Nas encostas do Marão: Covelo do Monte

Após um (demasiado) longo interregno, as caminhadas da AVE estão de volta! Propomos, como primeiro objetivo pedestre de 2017, a Serra do Marão, mais precisamente um percurso à volta da aldeia serrana de Covelo do Monte, em Amarante. A atividade está agendada para 12 de fevereiro (domingo).

Faça já a sua inscrição na caminhada!

Covelo do Monte

Covelo do Monte é uma pequena aldeia encostada à vertente norte do Marão, a pouco mais de 600m de altitude, com características típicas de povoamentos de montanha: construções em xisto mescladas com habitações mais recentes, arruamentos muito estreitos, e uma economia assente no pastoreio e na agricultura de subsistência.

O percurso que vos propomos tem cerca de 9 km e dar-vos-á a conhecer diversos aspetos da envolvência natural e edificada de Covelo do Monte: as encostas ventosas e quase despidas de vegetação, com vistas de longo alcance para o Alvão, Cabreira, Serras de Fafe e Gerês; as manchas de floresta abrigadas da aspereza do Marão; os riachos que escorrem para o Tâmega; as calçadas de xisto já muito desgastadas e desconjuntadas; e os campos que ainda resistem ao abandono.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 10h00. Estimando uma viagem com duração de 60 minutos a partir de Guimarães, o ponto de encontro terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h30. Sugerimos duas alternativas de trajeto automóvel: via A11+A4 ou via N101+N15. Em ambos os casos, os automobilistas deverão posteriormente seguir via IP4 e sair em Aboadela. Haverá novo ponto de encontro após a saída, na rotunda de acesso a Aboadela (41º16’43.9”N, 7º59’32.9”O), às 9h30. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

A aldeia de Covelo do Monte (41º18’00.6”N 7º57’06.5”O) é bastante isolada e o único café da aldeia raramente se encontra aberto, pelo que devem estar preparados para serem auto-suficientes durante a atividade.

No final da caminhada, faremos um pique-nique no Parque de Lazer da Lameira, situado a cerca de 2 kms de Covelo do Monte. Para os mais dependentes de cafeína, há sempre a possibilidade de compensarem a falta na Pousada do Marão, a 1 km do parque da Lameira.

Ficha técnica

  • Distância: 9 km
  • Dificuldade: média, com pouco desnível, mas tecnicamente exigente em alguns segmentos, devido ao piso irregular
  • Duração estimada: 3 a 4 horas
  • Apoios: Junta de Freguesia de Aboadela, Sanche e Várzea e Associação Desportiva de Amarante.

Aperitivo visual

 

Ecorâmicas 2016

Banner Ecorâmicas 2016

Desde 2013 que a AVE, em parceria com outras entidades locais e com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, realiza, no último fim-de-semana de outubro, as Ecorâmicas. Este evento consiste numa mostra de cinema documental sobre ambiente e sociedade, complementado com outras atividades. Este ano, elegeu-se o Eco-Ativismo como tema do evento.

A iniciativa é desenvolvida para o público em geral mas dispõe de um dia, com programa dedicado aos mais jovens, acessível apenas às escolas.

A programação das Ecorâmicas iniciar-se-á no dia 27 de outubro com a exibição do filme “Amanhã”, vencedor do César de Melhor Documentário de 2016. Além de merecedor deste e de outros prémios, este filme foi um grande sucesso de bilheteira em França e noutros países. Esta sessão será realizada em parceria com o Cineclube de Guimarães.

O dia 28 contará com um programa dedicado aos mais jovens, sendo dedicado exclusivamente às escolas. Dada a recetividade da comunidade escolar nas últimas edições, este ano pretende-se alargar o convite à participação a todas as escolas do concelho. Neste âmbito, será desenvolvida a logística indispensável para que, durante o ano letivo, seja possível levar as Ecorâmicas às escolas que não tiveram oportunidade de participar no evento.

No fim-de-semana, 29 e 30 de outubro, serão exibidos vários documentários, intercalados por tertúlias, que contarão com a presença de convidados ativistas na reflexão sobre as sessões, contando nomeadamente com a presença de Pedro Serra, realizador de um dos filmes exibidos – “Que Estranha Forma de Vida” – e da Associação Famalicão em Transição.

Todas as sessões de cinema terão lugar no Auditório da Fraterna (Couros). O programa detalhado pode ser consultado aqui, assim como a lista de filmes. O evento, aberto a todas as pessoas interessadas, é gratuito e assenta numa organização voluntária e num conjunto de parceiros e apoios locais que asseguram solidariamente o seu encargo financeiro.

Variações sobre os trilhos de Maria da Fonte

Esta nossa caminhada de maio teve uma preparação atribulada. A aposta inicial era continuar o Caminhar em Guimarães, explorando o monte do Penedo da Bandeira, em Gonça, onde está localizado o já desativado aterro municipal. Gostaríamos de fazer uma visita guiada ao aterro, pois há muito para saber sobre como este operou e sobre como está agora a ser mantido. Mas, mais uma vez, as nossas solicitações à Resinorte não foram atendidas e continuamos portanto a saber o mesmo, i.e., muito pouco. Além disso, tivemos dificuldades em encontrar um percurso naquele monte que não fosse demasiado exigente e que pudesse oferecer alguma recompensa estética ou de interesse ambiental ao caminheiro. Abandonada a possibilidade Gonça, tivemos de rapidamente puxar de uma alternativa.

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Carvalho de Calvos (500+ anos)

A AVE, pelo menos nos anos mais recentes da sua atividade, nunca tinha percorrido o território da Póvoa de Lanhoso. No regresso da caminhada pela Serra da Cabreira do mês de abril, uma paragem pelo Carvalho de Calvos fez-nos recordar que o concelho vizinho tem património ambiental de relevo que é importante dar a conhecer. Só faltava escolher o trilho! Numa primeira análise, o PR1 – Maria da Fonte pareceu-nos ser o de mais interesse e, ainda por cima, atravessava o Centro Ambiental da Póvoa de Lanhoso, onde se situa o carvalho quinhentista. No entanto, durante o reconhecimento prévio, verificou-se que há vários segmentos do percurso intransitáveis, sem qualquer manutenção há vários anos. Tivemos portanto de explorar alternativas e desenhar um percurso acessível e com todos os ingredientes de uma boa caminhada da AVE.

À partida do Mosteiro de Fontarcada, terra da histórica Maria da Fonte, estavam 35 caminheiros (e a cadela Vila), todos bem dispostos e com vontade de bem aproveitar um belo dia de sol depois da chuvosa noite. Iniciámos a caminhada ligeiramente atrasados, mas a bom ritmo. As primeiras centenas de metros foram feitas a subir gradualmente por entre caminhos florestais. Antes do segundo quilómetro, enfrentámos a grande dificuldade do dia, uma subida muito íngreme por entre mato denso, que pôs toda a gente em altas pulsações e a tirar a roupa que tinha a mais. Subimos 100m de altitude em menos de 400m de distância! Tudo isto para nos desviarmos de um troço impraticável do PR1, mas também para chegarmos a um vasto afloramento granítico, de onde se pôde avistar o Castelo de Lanhoso e em que alguns participantes aproveitaram para fazer um pouco de praia. Infelizmente, a recente plantação de mais um eucaliptal no local anuncia o fim desta bela paisagem.

Descemos em direção ao Ribeiro de Frades, passando por velhos aglomerados de casas e por algumas quintas ao abandono, onde abundam coelhos bravos. A aproximação ao ribeiro causou algumas dificuldades, pois ainda corria muita água pela calçada. Atravessado o ribeiro e uma zona de moínhos, iniciámos a subida à aldeia de Calvos. Lá cima, chegados ao parque do Carvalho de Calvos, esperava-nos Filipa Araújo, que amavelmente sacrificou o final da manhã de domingo para nos abrir as portas do Centro de Interpretação e nos apresentar as instalações. Levou-nos finalmente ao monumental carvalho-alvarinho e descreveu-nos como consegue resistir há tantos séculos, apesar das agressões a que já foi sujeito. É atualmente o carvalho mais antigo da Península Ibérica e o segundo mais antigo da Europa!

Depois de um agradável almoço no jardim do parque, seguimos caminho pela antiga Via Romana XVII até perto da Ribeira do Pontido. Aqui, deixámos a calçada e seguimos um carreirinho marginal à ribeira, tecnicamente exigente, que nos levou a descobrir um cenário de contos de fadas, com velhas ruínas de moínhos cobertas de musgo, veredas ziguezagueantes por entre as árvores, e a malha de luz e sombra provocada pelos raios de sol primaveril atravessando a ramagem das árvores. Após 1 km, saímos do conto de fadas e demos com as traseiras da Póvoa. A partir daqui, tentámos manter-nos o mais possível em caminhos rurais ou pouco frequentados. O percurso ficou menos interessante, muitas vezes com asfalto e betão, mas já tínhamos saboreado o essencial da caminhada e o regresso a Fontarcada fez-se sem dificuldade.

Deixamos um agradecimento a todos os que nos deram o prazer de nos acompanhar nesta caminhada e um especial obrigado ao Centro Ambiental da Póvoa de Lanhoso, por ter ajudado a tornar esta atividade ainda mais interessante, e aos fotógrafos Francisco Silva e Isabel Arantes, por terem partilhado estas belas fotografias connosco. O percurso da caminhada pode ser consultado no Wikiloc.

 

 

No Trilho do Turio, enfim a Primavera!

Depois de várias semanas em que o inverno insistia em não arredar pé, foi finalmente possível reagendar a caminhada pela Serra da Cabreira, anteriormente prevista para a data de aniversário da nossa associação (10 de abril). Antevia-se um feriado de 25 de abril com um sol bem primaveril e a promessa cumpriu-se. Afluiram muitos participantes, todos ansiosos por poder enfim desfrutar da natureza após tantos meses de penumbra e humidade.

O Trilho do Turio, na sua extensão original de cerca de 10km, apresenta, num pequeno troço de 2km, um desnível muito acentuado e de algum risco, para além de levar os caminheiros para uma zona de estradão e asfalto, não justificando o esforço. Por essa razão, decidimos encurtar e alterar o trilho, em vários pontos, para o tornar mais interessante e, ao mesmo tempo, mais acessível.

Deixámos os carros estacionados junto ao Caminho Municipal, numa zona de confluência de vários caminhos florestais, a pouca distância do Parque de Merendas da Serradela. A primeira parte do percurso, descendo até à Casa do Guarda do Turio, fez-se fácil e rapidamente, serpenteando pelo caminho florestal, sempre acompanhados pelo som das águas do rio Turio, lá no fundo do vale. Depois de vistoriarmos as ruínas da casa, retomámos o trilho em sentido inverso, agora para encetar a longa mas suave subida pelo vale. O piso continuava por terra batida, acessível. Aqui e acolá, a diversidade da vegetação despertava a curiosidade de uns e de outros. Depois de uma pequena ponte sobre um afluente do Turio, deixámos o estradão e seguimos por um carreiro alternativo, bem mais interessante que o percurso marcado, mas a exigir mais flexibilidade nos tornozelos e força nas pernas. O pelotão estendia-se mas ninguém se perdia, pois não havia alternativa ao esteito trilho por entre a densa floresta.

Um dos aspetos mais atraentes deste percurso é a omnipresença da floresta e da densa vegetação, mantendo-nos sempre protegidos da agressividade do sol e seduzindo-nos com a beleza dos diversos tons de verde. O outro atrativo está no próprio Turio, um curso de água límpida que atravessamos várias vezes no percurso, especialmente na rota que desenhámos para esta caminhada. O local da pausa para almoço não podia ter sido melhor escolhido, junto a uma ponte de madeira sobre o Turio e com amplos espaços para merendar à sombra das árvores. Deixámo-nos por lá ficar prolongadamente, gozando calmamente a pausa, sem pressa de voltar à marcha.

Depois da fotografia de grupo, atirámos novamente as mochilas para trás das costas e fizemo-nos ao caminho, que nos levou rapidamente de volta aos carros. Como o Parque da Serradela e o seu miradouro estavam a pouca distância, deslocamo-nos até lá, para uma espécie de sobremesa da caminhada. Lá em cima, esperava-nos uma bela família de cavalos que atraiu a atenção de todos durante a exploração daquela elevação com vista para os picos da Cabreira, com o Cabeço da Vaca a destacar-se. Depois deste último momento de desfrute da Primavera, estava na hora de regressar. A caminho de Guimarães, alguns participantes aproveitaram para uma breve visita ao verdadeiro monumento que é o Carvalho de Calvos, na Póvoa de Lanhoso. Esta árvore é um portento de vida e longevidade e impressiona muito mais do que qualquer monumento da região construído pela mão humana.

Álbuns de fotografias gentilmente partilhados por Francisco Silva e Ricardo Mendes. Percurso no Wikiloc.

A Associação Vimaranense para a Ecologia adota o primeiro troço do rio Ave

A AVE aproveita o Dia Mundial da Água para divulgar a adesão ao Projeto Rios, através da adoção de um troço de 500 metros do Rio Ave, nas freguesias de Brito e S. João de Ponte, concelho de Guimarães.

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projeto rios logoO Projeto Rios é um projeto que visa a participação social na conservação dos espaços fluviais, procurando acompanhar os objetivos apresentados na Década da Educação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e contribui para a implementação da Carta da Terra e da Diretiva Quadro da Água.

A aplicação prática deste projeto visa a realização de um conjunto de atividades de identificação e monitorização dos vários componentes que constituem o ecossistema aquático, promovendo o interesse pelas questões ambientais e alertando para a necessidade de proteção e valorização das zonas ribeirinhas.
A AVE espera poder contar com os sócios e amigos no desenvolvimento das ações inerentes ao Projeto e desafia outros grupos ou associações a adotarem os nossos rios.