Comunicado – Destruição de área REN em Guimarães

A propósito da destruição de uma área REN em Infantas, partilhamos comunicado que foi divulgado junto da comunicação social, e mail enviado Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional.

Comunicado

Destruição de Área de Reserva Ecológica Nacional no Concelho de Guimarães

A AVE – Associação Vimaranense Para a Ecologia – vem manifestar publicamente a sua preocupação com as agressões ao meio ambiente que estão a acontecer, desde o início de junho, nas imediações da Rua de Camões, freguesia de Infantas, concelho de Guimarães. Uma intervenção com maquinaria pesada provocou a destruição da cobertura vegetal existente, a alteração do relevo natural e a destruição de linhas de água, numa área aproximada de 3 hectares e classificada como Reserva Ecológica Nacional. Convém referir que a zona em causa tem um forte declive e que a destruição da vegetação poderá causar grandes danos a jusante em caso de chuva forte. Esta intervenção foi feita sem qualquer licença ou autorização, pelo que a AVE considera que estão a ser ultrapassados os limites estabelecidos por lei, causando graves danos ao meio ambiente numa zona de reconhecida vulnerabilidade a movimentos de vertente (deslizamentos).

Foi neste contexto que a AVE decidiu enviar à Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (REN) uma denúncia, questionando a legalidade da intervenção e sublinhando a fragilidade, assim como a suscetibilidade geomorfológica da zona em causa.

Esperamos que a divulgação desta situação, também via comunicação social, possa chamar a atenção para a gravidade desta operação e suspender as ações em curso, esperando que se possam encontrar soluções de intervenção adequadas e que visem a melhoria do ambiente na sua globalidade.

Guimarães, 28 de junho de 2014

Mail enviado à Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional

Ex.mo/a Senhor/a

Presidente da Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional,

 A AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia, Pessoa Coletiva n.º 509826830, com sede na Rua do Mercado Municipal, Edifício do Mercado Municipal, Loja 23T, 4835-065 Guimarães, registada como Organização Não Governamental de Ambiente sob o n.º 185/L, vem por este meio apresentar a seguinte denúncia, ao abrigo do Art.º 10.º da Lei n.º 35/98 de 18 de julho:

Nas imediações da Rua de Camões, freguesia de Infantas, concelho de Guimarães, com coordenadas aproximadas 41.427898, -8.253762, estão a ser efetuadas, desde o início do corrente mês de junho, as seguintes acções:

  • destruição da cobertura vegetal existente, nomeadamente cobertura florestal com carvalhos, castanheiros, cerejeiras bravas e um núcleo de amieiros;
  • alteração do relevo natural com recurso a maquinaria pesada, com armação do tereno em socalcos, deixando em situação instável os afloramentos graníticos existentes (penedos) por descalçamento;
  • destruição de linhas de água, devida à alteração do leito, destruição da vegetação ribeirinha e compactação do solo adjacente.

Estas operações afetam uma área estimada em mais de 3 hectares, com declive superior a 30%, classificada como Reserva Ecológica Nacional pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 127/96, de 22 de agosto, abrangendo Áreas com Risco de Erosão e Cabeceiras de Linhas de Água.

Embora tudo leve a crer que o objetivo das operações descritas seja a plantação de eucaliptos, saliente-se que, de acordo com indicação do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, não deu entrada nenhum pedido de arborização ou rearborização para a freguesia de Infantas, concelho de Guimarães.

Informamos ainda que, segundo um estudo apresentado à Universidade do Porto, a área em questão apresenta suscetibilidade geomorfológica a movimentos de vertente forte a muito forte (cf. Bateira, C.V.M. 2001. Suscetibilidade geomorfológica a movimentos de vertente, em unidades e elementos territoriais na área de Guimarães. In: Movimentos de vertente no NW de Portugal, susceptibilidade geomorfológica e sistemas de informação geográfica, FLUP, Porto, pp. 389-399, disponível em

http://web.letras.up.pt/dynat/PDF/Tese_Carlos_Bateira.pdf).

Remetemos em anexo localização da área e fotos da intervenção em curso.

Em face do exposto, requeremos a verificação do cumprimento do regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional (RJREN) no local indicado, com imediata suspensão das operações em curso e a obrigação de reposição das condições do terreno anteriores a esta operação.

Pede-se deferimento.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente da Direção da AVE,

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Convocatória Assembleia Geral

Caros/as associados/as,

Junto se anexa a convocatória da próxima Assembleia Geral da AVE, que terá lugar na sede das juntas de freguesia da cidade (Alameda S. Dâmaso, edifício S. Francisco Centro, loja 65, Guimarães), no próximo dia 7-02-2014, sexta-feira, pelas 21:00.

Ordem de trabalhos:

  1. Leitura e votação da ata da anterior Assembleia Geral
  2. Informações da Direção
  3. Aprovação lista novos Associados Efetivos de Pleno Direito
  4. Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades e Contas de 2013
  5. Apresentação, discussão e votação do Plano de Atividades e Orçamento para 2014
  6. Proposta de quotizações para 2014
  7. Outros assuntos de interesse para a Associação.

Aproveitamos para relembrar que, de acordo com os estatutos da AVE (Art.º 7.º e Art.º 8.º), só os associados com quotização em dia têm direito a voto. Basta, para tal, que a quota de 2013 tenha sido paga.

Ficamos ao dispor para qualquer esclarecimento. Contamos com a vossa presença!

A direção da AVE

Convocatória Assembleia Geral

Manifesto em defesa da Horta Pedagógica e Social de Guimarães

Partilhamos neste espaço o Manifesto em defesa da Horta Pedagógica e Social de Guimarães, que remetemos à Câmara Municipal e divulgamos junto da comunicação social.

HPS

MANIFESTO EM DEFESA DA HORTA PEDAGÓGICA E SOCIAL DE GUIMARÃES

1. Fundamentação

A Horta Pedagógica e Social (HPS) de Guimarães é um projeto de importância ambiental e social no qual a AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia participa como utilizador desde 2011, cultivando um talhão com a colaboração dos seus associados. É justo reconhecermos a importância da HPS na melhoria da qualidade de vida urbana, através da realização de atividades hortícolas e do contacto com ciclos naturais. No entanto, temos constatado que alguns constrangimentos impedem presentemente a plena realização das finalidades da HPS, entre os quais os seguintes:

O conjunto de atividades de educação ambiental previsto para a HPS não está a ser realizado, no que respeita ao funcionamento de “um espaço dedicado à compostagem”, à disponibilização de “diversos serviços” e à promoção de “múltiplas iniciativas, nomeadamente para festejar datas comemorativas do calendário rural/ambiental” (cf. Preâmbulo do Regulamento n.º 325/2008, publicado no D. R. n.º 119, 2.ª série, de23 de Junho de 2008, adiante designado Regulamento da HPS).

A finalidade de “sensibilizar/educar a população para o respeito pela natureza e pela defesa do ambiente” (Art.º 2.º, n.º 1 b do Regulamento da HPS) não está a ser promovida, encontrando-se as atividades pedagógicas e lúdicas reduzidas a um concurso anual de espantalhos. Não existe atualmente programação regular de atividades, ao contrário do previsto no Art.º 7.º do Regulamento da HPS.

Algumas situações graves necessitam intervenção dos gestores da HPS, como seja a utilização indiscriminada de fitofármacos e de fertilizantes por muitos utilizadores, que deveria ser “sujeita à apreciação prévia por parte dos técnicos dos Serviços da Câmara Municipal” (n.º 3 do Art.º 13.º do Regulamento da HPS).

Atendendo a estes aspetos, propomos que sejam tomadas medidas adequadas para que a HPS se aproxime dos seus objetivos iniciais, promovendo atividades de formação e sensibilização para boas práticas hortícolas, em respeito pelo meio ambiente. Apresentamos em seguida um conjunto de propostas que poderão contribuir para tal.

2. Propostas de intervenção

2.1. Reativar a vertente pedagógica da HPS

Promover ações regulares de sensibilização e de formação dos utilizadores da HPS para as boas práticas hortícolas, em particular as que são utilizadas em agricultura biológica e em permacultura.

2.2. Realizar ações de trocas de sementes

Promover workshops de recolha e troca de sementes entre os utilizadores da HPS, favorecendo a preservação das variedades tradicionais de plantas hortícolas.

2.3. Reduzir o uso de pesticidas

Promover ações de sensibilização dos utilizadores para os riscos do uso de pesticidas e de outros produtos fitofarmacêuticos, acompanhadas de medidas dissuasoras do seu uso na HPS.

2.4. Realizar novas análises de solo e análises foliares

Efetuar novas análises de solo em todo o espaço da HPS, em diferentes épocas do ano, acompanhadas de análises foliares de culturas, para avaliar a necessidade de correção e fertilização do solo. Monitorizar eventuais riscos decorrentes da poluição atmosférica devida à intensa circulação automóvel na periferia da HPS e à eventual mobilização de metais pesados existentes no solo.

2.5. Melhorar o abastecimento de água de rega

Para corrigir a falta de água para rega durante o verão, nos períodos críticos de calor e seca, pondo em causa a produção hortícola estival, propomos a instalação de um depósito de água na parte superior da HPS, assim como o aproveitamento e armazenamento de águas pluviais para esta finalidade.

2.6. Instalar uma unidade de compostagem

Os compostores atualmente instalados na HPS funcionam como caixotes de lixo, sem adequado aproveitamento do material orgânico neles depositado. É da maior importância criar na HPS uma unidade de compostagem de resíduos orgânicos, comum a todos os utilizadores, para formação de composto a utilizar no enriquecimento do solo. A instalação de um triturador junto a esta unidade é igualmente necessária para permitir a incorporação do material fibroso de maiores dimensões e reduzir os desperdícios.

2.7. Vigilância contra roubo e vandalismo

É necessário dotar a HPS de um sistema de vigilância adequada, que dissuada a ocorrência de roubos de alfaias e colheitas, como se tem verificado com frequência, e impeça eventuais atos de vandalismo.

2.8. Utilização dos painéis informativos

Verifica-se que os painéis informativos instalados na HPS estão normalmente vazios, sendo necessário dar-lhes o devido uso para veicular informação sobre regras de utilização da HPS, sugestões de boas práticas agrícolas e a agenda de atividades.

2.9. Melhoria dos acessos pedonais e cicláveis

É urgente melhorar os acessos pedonais existentes e criar novos acessos à HPS, com condições de segurança e de estado do piso que incentivem a deslocação dos utilizadores a pé ou de bicicleta. Os percursos de acesso à cidade, quer pela Cruz de Pedra (caminho da Barroca), quer pela igreja de Creixomil, encontram-se atualmente em muito mau estado de conservação, necessitando uma requalificação urgente.

2.10. Reabilitação fluvial do Selhinho

O curso de água que atravessa a HPS, conhecido por Selhinho, apresenta-se num estado confrangedor, quer do ponto de vista da qualidade da água fluvial, quer da estabilidade e conservação das margens. É necessário promover a reabilitação deste troço do curso de água, de modo as suas funções ecológicas e de amenidade ambiental sejam recuperadas.

3. Resultados esperados

Esperamos que a concretização destas propostas possa melhorar as condições de utilização da HPS e aproximá-la do seu desígnio inicial. O Ano Internacional da Agricultura Familiar que se celebra em 2014 pode ser uma oportunidade para relançar a HPS, com a participação e colaboração dos utilizadores e gestores deste espaço.

A direção

Convocatória Assembleia Geral Extraordinária – 23 novembro

Caros/as associados/as,

Para que se possa proceder à alteração da morada da associação, bem como para ajustar alguns pormenores nos estatutos, iremos realizar uma Assembleia Geral Extraordinária conforme convocatória anexa.

Ficamos ao dispor para qualquer esclarecimento. Contamos com a vossa presença!

A direção

Convocatória

Convocatória em PDF