Newsletter Março 2011

SUMÁRIO
O QUE FOI: FEVEREIRO REVISITADO
1. Sensibilização ambiental:  a AVE esteve na Escola Afonso Henriques
2. Discussão pública do Plano de Urbanização de Guimarães: contributo da AVE.
3. Percurso Pedestre da Rota dos Espigueiros: um sucesso!
4. Massa Crítica: a AVE andou de bicicleta na 6.ª MC Guimarães
O QUE VAI SER: A AVE EM MARÇO
5. Oficina das Árvores – 11/03/2011
6. Diagnóstico da Ribeira de Couros: último troço – 19/03/2011
7. Próxima Massa Crítica – 25/03/2011
8. Olho Verde: um novo blog da AVE
E EM ABRIL…
9. A AVE vai fazer 10 anos!

Quer ajudar-nos a converter esta Newsletter numa verdadeira webletter? A web não tem segredos para si? (Para nós é um denso mistério…) Se for o seu caso, agradecemos colaboração. Envie-nos o seu contacto para ave.ecologia@gmail.com
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1. Sensibilização ambiental:  a AVE esteve na Escola Afonso Henriques
No passado dia 11 de Fevereiro A AVE promoveu na Escola EB 2,3 Afonso Henriques, em Creixomil, uma sessão de sensibilização ambiental para alunos do 5.º ano. Esta sessão, realizada em colaboração com as professoras do Grupo de Biologia da escola, teve por objectivo diagnosticar os comportamentos ambientais dos alunos no seu quotidiano – em casa, no caminho e na escola –, permitindo reconhecer comportamentos adequados e identificar outros que possam ser melhorados.
Aspectos como o transporte para a escola, a reutilização de materiais escolares, a produção e reciclagem de resíduos, a eficiência energética e o uso da água foram abordados, tendo os alunos produzido um mural com as boas práticas que devem ser promovidas na escola e em casa. A forma como alunos e professores aderiram a esta iniciativa deixa antever a possibilidade de uma mudança de atitudes e comportamentos a favor de um melhor ambiente.
A AVE espera que esta sessão possa ser reproduzida pelos próprios alunos junto dos restantes colegas da escola, envolvendo a comunidade escolar e despertando-a para uma cidadania mais ecológica.
Esta actividade foi notícia na edição online de “O Povo de Guimarães” de 18-02-2011.
 
2. Discussão pública do Plano de Urbanização de Guimarães: contributo da AVE
A AVE apresentou ao Munícipio de Guimarães um contributo para a revisão do Plano de Urbanização da cidade, cuja discussão pública terminou no passado dia 26 de Fevereiro. Neste documento, a AVE solicita a articulação deste Plano com a Estrutura Ecológica Municipal e manifesta a necessidade de reabilitar o corredor fluvial da Ribeira de Couros, através da renaturalização do seu leito e margens.
A AVE solicita ainda que seja dada especial atenção a formas alternativas de mobilidade urbana, nomeadamente a mobilidade ciclável, dadas as condições favoráveis que a cidade apresenta.
Apesar de salientar a importância da discussão pública deste Plano como um processo de participação cívica, a AVE considera que os cidadãos foram chamados a pronunciar-se apenas sobre peças desenhadas, não tendo sido disponibilizados publicamente o Relatório e o Regulamento, documentos fundamentais do Plano de Urbanização.
A AVE espera ainda que, em futuros processos de participação pública, seja facilitado o acesso dos cidadãos à informação através do “site” do Município na Internet, o que neste processo não sucedeu.
Texto integral do contributo da AVE.
 
3. Massa Crítica: a AVE andou de bicicleta na 6.ª MC Guimarães
A Massa Crítica Guimarães vai já na 6.ª edição! Realizada no passado dia 25 de Fevereiro, contou com a presença de 11 utilizadores de bicicleta, empenhados em reclamar para este meio de transporte o espaço de circulação que lhe é devido.

A partida foi antecedida por uma vernissage no “Rolhas e Rotulos” do Largo da Oliveira, com apresentação dos trabalhos gráficos produzidos por Manuel Sá Coelho, relativos à Massa Crítica.
A AVE continuará a participar nesta iniciativa e a incentivar a participação de muitas mais pessoas.

4. Percurso Pedestre da Rota dos Espigueiros: um sucesso!
Realizado no passado dia 26 de Fevereiro, este percurso pedestre atravessou uma paisagem minhota de lugares, montes e riachos, em Várzea Cova (Fafe), onde é rica a diversidade do património natural e construído, destacando-se os belos espigueiros e as eiras, a par de belos trechos de carvalhal.

Participaram mais de 30 pessoas, entre associados e amigos, tendo o percurso culminado numa casa de pasto local, com grande animação de todos os presentes.

Mais fotos no facebook nestes links: Album Luis Gonçalves e Album Fernando Cunha

O próximo percurso pedestre vai realizar-se em Abril, como se menciona no ponto 7 desta Newsletter.
 
5. Oficina das Árvores – 11/03/2011
A AVE vai realizar na Escola EB 2,3 Afonso Henriques, em Creixomil, na próxima sexta-feira, 11/03/2011, pelas 10:00, uma actividade designada Oficina das Árvores, dirigida a professores/as desta Escola, mas aberta igualmente a associados/as da AVE.
Pretende-se nesta oficina abordar aspectos da integração das árvores no espaço urbano e nos equipamentos escolares, e fazer uma viagem estética e botânica em torno das principais espécies presentes no recinto da escola.
Caso queira participar nesta oficina, envie-nos uma mensagem para o nosso mail.

6. Diagnóstico da Ribeira de Couros: último troço – 19/03/2011
Depois de 3 saídas de campo para diagnosticar fotograficamente o estado actual da Ribeira de Couros, vamos concluir esta actividade no próximo dia 19/03/2011, sábado, pelas 14:30, com encontro junto ao Mercado Municipal.
Pretende-se, a partir deste diagnóstico, preparar um dossier (dossiê?) para sensibilizar os organismos públicos que tutelam este curso de água para a necessidade de o despoluir e de reabilitar as suas margens.
 
7. Próxima Massa Crítica – 25/03/2011
Com os dias a crescerem, vem aí a primeira Massa Crítica de Primavera, no dia 25/03/2011, sexta-feira, pelas 18:30, no Largo da Oliveira.
Queremos ser muitos mais a usar bicicleta em Guimarães! Já sabe:

“Ande bicicleta todos os dias… Festeje uma vez por mês…”
 
8. Olho Verde: um novo blog da AVE
A AVE acaba de lançar um novo espaço na blogosfera, com o objectivo de reflectir em fotos o estado do ambiente em Guimarães, exortando os bons exemplos e lamentando os maus. O desafio está lançado!

Olho Verde – Observatório
 
Agradecemos o contributo dos/as associados/as e de outros/as interessados/as, através do envio de fotos com uma breve descrição dos factos para o email ave.olhoverde@gmail.com.

9. Em Abril, a AVE vai fazer 10 anos!

A 10 de Abril de 2011 a AVE vai celebrar o seu 10.º aniversário. Estamos quase de parabéns! Iremos comemorar esta década de existência com um percurso pedestre à nascente do Rio Ave, na serra da Cabreira. Será o momento de reunir novos e antigos associados num percurso comum. Vamos procurar organizar esta actividade em conjunto com a associação Vento Norte, de Vila Nova de Famalicão.
 
Oportunamente serão divulgadas mais informações sobre este evento e sobre outros eventos que estão a ser preparados, nomeadamente uma conferência-debate sobre mobilidade e transportes públicos, no dia 8 de Abril, e uma sessão sobre o historial da AVE e estratégias para o futuro, no dia 9 de Abril.

Tem fotos ou outros materiais sobre as actividades realizadas pela AVE, ao longo destes anos? Contacte-nos através do email ave.ecologia@gmail.com.
 
Ainda não é sócio/a da AVE? – Siga este link – FICHA DE INSCRIÇÃO

Mais informações sobre a Newsletter e as actividades:
Manuel Miranda Fernandes | Telem. 961204658
Alcino Martins Casimiro | Telem. 919680281

Educação Ambiental na EB23 Afonso Henriques

AVE promove acção de sensibilização ambiental para alunos da Escola Afonso Henriques

No passado dia 11 de Fevereiro teve lugar na Escola EB 2,3 Afonso Henriques, em Creixomil, uma sessão de sensibilização ambiental para alunos do 5.º ano, promovida pela AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia. Esta sessão, realizada em colaboração com as professoras do Grupo de Biologia da escola, teve por objectivo diagnosticar os comportamentos ambientais dos alunos no seu quotidiano – em casa, no caminho e na escola –, permitindo reconhecer comportamentos adequados e identificar outros que possam ser melhorados.

Aspectos como o transporte para a escola, a reutilização de materiais escolares, a produção e reciclagem de resíduos, a eficiência energética e o uso da água foram abordados, tendo os alunos produzido um mural com as boas práticas que devem ser promovidas na escola e em casa. A forma como alunos e professores aderiram a esta iniciativa deixa antever a possibilidade de uma mudança de atitudes e comportamentos a favor de um melhor ambiente.

A AVE espera que esta sessão possa ser reproduzida pelos próprios alunos junto dos restantes colegas da escola, envolvendo a comunidade escolar e despertando-a para uma cidadania mais ecológica.

Newsletter Fevereiro/2011

SUMÁRIO
1. Rescaldo da Assembleia Geral + relatório de actividades e contas 2010
2. Plano de actividades 2011 e grupos de trabalho
3. Quotização dos associados em 2011
4. Agenda de actividades em Fevereiro 2011
5. Petição Comboios Expresso para Guimarães. Já assinou?
6. PROVE. Já provou?
7. “Fabricados para não durar”: sugestão de documentário online

1. Rescaldo da Assembleia Geral + relatório de actividades e contas 2010

Decorridos 4 meses desde a reactivação da AVE, fizemos na Assembleia Geral de 28-01-2011 um balanço da actividade realizada, com boa participação dos associados.
Podem consultar o *relatório de actividades de 2010* e o respectivo relatório de contas (*balancete*), aprovados por unanimidade.

2. Plano de actividades 2011 e grupos de trabalho
Na Assembleia Geral foi discutido e aprovado o Plano de Actividades para 2011: o *plano de voo da AVE*. Este plano não traça uma rota fechada, estando aberto a novas propostas que os associados apresentem.
As actividades serão organizadas por cada um dos grupos de trabalho formados:
– Água, recursos hídricos e ordenamento do território
– Educação Ambiental
– Mobilidade
– Percursos Pedestres
Tem alguma sugestão de actividade que queira apresentar? Será sempre bem-vinda.
Quer colaborar num destes grupos? Envie-nos o seu contacto para ave.ecologia@gmail.com.

3. Quotização dos associados em 2011
Foi discutida e aprovada na Assembleia Geral a seguinte proposta de quotização dos associados em 2011:
– Associados singulares: € 12,00/ano
– Associados colectivos: € 20,00/ano
– Associados júniores (até 16 anos): € 5,00/ano
Oportunamente serão enviadas indicações quanto à forma de pagamento das quotas.

4. Agenda de actividades em Fevereiro 2011
Atenção às vossas agendas, convencionais ou electrónicas: tomem nota das actividades para este mês – e sobretudo participem!
9-02-2011 | Quarta-feira| 21:30 | Reunião de direcção, aberta a associados | Ponto de encontro: Terra de Ninguém (Rua do Retiro, centro histórico da cidade).
11-02-2011 | Sexta-feira| 10:30 | Sessão de sensibilização ambiental para alunos do 5.º ano | Escola EB 2,3 Afonso Henriques (Creixomil).
25-02-2011 | Sexta-feira | 18:30 | Massa Crítica (bicicletada) | Ponto de encontro: Largo da Oliveira.
Data a anunciar | Percurso Pedestre Serras de Fafe
Data a anunciar | Diagnóstico fotográfico da ribeira de Couros (3.ª parte)

5. Petição Comboios Expresso para Guimarães. Já assinou?
“Vimos por este meio exigir a criação de serviços ferroviários suburbanos diários entre as estações de Guimarães e São Bento com a duração máxima de 50 minutos, com a consequente redução das paragens ao número estritamente necessário, a complementar o serviço actualmente providenciado.”

 

6. PROVE. Já provou?
“O projecto PROVE – Promover e Vender, surge no âmbito da Iniciativa Comunitária EQUAL em conjunto com várias entidades parceiras que se associaram a um grupo de pequenos produtores dos territórios da Península de Setúbal, Vale do Sousa, Alentejo Central, Mafra e Porto, para melhorar o escoamento das suas produções.
O consumidor terá a possibilidade de experimentar um conjunto de produtos variados, através da aquisição de cabazes de frutas e legumes seleccionados e de elevada qualidade.”

PROVE.COM

7. “Fabricados para não durar”: sugestão de documentário online
Comprar, tirar, comprar – La historia secreta de la Obsolescencia Programada é um documentário sobre a redução deliberada da vida de um produto para incrementar o seu consumo. Realizado em 2010 por Cosima Dannoritzer, este filme explora a seguinte questão: porque é que, apesar dos progressos tecnológicos, os produtos de consumo duram cada vez menos?
Versão original em castelhano:

Comprar, tirar, comprar

 

Mais informações sobre a newsletter e as actividades:
Manuel Miranda Fernandes | Telem. 961204658
Alcino Martins Casimiro | Telem. 919680281

Convocatória Assembleia Geral

Comunica-se a todos os associados que a AVE vai reunir em assembleia geral ordinária no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 21:00 na sede da associação Convivio, no nr. 7 do Largo da Misericórdia.

CONVOCATÓRIA

Porque é que o comboio não é mais importante em Portugal?

Porque motivo não é o comboio mais popular e presente no dia-a-dia do país?

Desde 1995, olhando para a explosão na taxa de motorização da população (que duplicou, para cima da média UE15) e diminuição da ocupação dos automóveis (que passou para metade, abaixo da média UE15) sentimos a tentação de atribuir um qualquer factor cultural afecto ao nosso país quando na verdade este comportamento é somente o resultado de uma estratégia pública de duas décadas.

Como é que políticas públicas de transportes criaram esta situação? Existiu uma confluência de factores que se reforçaram mutuamente com o tempo: tivemos um crescimento económico que possibilitou a aquisição de automóveis, convergindo para números semelhantes a outros países da OCDE o que por sua vez motivou uma actualização da infra-estrutura rodoviária que foi necessária, uma vez que eram impraticáveis as ligações de que dispúnhamos, como a mítica viagem ao Algarve que demorava um dia inteiro.

Ao mesmo tempo, uma esclerosada e atrasada rede de transportes públicos, cuja má memória persiste, não sofreu simultaneamente o mesmo investimento, possivelmente como uma espécie de vingança cultural face ao que era o meio mais comum de deslocação, quase sempre em más condições.

Com o passar do tempo e com fundos europeus aparentemente inesgotáveis, os projectos estruturais e necessários rodoviários acabaram por alimentar uma indústria em torno da sua construção e exploração que cresceram bastante em influência e começaram a surgir os primeiros projectos de “vaidade política” e as primeiras auto-estradas redundantes, com a ferrovia a ficar na gaveta.

Em finais dos anos 90 o carro, agora quase sem alternativas ao seu uso, emerge como uma necessidade inatacável, firmemente implantada na nossa consciência ao lado de outras necessidades quotidianas básicas como a electricidade ou os esgotos dentro de casa.

Como resultado, existem hoje mais de 8 auto-estradas com um Tráfego Médio Diário de menos de 10000 veículos, o limite-último da rentabilidade, com mais de 3000 milhões de euros para 3 novas ligações de redundância escandalosa (a 3º paralela do centro, Douro Internacional, Transmontana). Em valores de agora, isto equivale a um salvamento do BPN , a 6 submarinos ou aos cortes sociais do OE2011.

A Linha do Norte, o nosso mais caro (e lucrativo) projecto ferroviário e a única verdadeira obra estrutural na ferrovia pós-25 de Abril, custou 425 milhões e ainda não terminou.
O nosso Vale do Ave serve de retrato às consequências de ordenamento do território que vêm com uma taxa de motorização elevada e com uma infra-estrutura sobredimensionada.

O carro possibilitou atomizar os percursos casa-escola-trabalho pelo território, de certa forma fabricando perversamente a sua própria legitimidade – estamos livres para fazer um percurso diário médio de 30km com rapidez mas não de prescindirmos deste meio de transporte quando somos confrontados com a falta de serviços de proximidade à porta de casa ou com a ausência de meios de transporte públicos que nos sirvam de forma conveniente.

Esta relação culminou na dedicação actual de quase 1/4 do orçamento familiar (em média) e de quase 1/3 da energia final consumida no país a este modo de transporte e também na dispersão de recursos para levar água, esgotos, electricidade, iluminação, estacionamento e ruas a todas as casas e aglomerados, numa distribuição perdulária fácil de constatar num voo nocturno.

Apesar de termos (ou termos tido, antes de se acabarem os fundos europeus) a capacidade e a necessidade de ter uma situação muito melhor em relação à ferrovia, Portugal é hoje o país da UE com as maiores cidades sem comboios, nada mais nada menos do que 5 capitais de distrito sem quaisquer ligações ( Bragança, Vila Real, Viseu, Évora, Beja), com Leiria alinhada para se juntar a esta triste procissão.
As ligações suburbanas, inter-regionais e de intercidades, com um padrão de serviço semelhante à Linha do Norte, certamente seriam opções bastante competitivas e úteis mas trabalha-se ainda com traçados e infra-estrutura dos anos 50 (e mesmo do século XIX!), material circulante dos anos 70 e horários e correspondências que põe trajectos curtos a durar 4 horas.

Se a situação fosse a inversa seríamos um país com a maior rede de TGVs do mundo mas ainda a ter apenas as Estradas Nacionais para ligar quase todas as cidades!

Foi uma monumental oportunidade perdida a possibilidade de renovarmos simultaneamente tanto a rodovia como a ferrovia dentro da racionalidade – hoje contrastam caricatamente.

São agora bastante populares as comparações actuais de linhas sem intervenções há 40 anos com o rival auto-estrada, de forma a justificar o seu encerramento – é o padrão que vamos ver ainda mais em 2011, com uma anunciada aniquilação do serviço ferroviário, por iniciativa das próprias empresas do Estado que o gerem.

Mas existem as excepções que comprovam que, existindo um serviço rápido, económico e confortável, a preferência dos portugueses é dedicada à ferrovia: a ligação Lisboa-Porto, apesar de estar ainda em obras, é uma linha que não só é cada vez mais lucrativa mas que assegura já a preferência de 20% dos passageiros, com potencial para aumentar (existem muitos horários que já estão congestionados), o que só torna mais incompreensível o atraso nas obras, que está no caminho de poupanças de tempo muito significativas. Os serviços de urbanos, apesar de também estar aquém das intervenções necessárias, foi renovado gradualmente e já atinge metas de bilheteira para 2014, com um bom crescimento anual que poderá permitir alcançar a rentabilidade plena, se houver aposta na angariação de clientes através da melhoria do serviço prestado.

No fundo, o que os cidadãos pretendem é usarem um meio de transporte que seja o mais seguro (a seguir ao avião, por kM percorrido); o mais eficiente em termos de energia e de emissões, quando electrificado (até 70% menos MJ/kG/kM quando comparado com automóveis a gasolina com 10 kM/L e considerando os alvos da UE para 120 g/km de CO2); e o economicamente competitivo face ao mesmo trajecto pela rodovia, para percursos urbanos e inter-regionais em que a linha está modernizada. Muitos vêem também na ferrovia alguns benefícios subjectivos como a redução do stress e cansaço de guiar ou a facilidade de ter actividades de lazer no tempo do percurso.

Por todas estas razões o comboio tornou-se cada vez mais um dos meios predilectos na Europa e numa aposta estratégica na China e EUA, que prevêem ambos transformações em enorme escala da sua infra-estrutura ferroviária. Em muitos outros países as metas ambientais para o sector dos transportes baseiam-se fortemente na promoção da ferrovia para transporte de carga e passageiros.

PETIÇÃO COMBOIOS EXPRESSO PARA GUIMARÃES

GUIMARÃES PORTO EM 50 MINUTOS

Nuno Oliveira