversos ninhos para aumentar as hipóteses de seduzir uma fêmea. Os ninhos são esféricos e ficam, no máximo, a três metros do solo. São feitos de folhas, musgo e outros materiais secos. Além de muito empreendedor, o macho da carriça dá sinais de ser um pouco perfecionista, já que está permanentemente a examinar a sua obra, tentando ver se há alguma folhinha a mais ou a menos. Na Primavera canta energeticamente, procurando atrair as fêmeas da redondeza. Pode surpreender-nos ao fazer o ninho em locais tão improváveis com um cabo de cebolas, uma peça de roupa que se deixou pendurada tempo de mais ou uma bota velha que penduramos numa árvore (pouco comum em caixas ninho). O macho deixa que a fêmea se ocupe dos ovos, enquanto procura seduzir outras fêmeas. Como se isso não bastasse, recomeça a fazer a corte à sua companheira logo que a primeira ninhada dá sinais de independência.

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O grafismo do folheto PDF foi da responsabilidade de Luís Gonçalves.

Os Carvalhais de Fafe

No âmbito da caminhada “Aldeias das Margens do Rio Vizela”, que teve lugar no dia 23 de abril (consultar roteiro ou evento Facebook), produzimos mais uma edição dos folhetos educativos da AVE, desta feita dedicada aos Carvalhais de Fafe. Descarregue o folheto original ou consulte abaixo o texto de Manuel Miranda Fernandes.

Os Carvalhais de Fafe

Este percurso atravessa alguns trechos de carvalhal, que impõem uma singular presença na paisagem das serras de Fafe. Dominado por carvalho-alvarinho e carvalho-negral, este tipo de floresta alberga uma diversidade considerável de flora e fauna, constituindo um ecossistema com notável valor ecológico. Sabe-se que, após o final do último período glaciar, há cerca de 10.000 anos, os carvalhais formaram grandes extensões no noroeste ibérico, favorecidos pela melhoria das condições climáticas. As atividades humanas, como a pastorícia, a agricultura, a carvoaria e a mineração, levaram ao declínio destes bosques, que atualmente se encontram apenas em locais mais remotos ou de difícil acesso. Contudo, nos carvalhais de Fafe, a atividade humana pode ter contribuído para a sua conservação, através da indústria da casca de carvalho, outrora com grande valor económico local. A casca extraída de cada árvore, em intervalos de quatro anos, era seca e moída, sendo enviada como fonte de taninos para as indústrias de curtumes de Guimarães e do Porto. Embora esta prática tenha cessado, a sua memória mantém-se, tendo sido inaugurado em Aboim, em 2014, o Museu da Casca de Carvalho.

Notas sobre o carvalho-alvarinho (Quercus robur L.)

É uma árvore que atinge porte elevado (30 a 40 m de altura), com tronco robusto e copa ampla e regular. As folhas, verde-escuras na página superior e mais claras na inferior, são recortadas em lóbulos arredondados, murchando em cada Outono e brotando na Primavera seguinte (espécie caducifólia). As flores masculinas são minúsculas, amarelo-esverdeadas, dispostas em espigas pendentes (amentilhos); as flores femininas formam-se-se na axila das folhas. Os frutos são as conhecidas bolotas – uma semente envolvida por uma cúpula. Não devem ser confundidas com os bogalhos, que são uma forma de proteção da árvore contra as posturas de insetos.

A madeira, de excelente qualidade, é usada na construção civil e naval, em marcenaria e em tanoaria. O fruto pode ser usado na alimentação do gado, mas usou-se outrora para fazer pão. Esta árvore foi sempre considerada como uma das mais nobres das espécies florestais europeias, atingindo vários séculos de longevidade. Em Portugal é espontânea no Norte e Centro, nas áreas com maior pluviosidade.


A composição dos textos esteve a cargo de Paulo Gomes e o grafismo do folheto PDF foi da responsabilidade de Luís Gonçalves.

Identificar Plantas com os 5 Sentidos: Jogo com Plantas Aromáticas

Com Raquel Ferreira e Raúl Freitas

No dia 11 de abril estivemos na escola EB1/JI de Santa Luzia com a atividade “Identificar Plantas com os 5 Sentidos: Jogo com Plantas Aromáticas”. Participaram na atividade 41 crianças que estavam na escola no contexto de tempos livres das férias da Pascoa. Foi uma manhã muito animada em que todos participaram ativamente. Depois do jogo terminar, as crianças recorrendo à técnica de propagação por estacas, colocaram as plantas usadas no jogo em vasos com terra na estufa da escola para que todos pudessem cuidar, ver e usar as plantas durante o ano.

Chapim Carvoeiro

Na caminhada do passado 26 de março, em Vizela, inaugurámos uma nova edição da AVE, com o objetivo de divulgar a flora e fauna que pode ser observada durante os nossos percursos pedestres. Acreditamos que quanto mais conhecermos a natureza mais nos maravilhamos com ela e mais a amamos e procuramos proteger. Para o Trilho de São Bento, começámos com o chapim carvoeiro, uma pequena ave muito comum nos nossos jardins e que, devido ao seu pequeno tamanho, já nos passou muitas vezes à frente sem darmos por isso. Descarregue o folheto original ou consulte abaixo toda a informação sobre a nossa estrela de março.

O B.I. do Chapim Carvoeiro

chapim-carvoeiroTamanho pequeno, entre 10 e 13 cm. Insetívoras, embora no inverno também consumam sementes. Muito acrobáticas, passam a maior parte do tempo no arvoredo. Muitas vezes, observam-se empoleiradas nos pequenos ramos, a alimentar-se de cabeça para baixo. Sobretudo residentes e nidificam em cavidades. Distingue-se dos outros chapins por ter a cabeça preta com uma grande mancha branca nas faces e uma mancha branca na nuca. As partes inferiores do corpo são de um tom acinzentado e as asas têm uma tonalidade olivácea. Quando agitado, pode levantar uma pequena poupa, semelhante a um espigão minúsculo, na parte posterior da coroa. É muito comum observá-lo em pequenos grupos no topo das árvores nos nossos jardins a alimentar-se dos pulgões aí existentes. São por isso considerados auxiliares na agricultura pois ajudam a controlar os ataques dessas pragas das fruteiras e de outras culturas.

Para mais informações visualize o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Yf_xRx9K6uQ


Os chapins carvoeiros podem ser atraídos até aos nossos jardins através da colocação de caixas ninho e de alimentadores, que diariamente serão abastecidos de misturas de sementes e frutos secos. Apresentamos abaixo uma dica para a confeção de um bolo para aves.

Receita de bolos para aves

  • Misturar amendoins, sementes de girassol, milho painço, flocos de aveia, passas, migalhas de pão ou bolo e bocadinhos muito pequenos de carne cozinhada com banha derretida.
  • Deixar arrefecer um pouco a mistura e deitá-la dentro de pequenos recipientes, cascas de coco ou embalagens de iogurte vazias, nas quais se fixou previamente no fundo um gancho ou um fio para os pendurar em posição invertida.
  • Os alimentadores devem ser colocados num local onde os predadores não cheguem e que permita uma fácil observação das aves.

A composição dos textos esteve a cargo de Paulo Gomes e o grafismo do folheto PDF foi da responsabilidade de Luís Gonçalves.