Newsletter Janeiro/2011

A AVE deseja aos seus associados e amigos um óptimo Novo Ano de 2011, com serenidade e optimismo!
 
SUMÁRIO
1. Já temos apartado nos CTT!
2. Procura-se local para a AVE fazer ninho
3. Actividades em Janeiro 2011
4. Grupos de trabalho temáticos: escolha um
5. Colaboração no blog da AVE
6. Sabe o que come? Uma sugestão de filme online
 
1. Já temos apartado nos CTT!
Não foi fácil (nem barato…), mas conseguimos: recuperámos o apartado da AVE nos CTT. Já nos podem mandar um postalinho… Podemos finalmente receber correspondência.
AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia
Apartado 73
4801-909 Guimarães
 
2. Procura-se local para a AVE fazer ninho
Conhece algum espaço onde a AVE possa ter a sua sede, ainda que provisoriamente? Para começar, basta um local onde possamos instalar um armário de escritório, de preferência no  centro de Guimarães. Se souber de algum sítio, agradecemos que nos informe (ave.ecologia@gmail.com).
 
3. Actividades em Janeiro de 2011
Atenção às vossas agendas, convencionais ou electrónicas: tomem nota das actividades para este mês – e sobretudo apareçam!

12-01-2011 | Quarta-feira|

Reunião de direcção, aberta a associados | Ponto de encontro: Terra de Ninguém (Rua do Retiro, centro histórico da cidade) | Hora: 19:00.
 

15-01-2011 | Sábado |

Diagnóstico fotográfico da ribeira de Couros (2.ª parte) | Ponto de encontro: Parque da Cidade | Hora: 14:15.
 

28-01-2011 | Sexta-feira |

Massa Crítica (bicicletada)| Ponto de encontro: Largo da Oliveira | Hora: 18:30.
 

28-01-2011 | Sexta-feira|

Assembleia Geral da AVE | Local a anunciar oportunamente | Hora: 21:00.
 
4. Grupos de trabalho temáticos: escolha um
Estão abertas inscrições para formação de grupos de trabalho sobre os seguintes temas:
     – Água e recursos hídricos
     – Educação ambiental
     – Mobilidade sustentável
     – Percursos pedestres
Pretende-se que cada grupo seja capaz de dinamizar 2 a 3 actividades por ano. Não é impossível. Nem sequer muito difícil… Deste modo seremos capazes, com a colaboração de cada grupo, de elaborar e realizar um programa de actividades regular e diversificado.
Envie-nos a sua inscrição para ave.ecologia@gmail.com
 
5. Colaboração no blog da AVE
O Manifesto Verde (https://manifestoverde.wordpress.com/) é o blog da AVE: um espaço virtual de contacto, de divulgação de iniciativas e de artigos de opinião sobre temas ambientais. É também um espaço aberto à participação dos associados, aberto às suas ideias e às suas iniciativas.
Quer enviar-nos uma sugestão de actividade? Ou propor a publicação de um artigo seu? Ou simplesmente deixar um comentário? Use o blog e faça-o também seu.
 
6. Sabe o que come? Uma sugestão de filme online
O que é que realmente sabemos sobre a comida que compramos no supermercado mais próximo, com a qual nos alimentamos? Food Inc. (Alimentos S.A.) é um filme documental realizado em 2008 por Robert Kenner que levanta o véu sobre a actual indústria alimentar norte-americana, em tantos aspectos semelhante à europeia. Quem controla realmente aquilo que comemos? Quem impõe os actuais padrões alimentares? Quem manda nos campos? Veja tudo em:

Para mais informações sobre esta newsletter e as actividades da AVE:
Manuel Miranda Fernandes | Telem. 961204658
Alcino Martins Casimiro | Telem. 919680281

Tolerância Zero à Tolerância Garantida

“Venho por este meio manifestar a minha indignação e solicitar algumas informações.”

Foi com esta frase que iniciei alguns contactos para tentar perceber quais as orientações das autoridades em relação ao estacionamento “selvagem” que ocorre em Guimarães, em dias de futebol.

“Existe alguma suspensão ou tolerância ao código da estrada quando o Vitória joga em casa?”

Das entidades contactadas, continuo a aguardar resposta do Governo Civil de Braga e da Policia Municipal de Guimarães, tendo a PSP de Guimarães respondido como segue:

“… esclarece-se que a realização destes eventos (jogos do VSC) são, como tantos outros, de interesse da população Vimaranense e que obrigam a “procedimentos excepcionais” que são, naturalmente, entendidos e por isso deverão ser tolerados pelos cidadãos em geral.

Será utópica outra ideia que não a da tolerância.”

Como cidadão e munícipe de Guimarães de pleno direito recuso-me tolerar.

Nunca irei tolerar estacionamentos em passeios e passadeiras, e muito menos quando existem lugares vagos nos parques de estacionamento.

Será utopia?

A gestão dos estacionamentos, e a sua fiscalização, constitui uma ferramenta importante ao serviço da política de mobilidade.

Ao permitir estacionar em tudo o que é sitio, a mensagem que se envia é:

Venham, podem vir todos com o carro até às portas do estádio, que de uma forma ou de outra encontram onde estacionar.

É isto que querem? Eu não.

Mas os problemas com os estacionamentos abusivos e a indiferença das autoridades, não se limitam aos dias de futebol. Vejo quase diariamente a PSP/PM a presenciar infracções graves e a fazer de conta que não é nada com eles. Aliás, acho que o critério dos agentes para autuar alguém deve ser o 4º segredo de Fátima.

Nós por cá, temos três atitudes das forças de segurança em relação aos estacionamentos:

TOLERÂNCIA ZERO

Vigilância mais apertada. Corresponde a campanhas de poucos meses e ocorrem a cada 4/5 anos.

TOLERÂNCIA DISCRICIONÁRIA

Maioritariamente indiferente. Ocorre durante quase todo o ano. Ser ou não ser multado é uma lotaria (ou talvez não!). Os critérios são discricionários.

TOLERÂNCIA GARANTIDA

Indiferença total. Pode-se estacionar onde se quiser, e ocorre em dias de futebol ou em outros “eventos de interesse da população Vimaranense”.

As autoridades, ao serem complacentes com os infractores, estão a fomentar a ideia de que o crime compensa.

A proibição de estacionar serve para garantir direitos de terceiros, e são esses direitos que devemos reclamar, e são esses direitos que as autoridades devem assegurar.

Não defendo que se multe a torto e a direito, mas tem que se dissuadir os comportamentos abusivos e lesivos para com os outros. Precisamos de Tolerância com bom senso.

Não sou adepto de fundamentalismos, nem de mudanças radicais, mas vou continuar a defender que os passeios e passadeiras, independentemente da ocasião, devem estar livres de carros, e lutar contra as atitudes derrotistas e conformistas que apelidam de utopia esse desejo.

Por ter sido inspirador, por subscrever, e por achar que pode ser útil a mais alguém, aconselho a leitura atenta do artigo de opinião do Pedro Chagas Freitas, intitulado “As bolas e o medo”.

Confesso que também escrevi com a mão direita, tendo com a outra agarrado “nelas”, enquanto pensava: “São minhas, palhaços!”.

Este é um artigo de opinião assinado, e por isso, só as minhas “bolas” correm perigo.

 José Cunha

Noticias do passado – Orgulho na história

Porque temos orgulho na história desta associação, aqui ficam alguns links para noticias de actividades de tempos passados.

2007-12-07 – Comissão Veiga de Creixomil promove debate

2003-11-21 – AVE debate Portugal, Floresta e Sustentabilidade

2003-06-04 – Docente da UM usa bicicleta como meio de transporte

2003-04-12 – Guimarães reune condições para andar de bicicleta

2002-09-21 – AVE limpa estrada florestal

2002-02-15 – AVE discute preservação da montanha da Penha

Ninhos artificiais e a biodiversidade

A ONU declarou o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade.
Em Guimarães, para celebrar e promover a Biodiversidade, a Câmara Municipal em parceria com o Guimarães Shopping, decidiu colocar ninhos artificiais em diversos parques urbanos do concelho.
Os meus parabéns a ambos pela iniciativa.
No entanto, se no plano das intenções estiveram bem, na prática ficaram muito aquém das minhas expectativas.
No dia 22 foram colocados 10 ninhos no parque da cidade, e eu estive lá (não a convite) para acompanhar in loco a operação. Sabendo que lá ia, fiz um curso intensivo sobre ninhos artificiais (20 minutos de Google), o que fez de mim, aparente e comparativamente, um expert no assunto.
Arrisco afirmar que dificilmente serão bem sucedidos os ninhos lá colocados.
Apesar de no dossier distribuído à imprensa (e aos penetras – eu) se referir que os ninhos seriam “cuidadosamente colocados nas árvores, de modo a estarem protegidos dos ventos e afastados das zonas de maior passagem”, nada disso se verificou.
Podem ser adoptadas iniciativas, que apesar de discretas, teriam realmente impacto na biodiversidade do parque da cidade.
Com base no tal curso intensivo, posso ainda afirmar que os ninhos escolhidos são tecnicamente limitados (para ser simpático): Não sendo visitáveis, não permitem a sua manutenção/limpeza, e a cobertura tem aberturas que potenciam infiltrações.
Divulgado como sendo um projecto de responsabilidade social e ambiental, o Guimarães Shopping, em vez de comprar os ninhos (espero não estar em erro) a uma qualquer empresa de fora do concelho, poderia ter optado por uma solução com mais responsabilidade social para com Guimarães.
Uma boa opção seria pedir a escolas que os fizessem a troco de um vale em artigos escolares. Teria a mais valia do contributo local e a sensibilização dos alunos.
Uma outra opção seria utilizar a carpintaria da CERCIGUI. Contributo para uma causa nobre e ninhos mais eficazes.
Espero que nos outros parques, os critérios para a escolha do local e orientação dos ninhos sejam mais rigorosos.
Sobre a biodiversidade, e sobre parques e zonas verdes, existentes ou novos, haverá muito para dizer, mas fica para uma próxima.
José Cunha