Quedas do Leça e Monte Padrão

Dos concelhos vizinhos nos quais a AVE ainda não realizou caminhadas, ainda consta Santo Tirso. Há vários motivos de interesse para visitar o território tirsense e que não se esgotam numa só caminhada. Mas como temos de começar por algum lado, decidimos fazer, no dia 2 de junho (sábado), a nossa primeira investida em locais de rara beleza, como são o Monte Padrão e as quedas do rio Leça, que nasce na freguesia de Monte Córdova.

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O percurso é baseado em grande parte na rota pedestre PR1 ST, conjugando elementos de relevante património histórico e natural e terá uma distância aproximada de 9 km. Teremos oportunidade de visitar locais como o Castro do Monte Padrão, o Carvalhal de Valinhas, as majestosas Quedas de Fervença ou a serra hidráulica de Pereiras.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer! A caminhada é gratuita para os associados da AVE com quotas em dia e terá o custo simbólico de 1 euro para os restantes participantes.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Roteiro

O percurso é circular e tem início junto ao Centro Interpretativo do Monte Padrão. Daqui seguiremos para as ruínas do Castro do Monte Padrão, um povoado pré-romano com mais de 2.000 anos, à sombra de um belo bosque de sobreiros, de onde se poderá também avistar o vale do rio Ave. Dali, desceremos a vertente norte do monte, aproximando-nos dos campos agrícolas e contornando depois o monte em direção a sudoeste.

 

 

A paragem seguinte será no mágico Carvalhal de Valinhas, onde iremos realizar uma pausa para piquenique. Ali perto, o rio Leça corre os seus primeiros quilómetros, ainda com pouco caudal, mas com a espetacularidade proporcionada pelo acentuado desnível. Ao longo da subida do curso do Leça, iremos apreciar as impressionantes Quedas de Fervença que, devido à chuva que caiu no passado inverno, ainda deverão ter um volume de água considerável. Aqui, os participantes terão de fazer um esforço suplementar para escalar por alguns segmentos ao longo do trilho. Levar calçado apropriado será fundamental para evitar deslizes!

 

 

Com o terreno já bastante menos desnivelado, iremos caminhar por belas veredas até Pereiras, onde se encontra a Serra Hidráulica de Pereiras, um notável exemplo da arquitetura pré-industrial de Santo Tirso. Dedicada à serração de madeira para uso industrial e doméstico, recorria à força da água para mover o engenho de serrar. A caminhada terminará com o regresso ao Centro Interpretativo do Monte Padrão, onde os interessados poderão realizar uma visita às instalações e consultar mais informações sobre o património arqueológico do local.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 10h00, junto ao Centro Interpretativo do Monte Padrão (41°18’47.1″N 8°26’43.0″W), em Monte Córdova, Santo Tirso. Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 9h10. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Cada participante deverá levar comida e bebida para pique-nique durante a caminhada, a realizar a meio do percurso. Devem levar roupa e calçado adequado ao terreno acidentado e às condições climatéricas.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 9 km
  • Dificuldade: média a difícil (a subida pelas Quedas de Fervença ao km 6 será exigente)
  • Duração estimada: 5 horas
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Perfil altimétrico

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Trilho das Fontes

A AVE já conta com quase 17 anos de atividade e, só uma vez, durante este tempo, realizámos uma caminhada totalmente dedicada ao concelho que é nosso vizinho a norte! Foi no outono de 2014, em Tibães. No ano passado, em novembro, fizemos uma pequena incursão pelo território bracarense, no âmbito do Caminhar em Guimarães: De Longos ao Bom Jesus. Agora vamos com tudo a Braga! E nada melhor para um regresso do que o Trilho das Fontes, uma rota em que se conjugam elementos paisagísticos, históricos e ambientais. Este percurso não sinalizado faz parte da Rede de Percursos Pedestres de Braga, uma iniciativa exemplar promovida pelo município bracarense.

O Trilho das Fontes, apesar de se desenrolar às portas da cidade de Braga, surpreende pela ruralidade e pelo contacto com vários elementos históricos com particular relevo ambiental. O destaque vai todo para o Complexo Hidrológico e Monumental das Sete Fontes, sistema de abastecimento de água a Braga que poderá ter tido origem na época romana e que ainda hoje conduz água aos chafarizes e fontes da cidade. Ao longo do trilho, iremos ter também oportunidade de visitar o Convento de Montariol, observar a ruralidade do vale de Adaúfe e ainda percorrer um segmento da Geira – Via Romana XVIII – além de várias capelas e fontanários.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer! A caminhada é gratuita para os associados da AVE com quotas em dia e terá o custo simbólico de 1 euro para os restantes participantes.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Trilho das Fontes

O percurso é circular e tem início precisamente no Complexo das Sete Fontes. Este monumento nacional recentemente valorizado pelo município, para além da importância histórica e ecológica que tem para a cidade de Braga, prima também pelos belos elementos estéticos decorrentes das intervenções realizadas durante o séc. XVIII, a mando do arcebispo D. José de Bragança.

Iremos depois acompanhar o declive e as canalizações em pedra, passando por várias mães-de-água, até à urbanização do Areal. Daqui subiremos ao alto onde se situa o Convento de Montariol. Se nos for dada oportunidade, poderemos visitar os espaços verdes do Convento. De regresso ao trilho, caminharemos cuidadosamente ao longo dos limites das pedreiras de Montariol, até atingirmos o bosque sobranceiro à capela de São Romão. Entraremos então no pitoresco vale do Outeiro, por onde atravessaremos vários campos até ao Parque de Merendas de Adaúfe, onde faremos uma pausa para piquenique.

A segunda parte do percurso não perde de todo o interesse, e levar-nos-á à Igreja de Adaúfe e à sua bela envolvente. Este era um ponto de passagem da antiga Via XVIII do itinerário do imperador romano Antonino, que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta (Astorga). Iremos ter oportunidade de seguir parte do percurso desta estrada com quase 2.000 anos, também conhecida por Geira ou Via Nova. Calcorreando as lajes da Calçada do Monte, subiremos até quase ao topo do Monte Pedroso, de onde jorram as nascentes de água que alimentam as Sete Fontes. Ali, perto da floresta onde pontuam alguns sobreirais, passaremos pela Capela das Sete Fontes, provavelmente sucessora de algum templo romano situado na via antonina, e desceremos pelo monte de regresso ao ponto de partida.

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Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 10h00, nas imediações do Braga Retail Center (41°33’55.7″N 8°24’21.0″W). Para quem preferir partilhar transporte, haverá um ponto de encontro prévio junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 9h00. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

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Perfil altimétrico

 

Trilhos de Sistelo

Com o verão a dar os últimos suspiros, as temperaturas estão mais amenas e convidativas para boas caminhadas! Como tem sido habitual nos últimos anos, a AVE reserva o último fim de semana de setembro para o regresso aos percursos pedestres. Convidamo-vos portanto a celebrar o início do outono, com a caminhada “Trilhos de Sistelo”, no concelho de Arcos de Valdevez, no próximo dia 24 de setembro! Ao longo de aproximadamente 14 km, iremos sentir os contrastes entre a frescura das margens do rio Vez e as brandas e campos em socalcos de cotas mais elevadas da freguesia de Sistelo, nas faldas da Serra do Soajo.

IMPORTANTE: Devido à grande pegada ecológica que uma deslocação numerosa de automóveis iria provocar e, também, às sérias restrições ao estacionamento na exígua aldeia de Sistelo, a viagem irá realizar-se de autocarro alugado pela AVE. Pelas razões acima descritas, pelo facto de trilharmos paisagens protegidas e pelas características do percurso, esta atividade está dimensionada para a lotação do autocarro. A deslocação em viatura própria, para além dos custos ambientais e dos constrangimentos que poderá provocar aos habitantes de Sistelo, irá causar dificuldades à organização, pelo que desaconselhamos de todo esta opção.

Inscrição

Face ao exposto acima, a atividade terá um valor de inscrição que permitirá à AVE suportar o custo do aluguer do autocarro:

  • Sócios da AVE: 8€
  • Não-sócios: 10€
  • Crianças até 12 anos: 5€

Para participar na atividade, deverá inscrever-se aqui e aguardar que a direção da AVE valide a sua inscrição. Será dada prioridade aos sócios da AVE que se inscrevam até ao dia 15 de setembro. Se, até essa data, as inscrições de sócios da AVE não lotarem o autocarro, as vagas remanescentes serão atribuídas a todos os restantes inscritos, por ordem de inscrição. A data-limite para as inscrições é o dia 20 de setembro (quarta-feira).

Inscreva-se aqui.

Após a inscrição ter sido validada, o/a participante irá receber instruções para o pagamento da mesma e assim assegurar o seu lugar no evento.

Entretanto, adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Os trilhos de Sistelo

O percurso “Trilhos de Sistelo” é baseado num itinerário parcialmente sinalizado, cuja rota pode ser consultada aqui. A caminhada terá início na aldeia de Sistelo e seguiremos, durante os primeiros quilómetros, o trajeto da Ecovia do Vez. Os participantes poderão apreciar as agradáveis margens do rio Vez, pontuadas frequentemente por ruínas de moínhos e singulares passadiços em madeira que conferem ao cenário uma beleza especial. Deve-se salientar que o rio Vez está integrado na lista de Sítios de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 (Rede Ecológica da União Europeia). Estas áreas são classificadas como protegidas, pela importância e raridade da sua fauna e flora.

Aproximadamente ao km 6, deixaremos a Ecovia e faremos uma paragem numa antiga casa de guarda florestal, onde poderemos realizar o pique-nique com alguma sombra. Após esta pausa, o cenário da caminhada irá alterar-se profundamente, pois iremos subir a uma antiga branda agora parcialmente abandonada, perto da aldeia de Tabarca. O tipo de terreno e a vegetação serão o que tipicamente se encontra em cotas mais altas da Serra do Soajo, embora ainda estejamos a menos de 400m de altitude. Pelo caminho, poderemos observar os peculiares cortelhos e outras construções que caracterizam a ancestral ocupação humana deste território.

Depois de visitamos a branda de Tabarca e de passarmos pela aldeia, desceremos de volta ao rio Vez, por uma calçada que atravessa os socalcos situados abaixo da aldeia. Voltaremos a encontrar-nos com a sombra das árvores e rapidamente estaremos a contactar com as águas límpidas do rio, onde, caso a temperatura e as vontades dos participantes o permitam, poderemos refrescar-nos, pois o caudal do Vez nesta altura do ano é baixo.

De novo seguindo caminho sinalizado, regressaremos à aldeia de Sistelo. Após a conclusão da caminhada, teremos oportunidade de visitar as principais atrações da aldeia, como o castelo do Visconde de Sistelo ou as pontes oitocentistas sobre o rio.

Logística

O ponto de encontro, a partir de onde os participantes seguirão viagem de autocarro, terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h00. Recordamos que é desaconselhada a deslocação em viatura própria, pelos motivos adiantados na introdução deste artigo.

Durante a caminhada, faremos um pique-nique sensivelmente a meio do percurso. Cada participante deverá portanto levar o seu próprio farnel.

Ficha técnica

  • Distância: 14 km
  • Dificuldade: média, com uma subida de 3 km com 300m de desnível
  • Duração estimada: aproximadamente 7 horas

Aperitivo visual

Caminhada “Subir a Rendufe” (Feira da Terra 2017)

No próximo dia 8 de julho, a AVE volta a colaborar na Feira da Terra (organização da ADCL), com uma caminhada pelo território torcatense. Todos os anos procuramos inovar e dar a conhecer zonas menos conhecidas desse belo vale. Desta vez, iremos explorar a encosta entre São Torcato e Rendufe, num percurso de 9 km.

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

Apesar da caminhada ser curta e terminar previsivelmente antes das 13h, não havendo portanto piquenique, recomendamos que tragam um lanche da manhã e água suficiente para eventuais altas temperaturas.

NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.

Subindo a Rendufe

Vamos percorrer um caminho que vai de São Torcato, saindo do Terreiro desta vila, até Rendufe e regressa pela zona de fronteira com Atães (entrando nesta freguesia), passando pela Corredoura e regressando ao ponto de partida.

Gostaríamos de fazer três apontamentos de situações que iremos encontrar ao longo do percurso:

  • Com a importância dada ao transporte automóvel, pela nossa sociedade, cada vez é mais difícil percorrer caminhos que habitualmente ligavam as diferentes povoações e que agora são intransitáveis. Alguns troços de estradas que iremos percorrer, que nos permitem ligar caminhos preferencialmente pedonais, não contemplam zonas dedicadas aos peões, estando ocupados pela via dedicada aos automóveis. Alguns troços dessas estradas são percorridos, a pé, diariamente pelos moradores.
  • É cada vez mais difícil traçar percursos nas nossas aldeias, em locais aprazíveis, pois a nossa floresta está tomada pelo eucalipto levando a um empobrecimento da paisagem.
  • A vedação da propriedade privada e a apropriação de zonas que deveriam ser de acesso a todos (como sejam as margens ribeirinhas, os antigos caminhos públicos, etc.) por vezes fazem-nos sentir “presos cá fora”.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h00, na igreja de São Torcato. O ponto de encontro será às 8h45, perto da escadaria da igreja, junto ao recinto da Feira da Terra.

Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).

Ficha técnica

  • Distância: 9 km
  • Dificuldade: média, com algum desnível na primeira metade do trajeto.
  • Duração estimada: 4 horas

Antevisão

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A Carriça

Para o “Caminhar em Guimarães: Por Terras de Souto, Gonça e Gondomar”, ocorrido a 4 de junho (consultar roteiro ou evento Facebook), produzimos mais uma edição dos Bilhetes de Identidade da fauna e flora da nossa região. Voltamos às aves, para conhecer a interessante carriça. Descarregue o folheto original ou consulte abaixo o texto de Paulo Gomes.

A Carriça

Mais uma pequena ave que vive muito perto de nós e muitas vezes nem damos por ela. Diminuta, cauda arrebitada e plumagem castanho ferrugíneo. A cabeça e o dorso castanho mais escuro e parte de baixo do corpo mais claro, cor de areia. De perto vê-se que as sobrancelhas são um pouco mais claras e que o bico é longo, pontiagudo e ligeiramente encurvado. Mantém-se quase todo o ano na mesma zona, num território pouco extenso. Habita de preferência bosques húmidos, ricos em húmus, mas também gosta de jardins.

carrica1 No início da Primavera, o macho inicia um grandioso projeto de construção. Em menos de nada, instala no território que lhe pertence, diversos ninhos para aumentar as hipóteses de seduzir uma fêmea. Os ninhos são esféricos e ficam, no máximo, a três metros do solo. São feitos de folhas, musgo e outros materiais secos. Além de muito empreendedor, o macho da carriça dá sinais de ser um pouco perfecionista, já que está permanentemente a examinar a sua obra, tentando ver se há alguma folhinha a mais ou a menos. Na Primavera canta energeticamente, procurando atrair as fêmeas da redondeza. Pode surpreender-nos ao fazer o ninho em locais tão improváveis com um cabo de cebolas, uma peça de roupa que se deixou pendurada tempo de mais ou uma bota velha que penduramos numa árvore (pouco comum em caixas ninho). O macho deixa que a fêmea se ocupe dos ovos, enquanto procura seduzir outras fêmeas. Como se isso não bastasse, recomeça a fazer a corte à sua companheira logo que a primeira ninhada dá sinais de independência.

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O grafismo do folheto PDF foi da responsabilidade de Luís Gonçalves.