De Bicicleta ao Mercado

Numa iniciativa conjunta com a Get Green Mobie  realizou-se no dia 25 de maio, no mercado municipal o “De Bicicleta ao Mercado”.

Teve por objetivo contribuir para a sustentabilidade local, promovendo a bicicleta como meio de transporte de pessoas e mercadorias, e dinamizando o mercado municipal pelo incentivo ao consumo de produtos da terra.

Com a colaboração dos comerciantes oferecemos o pequeno almoço aos ciclistas e sorteamos 10 cabazes entre os que fizeram compras nessa manhã.

Houve tempo ainda para um momento musical, com professor e aluno da Academia de Música Valentim Moreira de Sá, que animou o mercado com um dueto de trombone.

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Semana Mundial da Segurança Rodoviária

MarcadorA Semana Mundial da Segurança Rodoviária em Portugal é coordenada pela Direção-Geral da Saúde e pela Associação de Cidadãos Auto-mobilizados, que no comunicado da sessão de lançamen-to escrevem:

“A II Semana Mundial da Segurança Rodoviária promovida pelas Nações Unidas tem lugar este ano entre os dias 6 a 12 de maio e é dedicada à Segurança dos Peões. Um quarto das vítimas de sinistralidade rodoviária são peões. Esta iniciativa mundial pretende chamar a atenção para a necessidade urgente de melhorar as condições de segurança dos peões, promovendo as ações e medidas necessárias para tal e, por esse meio, contribuir ainda para o cumprimento do objetivo da Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2011-2020, de salvar 5 milhões de vidas.

Em Portugal, morrem ou ficam gravemente feridos mais de 600 peões por ano, o que coloca o nosso país numa das piores posições em termos europeus. Assim, consideramos que se devem unir esforços e promover, durante esta Semana Mundial, ações de sensibilização, educação e prevenção centradas especialmente na valorização do estatuto do peão e na melhoria das suas condições de segurança nas ruas e estradas portuguesas.”       


Em Guimarães, a única referência que encontrei relacionada com Segurança dos Peões foi a notícia de um Septuagenário atropelado na Av. S. Gonçalo, e fui invadido por uma enorme interrogação: Como vai a Segurança dos Peões no nosso concelho?

Por muito que procure não encontro respostas, apenas mais interrogações:

  • Onde estão disponíveis os dados estatísticos sobre sinistralidade em Guimarães?
  • Existe coordenação entre as entidades intervenientes na fiscalização? Quem a faz?
  • Existe algum programa ou estratégia para melhorar a Segurança dos Peões?

Receio que a Segurança dos Peões em Guimarães, à imagem de outras componentes da Mobilidade, esteja em AUTOGESTÃO, sendo que o “auto” não se refere a “por si próprio” mas a “automóvel”.


FAVOR DIVULGAR NAS ESCOLAS

Concurso de Fotografia «Somos Todos Peões»

A inscrição decorre até 31 de maio de 2013 e destina-se aos alunos dos ensinos básico e secundário.

Tem como propósito sensibilizar a população escolar e a comunidade, em geral, para a problemática da mobilidade, segurança e sinistralidade, através da observação do ambiente rodoviário das zonas envolventes às escolas e do registo de situações do quotidiano, com especial enfoque no peão, numa perspetiva de educação para a cidadania.


Outras ligações relacionadas:

Folheto “Somos Todos Peões” – (para o público infanto-juvenil)

Marcador de Livro “Somos Todos Peões” (para o público jovem/adulto)

Iniciativa de Cidadania Europeia “30kmh – dando vida às ruas!”

Manual de Boas Práticas sobre Segurança dos Peões – (para decisores políticos)

José Cunha

A Mobilidade na Assembleia Municipal

Faz um ano neste 27 de abril que manifestei na Assembleia Municipal de Guimarães algumas preocupações relacionadas com a Mobilidade. Nessa intervenção, dirigida a todos os cinco grupos lá representados, foram colocadas questões, que apesar de muita  insistência, nunca foram merecedoras de resposta. Todos os cinco partidos ignoraram um municipe que foi à “casa” deles solicitar informações. No entanto, são esses partidos, que agora em ano de eleições fazem apelos à participação dos cidadãos, e se dizem disponiveis a escutar a população. A DEMOCRACIA NÃO PODE SER SÓ DE 4 EM 4 ANOS!

Vamos a votos? boletim de voto

 

 

 

Partilho a intervenção. 


Boa noite a todos.

O meu nome é José Cunha, e venho falar sobre mobilidade em Guimarães.

Não sou político. Sou movido por convicções, que acredito contribuírem para um futuro sustentável.

Estou aqui porque é minha convicção de que há muito por onde melhorar a mobilidade em Guimarães, e que esta assembleia, sendo o órgão deliberativo do Município, e responsável por fiscalizar a atividade da Câmara Municipal, tem muita responsabilidade pela atual situação.

1. Fiscalização de estacionamentos

Para enquadramento vou citar um documento sobre políticas de estacionamento elaborado em março de 2011 pelo IMTT – Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres.

Capturar (2)

Se o estacionamento é uma componente fundamental de qualquer politica de mobilidade, sem fiscalização, vale de pouco.

Em dezembro, o Sr Presidente da CMG em declarações à Rádio Santiago, disse:

“A gente vai ter de cumprir o que a lei determina, e a lei determina que ali não se pode parar, em cima dos passeios não se pode parar, nas passadeiras não se pode parar, ou não se pode estacionar, e isto vai ter que ter outro estatuto e outra dimensão, porque não é uma cidade qualquer.”

A lei determina isso tudo há muito tempo. E eu, apesar de não o ter prometido, de não ter sido eleito ou pago para isso, tenho dado a cara para acabar com a “bagunça”, e ando faz ano e meio a perguntar à CMG, o que esta assembleia como órgão fiscalizador, tem obrigação de perguntar:

O que é que a CMG está a fazer para acabar com a “bagunça” em dias de futebol?

Mas o problema não é só nos dias de futebol. A “bagunça” é diária, e está documentada.

Pergunto: Srs. Deputados, o que já fizeram ou tencionam fazer para que a CMG cumpra o seu dever de fiscalização de modo a garantir a mobilidade e segurança dos peões?

Ou acham que a atual situação é aceitável?

2. Infraestruturas de estacionamento

Diz o IMTT: IMTT Guia para a Elaboração de Plano Mobilidade e Transportes

Apesar das declarações do Sr. Presidente da Câmara, que diz: “não nos falta aparcamento, falta-nos civismo”, (concordo totalmente), existem ações e intenções que contrariam essas afirmações, e manifestam cedência à pressão da procura de estacionamento: o tal modelo insustentável de um paradigma ultrapassado.

Não nos falta aparcamento, falta-nos civismo”, mas em Couros, entubaram um curso de água e impermeabilizaram zonas verdes ribeirinhas para criar um parque de estacionamento. Uma aberração urbanística, e mais uma oportunidade perdida.

Não nos falta aparcamento, falta-nos civismo”, mas nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2012 está contemplada uma verba de 1 milhão de euros para (e cito) “procurar aumentar exponencialmente a capacidade de estacionamento na envolvente do Toural.”

Não consigo discernir coerência ou estratégia nas palavras e ações sobre a mobilidade em Guimarães, e pergunto:

Qual a política de estacionamento para a cidade?

Os lugares disponíveis vão aumentar, diminuir ou manter?

Vamos investir milhões com base em quê? Perceções? Reivindicações?

Existe algum estudo sobre estacionamentos em Guimarães?

Que capacidade de oferta temos? São necessários mais lugares?

Srs. Deputados, sabem as respostas a estas perguntas, ou acham que não cabe a esta assembleia obter esta informação?

3. Regulamento de Acesso ao Centro Histórico de Guimarães

Foi com um sentimento de profunda deceção que assisti na última Assembleia Municipal à aprovação por unanimidade do Regulamento de Acesso ao Centro Histórico de Guimarães.

Uma oportunidade perdida para exibir na montra que é a Capital Europeia da Cultura, que Guimarães respeita o seu património e privilegia os cidadãos, e não os automóveis.

No preâmbulo desse regulamento pode-se ler:

Pretende-se nesta medida proteger e melhorar as condições de fruição e preservação do Centro Histórico intramuros, reduzindo o impacto negativo, estético e ambiental, da circulação automóvel e potenciando a mobilidade pedonal, designadamente dos visitantes”.

Pergunto:

Algum dos Srs. Deputados acredita, que condicionar o acesso entre as nove e meia da noite e as sete da manhã, contribui significativamente para cumprir os objetivos pretendidos?

Sabem, ou tentaram saber, se foi feito algum estudo?

Quantos carros passam no CH por dia?

Quantos carros passam no CH ente as 21:30 e as 7:00?

Sabem, ou tentaram saber, qual a redução de trafego prevista? Qual o impacto da medida?

Pergunto:

Os Srs. Deputados estão de posse dessa informação, ou votaram SIM às escuras, numa ação concertada de falta de coragem politica?

Concluindo

Em minha opinião, a CMG tem vindo a delinear políticas e a implementar ações de mobilidade, sem qualquer discussão pública, sem estratégia aparente, de forma desarticulada e avulsa na ansia de obter comparticipações comunitárias, sem estudos conhecidos que as sustentem, e para satisfazer reivindicações ou calar protestos.

Guimarães precisa de um Plano de Mobilidade e Transportes amplamente participado e discutido.

As medidas que se impõem para uma mobilidade sustentável não são populares, mas são indispensáveis ao bem-estar da população, e das gerações futuras.

Lembrem-se que não foram eleitos para agradar aos eleitores, mas sim para salvaguardar os interesses municipais. Haja coragem.

Obrigado pela atenção.

Park(ing) Day – Fotos

O Guimarães a Pedalar, que para além da AVE é composto pela ACM, Desincoop e ERDAL, para celebrar a Semana Europeia da Mobilidade, decidiu aderir a uma iniciativa chamada Park(ing) Day.

A missão do Park(ing) Day é chamar a atenção para a necessidade de mais espaço urbano livre, e gerar debate crítico em torno de como o espaço público é criado e utilizado, por forma a melhorar a qualidade de vida urbana.

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