Filmes Ecorâmicas 2017

NOTA: Todos os filmes serão exibidos no Auditório da Fraterna (Couros).

“O apelo da Floresta: A Sabedoria Esquecida das Árvores”, de Jeffrey McKay

  • Quando: 26 de outubro, quinta-feira, 21h45
  • Título original: Call of the Forest: The Forgotten Wisdom of Trees
  • Origem, Ano: Canadá | Alemanha | Irlanda | Japão | EUA, 2016
  • Duração: 82 min.
  • Sinopse: Tendo demorado cinco anos a ser realizado, Call of the Forest: The Forgotten Wisdom of Trees é uma carta de amor à floresta fotografada em todo o seu deslumbramento. Numa recente exibição na Califórnia, o filme foi aclamado com uma ovação em pé. O público ficou comovido com a história de como as nossas florestas estão a desaparecer no mundo inteiro. A aclamada autora e cientista Diana Beresford-Kroeger visita algumas das últimas grandes florestas da Terra no Japão, na Irlanda, na Alemanha, nos Estados Unidos e no Canadá e fala sobre o perigo da sua extinção e o que podemos fazer para combater esse flagelo. Quase sentimos o cheiro da floresta neste novo documentário que segue Beresford-Kroeger enquanto investiga a nossa profunda ligação biológica e espiritual às florestas e explora as mais belas florestas do Hemisfério Norte. Relata a história e o legado surpreendentes dessas florestas antigas, ao mesmo tempo que explica a ciência das árvores e o papel insubstituível que desempenham na proteção e alimentação do planeta. Encontramos no filme alguns dos maiores especialistas mundiais em reflorestamento e somos apresentados ao ativismo do povo Anishinaabe de Pimachiowin Aki em Manitoba e Ontário.

“O Abate Continua”, de Jeff Wirth

  • Quando: 26 de outubro, quinta-feira, 21h45
  • Título original: Still Falling
  • Origem, Ano: Austrália, 2014
  • Duração: 15 min.
  • Sinopse: Esta curta-metragem inspiradora leva-nos numa viagem com Miranda Gibson, um salvadora de florestas e árvores. Em dezembro de 2011, Miranda subiu a uma árvore numa floresta na Tasmânia, na Austrália, e ali ficou durante 449 dias sem pôr os pés no chão. Porquê? Por causa da sua paixão e devoção à floresta. Ao longo da sua estadia de mais de um ano no cimo de uma árvore, foi capaz de ver todas as quatro estações surgirem e partirem. Diz que foi absolutamente incrível.

“Baldios e Montes Vicinais: um Futuro em Mão Comum”, de Diana Toucedo

  • Quando: 28 de outubro, sábado, 15h00
  • Título original: En Todas as Mans
  • Origem, Ano: Espanha, 2015
  • Duração: 100 min.
  • Sinopse: A realidade dos territórios comunitários em Portugal (baldios) e na Galiza (montes veciñais en mancomún). Os montes vicinais comuns são um património silencioso na Galiza, um património que moldou as relações humanas com a Natureza durante centenas de anos. En Todas as Mans aborda várias comunidades à procura de histórias pessoais que mobilizam e criam projetos fora da norma, com repercussões sociais, políticas, económicas, ambientais e culturais sem paralelo na Galiza. Homens e mulheres dedicados, com pleno empenho, a luta pela autogestão dos montes, equilibrando a balança, sempre frágil, entre tradição e modernidade, mas com um fundo comum de valores que os une e enche de coragem para se manterem firmes e imperturbáveis ao lado dos seus montes. O que leva as pessoas a assumir responsabilidades por bens comuns e a gerir de forma comunitária florestas e pastagens? Quem são estas gentes que nas montanhas de Portugal e da Galiza trabalham todos os dias para cuidar de territórios tendo em vista as necessidades locais e as gerações vindouras? Que possibilidades e ameaças enfrentam no séc. XXI? Pela primeira vez um documentário traz-nos as vozes e o quotidiano de sete lugares, com contributos de académicos, que nos contam em conjunto uma história cujo final ainda está em aberto.

“Florestas Sintéticas: Os Perigos das Árvores Geneticamente Modificadas”, de Ed Schehl e Stephen Leinau

  • Quando: 28 de outubro, sábado, 16h45
  • Título original: Synthetic Forests: the Dangers of Genetically Engineered Trees
  • Origem, Ano: E.U.A., 2015
  • Duração: 35 min.
  • Sinopse: Um documentário sobre os riscos da introdução irresponsável de árvores geneticamente modificadas no meio ambiente e os impactos devastadores que podem ter sobre o ecossistema global. A propagação de sementes de árvores e pólen geneticamente modificados é incontrolável e irreversível, capaz de viajar centenas de milhares de quilómetros e contaminar florestas nativas. Se a indústria biotecnológica levar o seu plano avante, 74 milhões de hectares de florestas nativas em todo o mundo serão demolidas a buldózer e substituídas por plantações de árvores geneticamente modificadas. Nestas plantações geneticamente modificadas não existe praticamente nenhuma outra planta, nem insetos, nem aves, nem vida selvagem – apenas fileiras e fileiras de Franken-árvores clonada que crescem a taxas aceleradas sobre uma crosta de solo morto e sem vida num ambiente com reservas de águas subterrâneas em declínio. As árvores estão a ser modificadas geneticamente para exibirem características não naturais, como a capacidade de matar insetos, tolerar temperaturas mais baixas, resistir a produtos químicos tóxicos e crescer mais rapidamente – mas estas “vantagens” têm um preço inaceitável.

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“O Homem Que Plantava Árvores”, de Frédéric Back

  • Quando: 29 de outubro, domingo, 15h00
  • Título original: L’Homme qui Plantait des Arbres
  • Origem, Ano: Canadá, 1987
  • Duração: 30 min.
  • Sinopse: Vencedor do Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação e nomeado para a Palma de Ouro de Curta-Metragem do Festival de Cannes de 1987, O Homem Que Plantava Árvores é uma bela e poética animação sobre a paciência, sabedoria e determinação de um homem em tempos difíceis. Frédéric Back realiza este filme baseado no conto homónimo de Jean Giono e narrado pelo ator Philippe Noiret. A trama começa em 1913, quando um jovem viajante calcorreia uma terra árida e inóspita até encontrar Elzéard Bouffier, um pastor de ovelhas sem instrução que fala pouco e obedece a uma curiosa rotina: todos os dias, planta sementes de árvores naquela região desolada. Um dos destaques desta obra é o traço utilizado por Back, que confere um estilo impressionista à animação. A mensagem é simples mas inspiradora.

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“Movendo os Gigantes”, de Michael Ramsey

  • Quando: 27 de outubro, sexta-feira, 10h00 e 15h00 e 29 de outubro, domingo, 15h00
  • Título original: Moving the Giants
  • Origem, Ano: E.U.A., 2016
  • Duração: 11 min.
  • Sinopse: A experiência de quase-morte de David Milarch inspirou-o a empreender uma demanda pessoal: catalogar a genética das maiores árvores do mundo antes que desapareçam. Esta curta-metragem do coletivo The Story Group documenta o seu esforço para salvar as colossais sequoias do norte da Califórnia dos efeitos das mudanças climáticas.

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“A Inteligência das Árvores”, de Julia Dordel e Guido Tölke

  • Quando: 29 de outubro, domingo, 15h00
  • Título original: Intelligent Trees
  • Origem, Ano: Alemanha, 2016
  • Duração: 45 min.
  • Sinopse: Este documentário mostra uma faceta das árvores que a maior parte de nós nunca viu antes. Criado pelo guarda-florestal alemão Peter Wohlleben e pela ecologista florestal Suzanne Simard, da Universidade da Colúmbia Britânica, o filme explora a rede de raízes e filamentos micélicos por baixo do chão da floresta. Esta rede, dizem eles, permite que as árvores se comuniquem e se unam entre si em grupos de famílias e amigos.

“Florestas e Homens”, de Yann Arthus-Bertrand

  • Quando: 27 de outubro, sexta-feira, 10h00 e 15h00 e 29 de outubro, domingo, 15h00
  • Título original: Forests and People
  • Origem, Ano: França, 2011
  • Duração: 7 min.
  • Sinopse: As Nações Unidas confiaram a Yann Arthus-Bertrand a missão de produzir o filme oficial para o lançamento do Ano Internacional das Florestas, 2011. Depois do sucesso do seu filme Home – O Mundo É a Nossa Casa, visto por 400 milhões de pessoas, o fotógrafo criou uma curta-metragem de 7 minutos sobre florestas repleta de imagens aéreas retiradas das séries televisivas Home e Earth from Above.

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“O Custo Humano do Óleo de Palma Conflituoso”, de Rainforest Action Network

  • Quando: 27 de outubro, sexta-feira, 10h00 e 15h00 e 29 de outubro, domingo, 15h00
  • Título original: The Human Cost of Conflict Palm Oil
  • Origem, Ano: E.U.A., 2016
  • Duração: 3 min.
  • Sinopse: O óleo de palma é produzido com escravidão moderna, trabalho infantil e abusos dos trabalhadores e dos direitos humanos. Sacrificar as vidas, a saúde e a segurança das pessoas que trabalham nas plantações de óleo de palma é um preço demasiado alto a pagar pelo óleo de palma barato usado no fabrico industrial de aperitivos por empresas como a PepsiCo. Muitos dos nossos aperitivos favoritos contêm o controverso ingrediente que é o óleo de palma, que pode ser encontrado em aproximadamente metade de todos os alimentos empacotados que se encontram à venda. Geográfica e socialmente isolados, muitos dos milhões de trabalhadores das plantações de óleo de palma vivem em pequenas aldeias inseridas num mar de dezenas de milhares de hectares de palmeiras. Este vídeo de animação de três minutos, lançado pela Rainforest Action Network (RAN), pela organização indonésia OPPUK de defesa dos direitos trabalhistas e pelo Fórum Internacional de Direitos Trabalhistas (ILRF) leva-nos a essas plantações escondidas e conta as histórias angustiantes de três desses trabalhadores. O óleo de palma conflituoso é produzido ilegalmente ou sob condições associadas a violações de direitos humanos ou dos trabalhadores e destruição contínua de florestas tropicais. Os inúmeros problemas derivados do óleo de palma conflituoso têm recebido cada vez mais destaque mediático ao ponto de muitas empresas ao longo da cadeia de fornecimento de óleo de palma ter adotado políticas de produção responsáveis.

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“O Problema do Óleo de Palma”, de TakePart

  • Quando: 27 de outubro, sexta-feira, 10h00 e 15h00 e 29 de outubro, domingo, 15h00
  • Título original: The Problem With Palm Oil
  • Origem, Ano: E.U.A., 2016
  • Duração: 3 min.
  • Sinopse: O óleo de palma, o ingrediente omnipresente em muitos produtos alimentares e cosméticos, é responsável pela destruição de florestas tropicais, habitat de orangotangos, tigres e outros animais selvagens ameaçados de extinção. Esta cultura versátil e fácil de processar é uma benção para os produtores de alimentos que buscam alternativas às gorduras não saudáveis em alimentos preparados, como biscoitos e bolos, e é também uma forma barata de óleo de cozinha para as populações em grande crescimento na China, Índia e em outras nações do sul da Ásia. É um ingrediente comum em todos os tipos de cosméticos e produtos de higiene pessoal e até usado como matéria-prima para biocombustíveis. Mas o mundo na verdade paga um preço elevado pelo óleo de palma, uma vez que a maior parte está a ser cultivada de forma insustentável em milhares de quilómetros quadrados de terras anteriormente cobertas por florestas tropicais, incluindo alguns dos últimos habitats intactos do mundo para orangotangos, tigres e rinocerontes.

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“Maravilhosa Graça”, de Rowan Pybus

  • Quando: 27 de outubro, sexta-feira, 10h00 e 15h00
  • Título original: Amazing Grace
  • Origem, Ano: África do Sul, 2013
  • Duração: 5 min.
  • Sinopse: “Maravilhosa Graça” é um dos filmes premiados na edição de 2013 do International Forests Short Film Festival. O filme é uma história evocativa da relação ténue entre um fabricante de carvão e as florestas. O filme segue Lloyd na sua jornada desde a queima de carvão vegetal até à criação de um microviveiro de venda de árvores à sua comunidade. O documentário acompanha a vida de um ativista de conservação que vive e trabalha em Livingstone, na Zâmbia, que está a tentar controlar o desmatamento desenfreado na região, seguindo mudanças de mentalidade, a abordagem do governo nos preços exorbitantes da eletricidade e o desconhecimento dos consumidores, que compram madeiras raras que aumentam a destruição das florestas da Zâmbia.

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“Singapura: Os Jardins da Baía”, de BBC Channel

  • Quando: 27 de outubro, sexta-feira, 10h00 e 15h00
  • Título original: Singapore: Gardens by the Bay
  • Origem, Ano: Reino Unido, 2016
  • Duração: 2 min.
  • Sinopse: A criação de espaços verdes tem acontecido a uma escala maciça por toda a Singapura, mas o destaque recai sobre os Gardens by the Bay – o parque tornado famoso por dois biodomos com ar condicionado e as enormes «super árvores» metálicas que parecem adereços do filme de ficção científica Avatar – como o exemplo mais espetacular de como a natureza tem sido reintroduzida nos espaços urbanos. Singapura tem sido um líder na ecologização urbana, enquanto tantas outras cidades têm sido consumidas pela cinzentude.

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