Trilho de São Bento de Vizela

A próxima caminhada da AVE, a primeira da nova direção eleita na Assembleia Geral do passado dia 24 de fevereiro, é aqui ao lado, no concelho vizinho de Vizela. Propomos uma adaptação do percurso do Trilho de São Bento, um trajeto que combina zonas mais planas, junto às margens do rio Vizela, e zonas de maior declive, na ligação ao templo-miradouro de São Bento. A atividade está agendada para 26 de março (domingo).

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

Trilho de São Bento

Este percurso tem início no Parque das Termas, na zona ribeirinha, junto ao Campo Municipal de Mini-Golfe – Fonseca e Castro. É um itinerário montanhoso, cheio de património religioso, cultural e natural, repleto de paisagens sobre a cidade de Vizela e freguesias circundantes.

O Parque das Termas é considerado o “pulmão” da cidade de Vizela, sendo um amplo e magnífico espaço natural. O Parque foi construído entre 1885 e 1886, tendo sido delineado e plantado pelo floricultor e horticultor José Marques Loureiro. Neste espaço, de vasta vegetação, encontram-se algumas árvores centenárias.

Após percorrer algumas centenas de metros ao longo do rio Vizela, o percurso torna-se mais montanhoso, percorrendo um trilho até ao Santuário de São Bento das Pêras. No cimo do monte, a uma altitude de 454 metros, através do seu miradouro observa-se um dos mais belos panoramas de todo o concelho de Vizela.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h30. Estimando uma viagem com duração de 20 minutos a partir de Guimarães, o ponto de encontro terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h50. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade. O melhor local para estacionar em Vizela é no parque acima do campo de mini-golfe, cuja entrada é comum à da discoteca Maquias, na Rua de Frades (ver no Google Maps).

Durante a caminhada, faremos um pique-nique no parque de merendas de São Bento, mais ou menos ao km 7. Cada participante deverá levar o seu próprio farnel. Caso esteja a chover à hora do almoço, a Confraria de São Bento disponibilizará um espaço abrigado da chuva. Junto ao parque de merendas, poderão encontrar sanitários.

Ficha técnica

  • Distância: 11 km
  • Dificuldade: média, com desnível acentuado em alguns segmentos da ascensão a São Bento.
  • Duração estimada: 6 a 7 horas
  • Apoios: Confraria de São Bento e Município de Vizela

Aperitivo visual

Nas encostas do Marão: Covelo do Monte

Após um (demasiado) longo interregno, as caminhadas da AVE estão de volta! Propomos, como primeiro objetivo pedestre de 2017, a Serra do Marão, mais precisamente um percurso à volta da aldeia serrana de Covelo do Monte, em Amarante. A atividade está agendada para 12 de fevereiro (domingo).

Faça já a sua inscrição na caminhada!

Covelo do Monte

Covelo do Monte é uma pequena aldeia encostada à vertente norte do Marão, a pouco mais de 600m de altitude, com características típicas de povoamentos de montanha: construções em xisto mescladas com habitações mais recentes, arruamentos muito estreitos, e uma economia assente no pastoreio e na agricultura de subsistência.

O percurso que vos propomos tem cerca de 9 km e dar-vos-á a conhecer diversos aspetos da envolvência natural e edificada de Covelo do Monte: as encostas ventosas e quase despidas de vegetação, com vistas de longo alcance para o Alvão, Cabreira, Serras de Fafe e Gerês; as manchas de floresta abrigadas da aspereza do Marão; os riachos que escorrem para o Tâmega; as calçadas de xisto já muito desgastadas e desconjuntadas; e os campos que ainda resistem ao abandono.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 10h00. Estimando uma viagem com duração de 60 minutos a partir de Guimarães, o ponto de encontro terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h30. Sugerimos duas alternativas de trajeto automóvel: via A11+A4 ou via N101+N15. Em ambos os casos, os automobilistas deverão posteriormente seguir via IP4 e sair em Aboadela. Haverá novo ponto de encontro após a saída, na rotunda de acesso a Aboadela (41º16’43.9”N, 7º59’32.9”O), às 9h30. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade.

A aldeia de Covelo do Monte (41º18’00.6”N 7º57’06.5”O) é bastante isolada e o único café da aldeia raramente se encontra aberto, pelo que devem estar preparados para serem auto-suficientes durante a atividade.

No final da caminhada, faremos um pique-nique no Parque de Lazer da Lameira, situado a cerca de 2 kms de Covelo do Monte. Para os mais dependentes de cafeína, há sempre a possibilidade de compensarem a falta na Pousada do Marão, a 1 km do parque da Lameira.

Ficha técnica

  • Distância: 9 km
  • Dificuldade: média, com pouco desnível, mas tecnicamente exigente em alguns segmentos, devido ao piso irregular
  • Duração estimada: 3 a 4 horas
  • Apoios: Junta de Freguesia de Aboadela, Sanche e Várzea e Associação Desportiva de Amarante.

Aperitivo visual

 

Ecorâmicas 2016

Banner Ecorâmicas 2016

Desde 2013 que a AVE, em parceria com outras entidades locais e com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, realiza, no último fim-de-semana de outubro, as Ecorâmicas. Este evento consiste numa mostra de cinema documental sobre ambiente e sociedade, complementado com outras atividades. Este ano, elegeu-se o Eco-Ativismo como tema do evento.

A iniciativa é desenvolvida para o público em geral mas dispõe de um dia, com programa dedicado aos mais jovens, acessível apenas às escolas.

A programação das Ecorâmicas iniciar-se-á no dia 27 de outubro com a exibição do filme “Amanhã”, vencedor do César de Melhor Documentário de 2016. Além de merecedor deste e de outros prémios, este filme foi um grande sucesso de bilheteira em França e noutros países. Esta sessão será realizada em parceria com o Cineclube de Guimarães.

O dia 28 contará com um programa dedicado aos mais jovens, sendo dedicado exclusivamente às escolas. Dada a recetividade da comunidade escolar nas últimas edições, este ano pretende-se alargar o convite à participação a todas as escolas do concelho. Neste âmbito, será desenvolvida a logística indispensável para que, durante o ano letivo, seja possível levar as Ecorâmicas às escolas que não tiveram oportunidade de participar no evento.

No fim-de-semana, 29 e 30 de outubro, serão exibidos vários documentários, intercalados por tertúlias, que contarão com a presença de convidados ativistas na reflexão sobre as sessões, contando nomeadamente com a presença de Pedro Serra, realizador de um dos filmes exibidos – “Que Estranha Forma de Vida” – e da Associação Famalicão em Transição.

Todas as sessões de cinema terão lugar no Auditório da Fraterna (Couros). O programa detalhado pode ser consultado aqui, assim como a lista de filmes. O evento, aberto a todas as pessoas interessadas, é gratuito e assenta numa organização voluntária e num conjunto de parceiros e apoios locais que asseguram solidariamente o seu encargo financeiro.

Variações sobre os trilhos de Maria da Fonte

Esta nossa caminhada de maio teve uma preparação atribulada. A aposta inicial era continuar o Caminhar em Guimarães, explorando o monte do Penedo da Bandeira, em Gonça, onde está localizado o já desativado aterro municipal. Gostaríamos de fazer uma visita guiada ao aterro, pois há muito para saber sobre como este operou e sobre como está agora a ser mantido. Mas, mais uma vez, as nossas solicitações à Resinorte não foram atendidas e continuamos portanto a saber o mesmo, i.e., muito pouco. Além disso, tivemos dificuldades em encontrar um percurso naquele monte que não fosse demasiado exigente e que pudesse oferecer alguma recompensa estética ou de interesse ambiental ao caminheiro. Abandonada a possibilidade Gonça, tivemos de rapidamente puxar de uma alternativa.

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Carvalho de Calvos (500+ anos)

A AVE, pelo menos nos anos mais recentes da sua atividade, nunca tinha percorrido o território da Póvoa de Lanhoso. No regresso da caminhada pela Serra da Cabreira do mês de abril, uma paragem pelo Carvalho de Calvos fez-nos recordar que o concelho vizinho tem património ambiental de relevo que é importante dar a conhecer. Só faltava escolher o trilho! Numa primeira análise, o PR1 – Maria da Fonte pareceu-nos ser o de mais interesse e, ainda por cima, atravessava o Centro Ambiental da Póvoa de Lanhoso, onde se situa o carvalho quinhentista. No entanto, durante o reconhecimento prévio, verificou-se que há vários segmentos do percurso intransitáveis, sem qualquer manutenção há vários anos. Tivemos portanto de explorar alternativas e desenhar um percurso acessível e com todos os ingredientes de uma boa caminhada da AVE.

À partida do Mosteiro de Fontarcada, terra da histórica Maria da Fonte, estavam 35 caminheiros (e a cadela Vila), todos bem dispostos e com vontade de bem aproveitar um belo dia de sol depois da chuvosa noite. Iniciámos a caminhada ligeiramente atrasados, mas a bom ritmo. As primeiras centenas de metros foram feitas a subir gradualmente por entre caminhos florestais. Antes do segundo quilómetro, enfrentámos a grande dificuldade do dia, uma subida muito íngreme por entre mato denso, que pôs toda a gente em altas pulsações e a tirar a roupa que tinha a mais. Subimos 100m de altitude em menos de 400m de distância! Tudo isto para nos desviarmos de um troço impraticável do PR1, mas também para chegarmos a um vasto afloramento granítico, de onde se pôde avistar o Castelo de Lanhoso e em que alguns participantes aproveitaram para fazer um pouco de praia. Infelizmente, a recente plantação de mais um eucaliptal no local anuncia o fim desta bela paisagem.

Descemos em direção ao Ribeiro de Frades, passando por velhos aglomerados de casas e por algumas quintas ao abandono, onde abundam coelhos bravos. A aproximação ao ribeiro causou algumas dificuldades, pois ainda corria muita água pela calçada. Atravessado o ribeiro e uma zona de moínhos, iniciámos a subida à aldeia de Calvos. Lá cima, chegados ao parque do Carvalho de Calvos, esperava-nos Filipa Araújo, que amavelmente sacrificou o final da manhã de domingo para nos abrir as portas do Centro de Interpretação e nos apresentar as instalações. Levou-nos finalmente ao monumental carvalho-alvarinho e descreveu-nos como consegue resistir há tantos séculos, apesar das agressões a que já foi sujeito. É atualmente o carvalho mais antigo da Península Ibérica e o segundo mais antigo da Europa!

Depois de um agradável almoço no jardim do parque, seguimos caminho pela antiga Via Romana XVII até perto da Ribeira do Pontido. Aqui, deixámos a calçada e seguimos um carreirinho marginal à ribeira, tecnicamente exigente, que nos levou a descobrir um cenário de contos de fadas, com velhas ruínas de moínhos cobertas de musgo, veredas ziguezagueantes por entre as árvores, e a malha de luz e sombra provocada pelos raios de sol primaveril atravessando a ramagem das árvores. Após 1 km, saímos do conto de fadas e demos com as traseiras da Póvoa. A partir daqui, tentámos manter-nos o mais possível em caminhos rurais ou pouco frequentados. O percurso ficou menos interessante, muitas vezes com asfalto e betão, mas já tínhamos saboreado o essencial da caminhada e o regresso a Fontarcada fez-se sem dificuldade.

Deixamos um agradecimento a todos os que nos deram o prazer de nos acompanhar nesta caminhada e um especial obrigado ao Centro Ambiental da Póvoa de Lanhoso, por ter ajudado a tornar esta atividade ainda mais interessante, e aos fotógrafos Francisco Silva e Isabel Arantes, por terem partilhado estas belas fotografias connosco. O percurso da caminhada pode ser consultado no Wikiloc.

 

 

No Trilho do Turio, enfim a Primavera!

Depois de várias semanas em que o inverno insistia em não arredar pé, foi finalmente possível reagendar a caminhada pela Serra da Cabreira, anteriormente prevista para a data de aniversário da nossa associação (10 de abril). Antevia-se um feriado de 25 de abril com um sol bem primaveril e a promessa cumpriu-se. Afluiram muitos participantes, todos ansiosos por poder enfim desfrutar da natureza após tantos meses de penumbra e humidade.

O Trilho do Turio, na sua extensão original de cerca de 10km, apresenta, num pequeno troço de 2km, um desnível muito acentuado e de algum risco, para além de levar os caminheiros para uma zona de estradão e asfalto, não justificando o esforço. Por essa razão, decidimos encurtar e alterar o trilho, em vários pontos, para o tornar mais interessante e, ao mesmo tempo, mais acessível.

Deixámos os carros estacionados junto ao Caminho Municipal, numa zona de confluência de vários caminhos florestais, a pouca distância do Parque de Merendas da Serradela. A primeira parte do percurso, descendo até à Casa do Guarda do Turio, fez-se fácil e rapidamente, serpenteando pelo caminho florestal, sempre acompanhados pelo som das águas do rio Turio, lá no fundo do vale. Depois de vistoriarmos as ruínas da casa, retomámos o trilho em sentido inverso, agora para encetar a longa mas suave subida pelo vale. O piso continuava por terra batida, acessível. Aqui e acolá, a diversidade da vegetação despertava a curiosidade de uns e de outros. Depois de uma pequena ponte sobre um afluente do Turio, deixámos o estradão e seguimos por um carreiro alternativo, bem mais interessante que o percurso marcado, mas a exigir mais flexibilidade nos tornozelos e força nas pernas. O pelotão estendia-se mas ninguém se perdia, pois não havia alternativa ao esteito trilho por entre a densa floresta.

Um dos aspetos mais atraentes deste percurso é a omnipresença da floresta e da densa vegetação, mantendo-nos sempre protegidos da agressividade do sol e seduzindo-nos com a beleza dos diversos tons de verde. O outro atrativo está no próprio Turio, um curso de água límpida que atravessamos várias vezes no percurso, especialmente na rota que desenhámos para esta caminhada. O local da pausa para almoço não podia ter sido melhor escolhido, junto a uma ponte de madeira sobre o Turio e com amplos espaços para merendar à sombra das árvores. Deixámo-nos por lá ficar prolongadamente, gozando calmamente a pausa, sem pressa de voltar à marcha.

Depois da fotografia de grupo, atirámos novamente as mochilas para trás das costas e fizemo-nos ao caminho, que nos levou rapidamente de volta aos carros. Como o Parque da Serradela e o seu miradouro estavam a pouca distância, deslocamo-nos até lá, para uma espécie de sobremesa da caminhada. Lá em cima, esperava-nos uma bela família de cavalos que atraiu a atenção de todos durante a exploração daquela elevação com vista para os picos da Cabreira, com o Cabeço da Vaca a destacar-se. Depois deste último momento de desfrute da Primavera, estava na hora de regressar. A caminho de Guimarães, alguns participantes aproveitaram para uma breve visita ao verdadeiro monumento que é o Carvalho de Calvos, na Póvoa de Lanhoso. Esta árvore é um portento de vida e longevidade e impressiona muito mais do que qualquer monumento da região construído pela mão humana.

Álbuns de fotografias gentilmente partilhados por Francisco Silva e Ricardo Mendes. Percurso no Wikiloc.