Park(ing) Day 2013

A AVE aderiu mais uma vez ao Park(ing) Day, movimento mundial que visa transformar, por um dia, um lugar de estacionamento num espaço para as pessoas, promovendo a reflecção sobre a ocupação do espaço público.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Guimarães: Capital Verde Europeia?

Logo EGCA promessa de candidatar Guimarães a Capital Verde Europeia, será talvez nos últimos anos, a melhor ação feita em prol do ambiente e desenvolvimento sustentável do nosso município.

EGC blogue

É, sem dúvida, uma promessa ridícula e irrealizável, entre outros adjetivos…

Contudo, são essas características que a tornam potencialmente na “bomba atómica” que poderá despertar a comunicação social e a comunidade para o desenvolvimento sustentável, e para o seu protagonismo fundamental na qualidade de vida futura.

É urgente que Guimarães acorde e constate a realidade: em questões de ambiente e sustentabilidade, Guimarães parou no tempo e está muito distante das cidades europeias, não havendo nessa matéria qualquer visão estratégica, sensibilidade ou coragem política.

O ambiente em Guimarães tem vivido de medidas avulsas, eleitas por critérios que se baseiam no binómio comparticipação comunitária – impacto na opinião pública, e que perdem eficácia, ficando muito aquém do seu potencial, por falta de articulação e complemento com outras ações que certamente estariam previstas caso houvesse um plano de ação.

Penso que só na consciência da importância vital do desenvolvimento sustentável, e do caminho que nos falta percorrer, poderemos tomar a tarefa como um desígnio comunitário e exigir a urgência dum processo consensual e participado que defina uma visão estratégica e a sua implementação.


CAPITAL VERDE EUROPEIA

Comissão Europeia - Comunicado de imprensa1

Comissão Europeia - Comunicado de imprensa2

 Como se processa a candidatura?

As cidades candidatas são avaliadas em função de 12 indicadores:

  1. Atenuação das alterações climáticas e adaptação aos seus efeitos
  2. Transportes locais
  3. Zonas verdes urbanas que integram uma utilização sustentável do solo
  4. Natureza e biodiversidade
  5. Qualidade do ar ambiente
  6. Qualidade do ambiente acústico
  7. Produção e gestão de resíduos
  8. Gestão da água
  9. Tratamento de águas residuais
  10. Ecoinovação e emprego sustentável
  11. Eficiência energética
  12. Gestão ambiental integrada

Para cada um destes indicadores, os candidates devem:

  1. Descrever a situação atual.
  2. Descrever as medidas implementadas nos últimos 5 a 10 anos.
  3. Descrever os objetivos a curto e longo prazo e abordagem proposta para os atingir.
  4. Listar a documentação da informação descrita.

Com base na informação descrita, um grupo de peritos na área de cada um dos indicadores fará a respetiva avaliação. Só as cidades melhor classificadas no somatório das avaliações farão parte da “shortlist” de finalistas.

As cidades finalistas serão então desafiadas a apresentar a sua visão, plano de ação e estratégia de comunicação, perante um júri que decidirá qual a cidade vencedora.


Como se constata, a candidatura não pode ser baseada em promessas. Tem de haver “obra feita”, consolidada. O que não é o caso de Guimarães.

Esta promessa demonstra, de forma evidente, um preocupante desconhecimento do que se exige de uma cidade que se pretende afirmar como referência no ambiente e desenvolvimento sustentável, e faz ruir o mito de que Guimarães se recomenda nas questões ambientais.

Olhando para os indicadores a avaliar, e para o que conheço de Guimarães, torna-se óbvio que estamos na metade de trás do pelotão, e não na vanguarda, como se exige a uma cidade com aspirações a Capital Verde Europeia.

Se houver um despertar da comunidade, visão e coragem politica, em meia dúzia de anos a nossa cidade será um local muito melhor para se viver, e os nossos representantes poderão preencher o formulário da candidatura a CVE sem receio de expor Guimarães ao ridículo.

Artigo de opinião de José Cunha

Nota de Imprensa

NOTA DE IMPRENSA

GUIMARÃES PRECISA DE DAR PRIORIDADE AO AMBIENTE E À QUALIDADE DE VIDA

A AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia tem vindo a reunir-se com os candidatos à Câmara Municipal, no âmbito das eleições autárquicas de 2013, considerando que Guimarães precisa de renovar profundamente as opções políticas e as linhas de orientação em matéria de ambiente local. Nestes encontros, a AVE tem auscultado as intenções dos candidatos sobre este assunto e tem manifestado as suas preocupações sobre diversos aspetos ambientais, nomeadamente os seguintes:

1. Mobilidade e transportes: a AVE considera fundamental a elaboração de um plano de mobilidade que favoreça a circulação ciclável e pedonal, invertendo a “predação” do espaço público pelo automóvel. É necessário melhorar e criar ligações pedonais e cicláveis no centro da cidade, e entre o centro e a periferia, sendo prioritária a ligação às hortas pedagógicas e ao parque da cidade desportiva. São igualmente urgentes ligações pedonais e cicláveis entre a cidade e as vilas do concelho (Taipas, Brito, Ronfe, Pevidém e São Torcato), que ofereçam aos cidadãos opções de mobilidade de baixo custo, não poluentes. A AVE considera igualmente necessário melhorar o serviço público prestado pelos TUG – Transportes Urbanos de Guimarães, ajustando os trajetos e os horários às necessidades dos passageiros, e a dimensão das viaturas à quantidade de passageiros transportados.

2. Água e recursos hídricos: a AVE considera prioritária a conclusão da despoluição e da reabilitação dos rios Ave e Selho, e da ribeira de Couros, assim como a monitorização da qualidade destes cursos de água. É necessário acabar com a drenagem de efluentes domésticos para a rede de águas pluviais e acabar com os desastres ecológicos provocados pelos efluentes industriais nos cursos de água. Quanto à água de consumo, a AVE considera fundamental promover o seu uso eficiente, acabando com regas e lavagens do espaço público com água tratada, entre outras medidas.

3. Resíduos sólidos e lixeiras: a AVE tem constatado o aumento de focos ilegais de deposição de lixos e entulhos, dispersos pelo concelho, com consequências ambientais graves. É necessário resolver estas situações, sinalizando os locais com a participação da população local, e desencadeando ações de fiscalização e limpeza.

4. Eficiência energética: é necessário elaborar um plano de ação para a sustentabilidade energética local, nomeadamente no setor público, com auditorias ao consumo e ao potencial de poupança, no que respeita à iluminação e climatização de edifícios, divulgando publicamente os objetivos a atingir e os resultados alcançados.

5. Ordenamento do território: a AVE considera inaceitável que a revisão do Plano Diretor Municipal ainda não tenha sido concluída, apelando à sua conclusão com a maior brevidade possível. É necessário que a dispersão construtiva seja efetivamente contida e que a ocupação humana em locais de risco (inundações e deslizamento de terras, p. ex.) seja revertida. É igualmente necessário reativar e atualizar o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, dando outra prioridade à gestão do património florestal do concelho e à reabilitação das áreas recentemente ardidas.

Por fim, a AVE considera necessário retomar o processo da Agenda 21 Local em Guimarães, interrompido em 2005, como meio de permitir a efetiva participação dos cidadãos na resolução dos problemas de ambiente e qualidade de vida, criando consensos estratégicos para melhorar o nível de sustentabilidade ambiental local.

Até ao momento, a AVE reuniu-se com os candidatos Domingos Bragança, do PS, Torcato Ribeiro, da CDU, e José Carlos Fonseca, do BE. Aguardam agendamento reuniões com os candidatos das coligações PPD/PSD.CDS-PP.MPT e PPM-PPV, e do PCTP/MRPP.

Como organização da sociedade civil, a AVE continuará a colaborar de forma construtiva na definição de uma política local de ambiente, independentemente dos resultados da próximas eleições autárquicas.

Guimarães, 11 de Setembro de 2013

A direção da AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia

Newsletter – Setembro 2013

1. EDITORIAL 2. NOSSA AGENDA
3. OUTRAS AGENDAS 4. RESCALDO MÊS PASSADO
5. AMBIENTE EM NOTICIAS 6. LIGAÇÃO DO MÊS
7. DOCUMENTÁRIO/VIDEO 8. HUMOR VERDE
9. O AMBIENTE NA HISTÓRIA


1. EDITORIAL

Estamos de volta.

Neste mês de setembro temos algumas atividades importantes para a associação.

Vamos iniciar o processo de instalação e ocupação da nova sede no mercado municipal, para o que vamos solicitar ideias.

Dias 20 e 21 temos mais uma edição do Guimarães a Pedalar, celebrando a semana europeia da mobilidade.

No final do mês temos mais um percurso do Caminhar em Guimarães. No dia de reflexão para as autárquicas, nada melhor que uma caminhada pela natureza.

Contamos com todos os associados e amigos.

A direção

Voltar ao indice


2. NOSSA AGENDA

2o setembro – Guimarães a Pedalar – Parking Day

21 setembro – Guimarães a Pedalar

27 setembro – Massa Critica – 18:30 Largo da Oliveira

28 setembro – Caminhar em Guimarães – Local a definir

Voltar ao indice


3. OUTRAS AGENDAS

13, 14 e 15 de setembro – Bicycle Film Festival Lisboa – Link

14 setembro – 2ª Troca de Sementes em Famalicão – Evento facebook

17 setembro – Conferencia Mobilidade Urbana – Lisboa MUDE

Voltar ao indice


4. RESCALDO MÊS PASSADO

30 agosto – Massa Critica

Massa Critica agosto 2013

Voltar ao indice


5. AMBIENTE EM NOTICIAS

Moscovo vai ter 30 novas áreas para peões

Estádio do Dragão inaugura 150 lugares de estacionamento para bicicletas

Fracturação hidráulica: a questão ambiental que está a abanar o Reino Unido

Holanda avança para a fracturação hidráulica

Évora recebe o maior evento dedicado às duas rodas

Urinol que também é lavatório ajuda a poupar água

Primeiro bike café do Porto

Quercus recorre a tribunal para travar construção de estrada no Alvão, Vila Real

“O veículo eléctrico vai generalizar-se como o computador e o telemóvel”

Observatório da Biodiversidade em Vila Real

CE aprovou projeto de 2 milhões € para a conservação dos Charcos Temporários

Os fogos florestais e o que comemos

Criação do Parque Natural Regional do Vale do Tua — Discussão pública

Voltar ao indice


6. LIGAÇÃO DO MÊS 

Floresta em Perigo – Jornal Publico

Floresta em Perigo

“No arranque da fase de maior risco de incêndios em Portugal, contamos o que acontece do alerta à intervenção: da limpeza dos terrenos baldios às histórias de quem tenta impedir tragédias.”

Voltar ao indice


7. DOCUMENTÁRIO/VIDEO

La Surconsummation

Para ver e refletir…

Voltar ao indice


8. HUMOR VERDE

Humor

Voltar ao indice

.


9. O AMBIENTE NA HISTÓRIA

Esta rúbrica pretende relatar factos, noticias e curiosidades de outros tempos relacionados com o ambiente no concelho de Guimarães. LINK PARA O ARTIGO.

Voltar ao indice

O Ambiente na História (7)

Esta rúbrica pretende relatar factos, noticias e curiosidades de outros tempos, relacionados com o ambiente no concelho de Guimarães.

seca

Numa pesquisa que se fez sobre certo assunto, encontrou-se outro que está a propósito destes textos sobre ambiente ao longo da história aqui em Guimarães. Sem adiantar muito mais, o Verão de 1854 parece ter sido rigoroso pelas citações. Falava-se da falta de água. Na freguesia da Costa todos os moradores “havião total falta de água”. Por Agosto, avisaram as pessoas para tirarem os obstáculos dos rios, (…)«por isso que a escassez de Agoas que se dá é motivada pela intempérie da estação e desarranjo na machina da natureza com falta de chuvas. Se emquanto pelo mesmo motivo de escassez d’agoas tem os Lavradores lançado mão de novos e outros artificios para regarem as suas cearas, isto abeira dos rios» (…) e sem água não havia cearas. A citação que se fez está no livro de vereações da Câmara de Guimarães de 1853 a 1856. Mas, há mais. Nos jornais da época em notícias sobre a cidade precisamente por causa da seca daquele ano:

«Tumulto.- No mercado de sabado esteve para haver grande tumulto popular em Guimarães pela carestia de milho, que está a 800 reis; a authoridade conseguiu apasigua-lo.

Fome.- Escrevem de Guimarães que se receia grande fome: os campos vão secando de todo; as uvas amadurecem e logo racham – e está tudo caro!!»

Os jornais davam assim notícia da carestia de pão, certa fome e de uma pessoa em Brito que já tinha morrido por causa disto.