Os Carvalhais de Fafe

No âmbito da caminhada “Aldeias das Margens do Rio Vizela”, que teve lugar no dia 23 de abril (consultar roteiro ou evento Facebook), produzimos mais uma edição dos folhetos educativos da AVE, desta feita dedicada aos Carvalhais de Fafe. Descarregue o folheto original ou consulte abaixo o texto de Manuel Miranda Fernandes.

Os Carvalhais de Fafe

Este percurso atravessa alguns trechos de carvalhal, que impõem uma singular presença na paisagem das serras de Fafe. Dominado por carvalho-alvarinho e carvalho-negral, este tipo de floresta alberga uma diversidade considerável de flora e fauna, constituindo um ecossistema com notável valor ecológico. Sabe-se que, após o final do último período glaciar, há cerca de 10.000 anos, os carvalhais formaram grandes extensões no noroeste ibérico, favorecidos pela melhoria das condições climáticas. As atividades humanas, como a pastorícia, a agricultura, a carvoaria e a mineração, levaram ao declínio destes bosques, que atualmente se encontram apenas em locais mais remotos ou de difícil acesso. Contudo, nos carvalhais de Fafe, a atividade humana pode ter contribuído para a sua conservação, através da indústria da casca de carvalho, outrora com grande valor económico local. A casca extraída de cada árvore, em intervalos de quatro anos, era seca e moída, sendo enviada como fonte de taninos para as indústrias de curtumes de Guimarães e do Porto. Embora esta prática tenha cessado, a sua memória mantém-se, tendo sido inaugurado em Aboim, em 2014, o Museu da Casca de Carvalho.

Notas sobre o carvalho-alvarinho (Quercus robur L.)

É uma árvore que atinge porte elevado (30 a 40 m de altura), com tronco robusto e copa ampla e regular. As folhas, verde-escuras na página superior e mais claras na inferior, são recortadas em lóbulos arredondados, murchando em cada Outono e brotando na Primavera seguinte (espécie caducifólia). As flores masculinas são minúsculas, amarelo-esverdeadas, dispostas em espigas pendentes (amentilhos); as flores femininas formam-se-se na axila das folhas. Os frutos são as conhecidas bolotas – uma semente envolvida por uma cúpula. Não devem ser confundidas com os bogalhos, que são uma forma de proteção da árvore contra as posturas de insetos.

A madeira, de excelente qualidade, é usada na construção civil e naval, em marcenaria e em tanoaria. O fruto pode ser usado na alimentação do gado, mas usou-se outrora para fazer pão. Esta árvore foi sempre considerada como uma das mais nobres das espécies florestais europeias, atingindo vários séculos de longevidade. Em Portugal é espontânea no Norte e Centro, nas áreas com maior pluviosidade.


A composição dos textos esteve a cargo de Paulo Gomes e o grafismo do folheto PDF foi da responsabilidade de Luís Gonçalves.

Aldeias das Margens do Rio Vizela

No passado dia 10 de abril, comemorou-se o 16.º aniversário da AVE. Como gostamos de celebrar a efeméride com a nossa comunidade de associados e amigos, convidamo-vos a festejar connosco em Fafe, com a caminhada “Aldeias das Margens do Rio Vizela”, no próximo dia 23 de abril! Ao longo de aproximadamente 15 km, as águas puras e cristalinas dos ribeiros, os bosques de carvalhos e os pequenos campos laboriosamente trabalhados que ladeiam o rio Vizela convidam o caminhante a sonhar.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

Aldeias das Margens do Rio Vizela

O percurso “Aldeias das Margens do Rio Vizela” (PR2 FAF) tem início na aldeia de Lagoa, junto ao santuário da Senhora das Neves, e leva os caminhantes a conhecer várias aldeias situadas ao longo dos primeiros quilómetros do rio Vizela – Gontim, Felgueiras, Pedraído e, claro, Lagoa -, além dos antiquíssimos e interessantes caminhos rurais, por calçadas mais ou menos preservadas, num sobe e desce constante pelas encostas das Serras de Fafe.

Ao longo do percurso deparamo-nos com uma das maiores e mais belas manchas de carvalhal do concelho e das regiões circundantes. Com efelto, na zona de Gontim e Pedraído, ainda somos surpreendidos com uma moldura florestal onde abunda o carvalho-alvarinho (Quercus robur) e, em menor escala, o carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e outras arvores caducifólias, exemplos de um coberto vegetal riquíssimo. Nos vales do Vizela e dos seus afluentes, os salgueiros, amieiros, freixos e
choupos associam-se a prados marginais inundados por herbáceas de flores
multicolores e a zonas sombrias atapetadas por musgos e fetos de diversas
espécies, numa amostra da riqueza da flora ribeirinha.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h30. Estimando uma viagem com duração de 30 minutos a partir de Guimarães, o ponto de encontro terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h40. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Durante a caminhada, faremos um pique-nique sensivelmente a meio do percurso. Cada participante deverá levar o seu próprio farnel.

Ficha técnica

  • Distância: 15 km
  • Dificuldade: média, com alguns segmentos de piso muito irregular
  • Duração estimada: 7 a 8 horas

Aperitivo visual

Algumas imagens são da autoria do blog “O Nosso Rasto“.

 

Chapim Carvoeiro

Na caminhada do passado 26 de março, em Vizela, inaugurámos uma nova edição da AVE, com o objetivo de divulgar a flora e fauna que pode ser observada durante os nossos percursos pedestres. Acreditamos que quanto mais conhecermos a natureza mais nos maravilhamos com ela e mais a amamos e procuramos proteger. Para o Trilho de São Bento, começámos com o chapim carvoeiro, uma pequena ave muito comum nos nossos jardins e que, devido ao seu pequeno tamanho, já nos passou muitas vezes à frente sem darmos por isso. Descarregue o folheto original ou consulte abaixo toda a informação sobre a nossa estrela de março.

O B.I. do Chapim Carvoeiro

chapim-carvoeiroTamanho pequeno, entre 10 e 13 cm. Insetívoras, embora no inverno também consumam sementes. Muito acrobáticas, passam a maior parte do tempo no arvoredo. Muitas vezes, observam-se empoleiradas nos pequenos ramos, a alimentar-se de cabeça para baixo. Sobretudo residentes e nidificam em cavidades. Distingue-se dos outros chapins por ter a cabeça preta com uma grande mancha branca nas faces e uma mancha branca na nuca. As partes inferiores do corpo são de um tom acinzentado e as asas têm uma tonalidade olivácea. Quando agitado, pode levantar uma pequena poupa, semelhante a um espigão minúsculo, na parte posterior da coroa. É muito comum observá-lo em pequenos grupos no topo das árvores nos nossos jardins a alimentar-se dos pulgões aí existentes. São por isso considerados auxiliares na agricultura pois ajudam a controlar os ataques dessas pragas das fruteiras e de outras culturas.

Para mais informações visualize o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Yf_xRx9K6uQ


Os chapins carvoeiros podem ser atraídos até aos nossos jardins através da colocação de caixas ninho e de alimentadores, que diariamente serão abastecidos de misturas de sementes e frutos secos. Apresentamos abaixo uma dica para a confeção de um bolo para aves.

Receita de bolos para aves

  • Misturar amendoins, sementes de girassol, milho painço, flocos de aveia, passas, migalhas de pão ou bolo e bocadinhos muito pequenos de carne cozinhada com banha derretida.
  • Deixar arrefecer um pouco a mistura e deitá-la dentro de pequenos recipientes, cascas de coco ou embalagens de iogurte vazias, nas quais se fixou previamente no fundo um gancho ou um fio para os pendurar em posição invertida.
  • Os alimentadores devem ser colocados num local onde os predadores não cheguem e que permita uma fácil observação das aves.

A composição dos textos esteve a cargo de Paulo Gomes e o grafismo do folheto PDF foi da responsabilidade de Luís Gonçalves.

Trilho de São Bento de Vizela

A próxima caminhada da AVE, a primeira da nova direção eleita na Assembleia Geral do passado dia 24 de fevereiro, é aqui ao lado, no concelho vizinho de Vizela. Propomos uma adaptação do percurso do Trilho de São Bento, um trajeto que combina zonas mais planas, junto às margens do rio Vizela, e zonas de maior declive, na ligação ao templo-miradouro de São Bento. A atividade está agendada para 26 de março (domingo).

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

Trilho de São Bento

Este percurso tem início no Parque das Termas, na zona ribeirinha, junto ao Campo Municipal de Mini-Golfe – Fonseca e Castro. É um itinerário montanhoso, cheio de património religioso, cultural e natural, repleto de paisagens sobre a cidade de Vizela e freguesias circundantes.

O Parque das Termas é considerado o “pulmão” da cidade de Vizela, sendo um amplo e magnífico espaço natural. O Parque foi construído entre 1885 e 1886, tendo sido delineado e plantado pelo floricultor e horticultor José Marques Loureiro. Neste espaço, de vasta vegetação, encontram-se algumas árvores centenárias.

Após percorrer algumas centenas de metros ao longo do rio Vizela, o percurso torna-se mais montanhoso, percorrendo um trilho até ao Santuário de São Bento das Pêras. No cimo do monte, a uma altitude de 454 metros, através do seu miradouro observa-se um dos mais belos panoramas de todo o concelho de Vizela.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h30. Estimando uma viagem com duração de 20 minutos a partir de Guimarães, o ponto de encontro terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h50. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade. O melhor local para estacionar em Vizela é no parque acima do campo de mini-golfe, cuja entrada é comum à da discoteca Maquias, na Rua de Frades (ver no Google Maps).

Durante a caminhada, faremos um pique-nique no parque de merendas de São Bento, mais ou menos ao km 7. Cada participante deverá levar o seu próprio farnel. Caso esteja a chover à hora do almoço, a Confraria de São Bento disponibilizará um espaço abrigado da chuva. Junto ao parque de merendas, poderão encontrar sanitários.

Ficha técnica

  • Distância: 11 km
  • Dificuldade: média, com desnível acentuado em alguns segmentos da ascensão a São Bento.
  • Duração estimada: 6 a 7 horas
  • Apoios: Confraria de São Bento e Município de Vizela

Aperitivo visual

Nas encostas do Marão: Covelo do Monte

Após um (demasiado) longo interregno, as caminhadas da AVE estão de volta! Propomos, como primeiro objetivo pedestre de 2017, a Serra do Marão, mais precisamente um percurso à volta da aldeia serrana de Covelo do Monte, em Amarante. A atividade está agendada para 12 de fevereiro (domingo).

Faça já a sua inscrição na caminhada!

Covelo do Monte

Covelo do Monte é uma pequena aldeia encostada à vertente norte do Marão, a pouco mais de 600m de altitude, com características típicas de povoamentos de montanha: construções em xisto mescladas com habitações mais recentes, arruamentos muito estreitos, e uma economia assente no pastoreio e na agricultura de subsistência.

O percurso que vos propomos tem cerca de 9 km e dar-vos-á a conhecer diversos aspetos da envolvência natural e edificada de Covelo do Monte: as encostas ventosas e quase despidas de vegetação, com vistas de longo alcance para o Alvão, Cabreira, Serras de Fafe e Gerês; as manchas de floresta abrigadas da aspereza do Marão; os riachos que escorrem para o Tâmega; as calçadas de xisto já muito desgastadas e desconjuntadas; e os campos que ainda resistem ao abandono.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 10h00. Estimando uma viagem com duração de 60 minutos a partir de Guimarães, o ponto de encontro terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h30. Sugerimos duas alternativas de trajeto automóvel: via A11+A4 ou via N101+N15. Em ambos os casos, os automobilistas deverão posteriormente seguir via IP4 e sair em Aboadela. Haverá novo ponto de encontro após a saída, na rotunda de acesso a Aboadela (41º16’43.9”N, 7º59’32.9”O), às 9h30. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

A aldeia de Covelo do Monte (41º18’00.6”N 7º57’06.5”O) é bastante isolada e o único café da aldeia raramente se encontra aberto, pelo que devem estar preparados para serem auto-suficientes durante a atividade.

No final da caminhada, faremos um pique-nique no Parque de Lazer da Lameira, situado a cerca de 2 kms de Covelo do Monte. Para os mais dependentes de cafeína, há sempre a possibilidade de compensarem a falta na Pousada do Marão, a 1 km do parque da Lameira.

Ficha técnica

  • Distância: 9 km
  • Dificuldade: média, com pouco desnível, mas tecnicamente exigente em alguns segmentos, devido ao piso irregular
  • Duração estimada: 3 a 4 horas
  • Apoios: Junta de Freguesia de Aboadela, Sanche e Várzea e Associação Desportiva de Amarante.

Aperitivo visual