ECORÂMICAS À MESA

Cartaz ecorâmicas

PROGRAMA (clique na imagem para aumentar)


LISTA DOS FILMES

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http://www.seedsoffreedom.info/

Sementes de Liberdade conta a história das sementes desde as suas raízes no coração de sistemas agrícolas tradicionais, ricos em diversidade em todo o mundo, até à sua transformação em um matéria prima poderosa, usada para monopolizar o sistema alimentar global. O filme destaca a forma como o sistema de agricultura industrial e sementes geneticamente modificadas, em particular, têm tido um impacto enorme na agrobiodiversidade evoluída por agricultores e comunidades em todo o mundo, desde o início da agricultura. Sementes de Liberdade visa contestar o dogma promovido pelo grupo pró-GM, de que a agricultura em escala industrial é o único meio pelo qual podemos alimentar o mundo. Ao seguir a história da semente, torna-se claro como a agenda das empresas levou à aquisição das sementes a fim de obter grandes lucros e controle sobre o sistema alimentar global.

 


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É parte de um movimento norte-americano crescente que reanalisa o papel da alimentação numa sociedade que desperdiça 1/2 de tudo o que ela produz. Este é um apelo à ação. Nós inspiramos, despertamos, desafiamos, educamos e capacitamos os indivíduos a reduzir o desperdício em casa, trabalho, escola… Fazemos pressão para que supermercados, hotéis, restaurantes e empresas poupem mais e desperdicem menos.


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http://www.takepart.com/foodinc

O documentário “Food, Inc.” retrata os perigos e as transformações operadas na indústria alimentícia norte-americana, os seus efeitos prejudiciais para a saúde pública, o meio ambiente e os direitos dos trabalhadores e dos animais. “Food, Inc.” explora o argumento de que os alimentos não vêm de quintas simpáticas, mas de fábricas industriais cuja prioridade é o lucro e não a saúde humana.


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Filme premiado que estreia em Portugal a 10 de outubro e  que 3 dias depois fará parte das “Ecorâmicas à Mesa”.

De há três anos a esta parte as abelhas andam a morrer em todo o mundo. Embora as causas ainda continuem a ser um mistério, uma coisa é clara: está em causa algo mais do que a simples morte de uns quantos insetos e bem mais do que apenas uma questão de mel. Em busca de respostas, o filme embarca numa viagem para encontrar as pessoas cujas vidas dependem das abelhas: de um apicultor suíço que vive nos Alpes até aos gigantescos pomares de amendoeiras na Califórnia, passando por um investigador do cérebro das abelhas em Berlim, uma comerciante de pólen na China e as abelhas assassinas do deserto do Arizona. Todos referem o desaparecimento das abelhas. O filme fala-nos das suas vidas. E das nossas.


black gold banner

http://blackgoldmovie.com/

As multinacionais do café dominam os nossos centros comerciais e supermercados e comandam uma indústria avaliada em mais de 80 mil milhões de dólares, fazendo deste produto a mercadoria comercial mais valiosa do mundo a seguir ao petróleo. Nós, consumidores, pagamos bem os nossos galões e cappuccinos, mas, os cultivadores de café, continuam a receber tão pouco deste valor que muitos se vêem forçados a abandonar os seus campos.


ORGANIZAÇÃO E APOIOS

Organização e apoios

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Ecorâmicas – Paredes Meias

Para completar o ciclo desta primeira edição das Ecorâmicas, exibimos no passado dia 4, no forum FNAC Guimarães, o documentário Paredes Meias, com o privilégio da presença do produtor  Sandro Araújo, para o apresentar e comentar.

Queremos agradecer a todos quantos participaram nestas quatro sessões, e informar que estão desde já convidados para a edição 2012 das Ecorâmicas.

Ecorâmicas – “Um pouco mais pequeno do que o Indiana”

Integrado nas “Ecorâmicas” – Mostra de Cinema Documental – decorreu no passado Domingo, dia 2 de Outubro, no forum FNAC Guimarães, a exibição  do documentário “Um pouco mais pequeno do que o Indiana” de Daniel Blaufuks, comentado no final pelo geógrafo e professor universitário João Sarmento.

E a terra contorce-se…ainda sentimos esta geografia?

Vejo o bailado da bandeira de Portugal que encerra este documentário filmado no final do verão de 2004, como expressão de um país que se contorce sobre si mesmo, que se esperneia, que sofre, que luta internamente contra a sua Geografia. Daniel Blaufuks procurou o lado negro da paisagem e encontrou-o, ao virar da esquina, muto mais rapidamente do que sonhava. A paisagem que se mostra é sôfrega, voraz e insaciável!

Vejo este documentário (barra) road-movie como um espelho. É a nossa imagem que simultaneamente nos causa um choque, resultado da forma como estamos a ser talhados, mas também uma revolta, um confrangimento e mesmo indignação. Haverá uma impotência inerente à nossa essência e ao ponto a que chegamos? Daniel contrapõe o espírito de mudança de há mais de três décadas com a apatia contemporânea. É como se nada nos importasse. Aceitamos resignados viver nestas estradas por onde rola o ‘nosso’ Mercedes, neste país de beira de estrada.

Daniel Blaufuks constrói o documentário sobre um paradoxo que creio que funciona bem, pois dá-nos uma boleia lenta num velho Mercedes, e cruzamos um país agora rasgado de auto-estradas. Por vezes acelera a imagem e amplifica a velocidade com que os outros nos ultrapassam; muitas vezes arrasta a voz, exagerando este contraste. A propalada mobilidade e fluidez com que fomos contemplados tem um lado perverso e absurdo. Já não paramos, já não vemos. Como seriam diferentes as paisagens e lugares se o documentário fosse feito por alguém que caminhasse Portugal, que o atravessasse de bicicleta ou mesmo de comboio. Mas este torrão que nos é dado a ver, é sem dúvida mais próximo da experiência quotidiana da maioria de nós.

Daniel usa uma técnica de justaposição temporal. Por um lado leva-nos a olhar as paisagens estáticas dos postais turísticos de meados do século XX e a observar filmagens de um Portugal que já não existe: o que precede o crescimento para além da cidade compacta. Por outro lado desenrola o Portugal contemporâneo a partir do interior do automóvel – é assim que de facto maioritariamente o vemos – a partir de um (outro) ecrã que projecta a paisagem. Os cheiros e as texturas afastam-se do nosso corpo. Neste deambular motorizado por Portugal continental vemos a nossa cultura da estrada.

Mas nós estamos anestesiados. Já não vemos estas paisagens. A arquitectura da maison ou chalet alemão ou suíço, com as suas grades e muros altos, naturalizou-se. Os stands de automóvel de beira de estrada, as piscinas expostas e erguidas, ou os edifícios-montra com móveis e electrodomésticos, dimensionados para os vermos do interior do automóvel e de passagem, são um elemento tão comum e familiar que já não os questionamos. Não nos ferem, não os sentimos. O urbano, o rural, o periférico e o suburbano, e tudo o mais, confundem-se e confundem-nos, a aglomeração e a dispersão convivem e já não conseguimos ler a nossa terra. O fim disto tudo, a que aspiramos depois da próxima curva, não chega.

Daniel tem este mérito. Confronta-nos com a essência da nossa paisagem do quotidiano, com os lugares que temos construído, com os silêncios de uma insurgência colectiva que se adia. Silêncios que a paisagem perdeu. A estrada confunde-se com a rua. De formas distintas do que encontramos na América do Norte, também aqui parece que o Mickey Mouse prepondera sobre os arquitectos, agrada aos autarcas, embala quem passa sempre com urgência, ao som de noticiários psicadélicos, sem pausas, sem tempo para parar e ver estes retratos pungentes.

O documentário defende que o país, e a sua paisagem, perdeu a memória. Remexemos a terra, retorcemos os ferros, partimos as pedras. Já não conseguimos comparar as praças de hoje com as de outrora. A transformação deste país litoralizado – com uma pendente tão acentuada que nos impele para o mar – é tanta, que o mais forte que sobra do passado é o nome.

Aqui e acolá o documentário tem laivos de nostalgia do passado recente. Compassadamente são-nos projectados números sobre um país que parece definhar. São os números com que os media nos bombardeia diariamente e sobre os quais já não questionamos nem a veracidade nem as sequelas.

O documentário é apocalíptico, propositadamente não apontando para veredas, para regatos, para os interstícios destas entranhas contorcidas e sinuosas. Retratando tendenciosamente apenas o que de pior se faz foi a forma de Daniel Blaufuks nos sacudir, de nos abalroar com o nosso próprio retrato.

João Sarmento, Geógrafo, Professor Universitário, Sócio da AVE

 

Ecorâmicas – “Tão perto, tão longe”

Integrado nas “Ecorâmicas” – Mostra de Cinema Documental – decorreu no passado Domingo, dia 4 de Setembro a exibição  da coletânea  “Tão Longe Tão Perto”, um total de vinte curtíssimas metragens (seleção de doze), produzidas por Luís Correia com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

No Fórum Fnac entre as 18.00 e as 19.30 horas, os presentes usufruíram de uma diversidade de olhares cinematográficos de realizadores de países como a Servia, a Coreia, o Japão, Portugal a Namibia, entre outros.

Olhares sobre práticas e  formas de estar e viver o quotidiano em diferentes latitudes revelou aos presentes quão perto, na diversidade, nos encontramos.    LINK SINOPSE

Pensamos que, deste modo, as “Ecorâmicas” realizaram um dos seus propósitos, a repetir no próximo dia 2 de Outubro, à mesma hora no Fórum Fnac de Guimarães.

Apareçam