No próximo dia 8 de julho, a AVE volta a colaborar na Feira da Terra (organização da ADCL), com uma caminhada pelo território torcatense. Todos os anos procuramos inovar e dar a conhecer zonas menos conhecidas desse belo vale. Desta vez, iremos explorar a encosta entre São Torcato e Rendufe, num percurso de 9 km.
Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.
Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!
Apesar da caminhada ser curta e terminar previsivelmente antes das 13h, não havendo portanto piquenique, recomendamos que tragam um lanche da manhã e água suficiente para eventuais altas temperaturas.
NOTA: esta caminhada não inclui seguro e pode ser alterada por razões externas à organização.
Subindo a Rendufe
Vamos percorrer um caminho que vai de São Torcato, saindo do Terreiro desta vila, até Rendufe e regressa pela zona de fronteira com Atães (entrando nesta freguesia), passando pela Corredoura e regressando ao ponto de partida.
Gostaríamos de fazer três apontamentos de situações que iremos encontrar ao longo do percurso:
- Com a importância dada ao transporte automóvel, pela nossa sociedade, cada vez é mais difícil percorrer caminhos que habitualmente ligavam as diferentes povoações e que agora são intransitáveis. Alguns troços de estradas que iremos percorrer, que nos permitem ligar caminhos preferencialmente pedonais, não contemplam zonas dedicadas aos peões, estando ocupados pela via dedicada aos automóveis. Alguns troços dessas estradas são percorridos, a pé, diariamente pelos moradores.
- É cada vez mais difícil traçar percursos nas nossas aldeias, em locais aprazíveis, pois a nossa floresta está tomada pelo eucalipto levando a um empobrecimento da paisagem.
- A vedação da propriedade privada e a apropriação de zonas que deveriam ser de acesso a todos (como sejam as margens ribeirinhas, os antigos caminhos públicos, etc.) por vezes fazem-nos sentir “presos cá fora”.
Logística
Pretendemos iniciar a caminhada às 9h00, na igreja de São Torcato. O ponto de encontro será às 8h45, perto da escadaria da igreja, junto ao recinto da Feira da Terra.
Para alguma eventualidade em que seja necessário contactar a organização, podem ser usadas duas alternativas: info@ave-ecologia.org (e-mail) ou 912 840 699 (telefone).
Ficha técnica
- Distância: 9 km
- Dificuldade: média, com algum desnível na primeira metade do trajeto.
- Duração estimada: 4 horas
Antevisão


No início da Primavera, o macho inicia um grandioso projeto de construção. Em menos de nada, instala no território que lhe pertence, diversos ninhos para aumentar as hipóteses de seduzir uma fêmea. Os ninhos são esféricos e ficam, no máximo, a três metros do solo. São feitos de folhas, musgo e outros materiais secos. Além de muito empreendedor, o macho da carriça dá sinais de ser um pouco perfecionista, já que está permanentemente a examinar a sua obra, tentando ver se há alguma folhinha a mais ou a menos. Na Primavera canta energeticamente, procurando atrair as fêmeas da redondeza. Pode surpreender-nos ao fazer o ninho em locais tão improváveis com um cabo de cebolas, uma peça de roupa que se deixou pendurada tempo de mais ou uma bota velha que penduramos numa árvore (pouco comum em caixas ninho). O macho deixa que a fêmea se ocupe dos ovos, enquanto procura seduzir outras fêmeas. Como se isso não bastasse, recomeça a fazer a corte à sua companheira logo que a primeira ninhada dá sinais de independência.
