Caminhada pelos Rios de Jugueiros e Sendim

Depois de um temporal que elevou o caudal dos rios a níveis incomuns, tivemos o privilégio de um pouco de sol nos dias que antecederam a Caminhada pelos Rios de Jugueiros e Sendim, culminando num agradável dia de quase-primavera, que nos permitiu desfrutar do passeio em excelentes condições.

Esta caminhada teve como objetivo dar a conhecer os vários cursos de água que atravessam o vale fértil de Jugueiros e Sendim, em Felgueiras, onde desde há seculos o Homem tem tirado partido da água como força motriz e fonte de irrigação, criando um complexo sistema de levadas, moínhos, e mais recentemente canais e centrais de produção de energia elétrica. Os rios Vizela, Ferro e Bugio, que confluem em Jugueiros, são uma fonte de prosperidade para as povoações, mas também desenham na paisagem quadros de rara beleza.

Baseando-nos parcialmente no trajeto de uma Pequena Rota ainda em fase de projeto pela Câmara Municipal de Felgueiras, iniciámos a caminhada em direção a Travassós, atravessando o rio Ferro pela sua ponte medieval. Seguimos depois pelo monte de São Salvador acima, acompanhados pela passagem ocasional de ciclistas que participavam numa prova de BTT. Chegámos a temer pela segurança da caminhada, pois iriam passar por nós algumas centenas de ciclistas. Felizmente, os nossos percursos rapidamente divergiram e pudemos descer calmamente em direção a Lourido e a Barrias, onde estivemos um bom momento a apreciar a bela cascata e o cenário das ruínas de moínhos e levadas. Sem possibilidade de subir a Corvete pelo leito do rio, que apresentava um caudal ainda bastante forte, tivemos de retomar o caminho do monte. Tínhamos novamente a companhia dos ciclistas, agora de frente, mas eram os últimos do pelotão e poucas centenas de metros depois passou por nós o vassoura. Estávamos agora em pleno sossego! Após uma agradável pausa para almoço por entre a vegetação de uma quinta abandonada, retomámos o percurso, agora mais rural, até à aldeia de Corvete, onde parámos para uma fotografia de grupo.

Os participantes enfrentaram depois a maior dificuldade da caminhada, com a longa subida até Codeçais. Lá cima, voltou o ânimo, com a perspetiva do restante percurso ser praticamente todo a descer. Após um curto descanso na Igreja Matriz de Sendim, visitámos do exterior a ainda em obras Villa Romana, que se espera ser re-aberta durante este ano. Seguimos depois para Gondim, onde encontrámos finalmente um café para repor energias. Pouco depois, voltávamos ao contacto com o rio Bugio, tendo seguido pelas suas belas margens, no lugar de Escavanca. A caminhada terminou com a chegada à Igreja de Nossa Senhora da Paz, novamente em Jugueiros. Apesar do desgaste físico visível em todos participantes, depois de 7 horas e 15 km de subidas e descidas ao longo do vale, valeu a pena o esforço, pelo património ambiental e edificado que foi possível conhecer, aqui tão perto de nós!

Consulte o álbum fotográfico completo aqui e a rota da caminhada aqui.

Caminhar em Guimarães – Montes de S. Torcato & Camélias

Montes de S. Torcato & Camélias foi a proposta do Caminhar em Guimarães do passado dia 22. Num percurso circular com início junto ao Vivapark, percorremos 6 kms entre vales e montes, com passagem por Vilar (local arqueológico) e dois marcos geodésicos com vistas deslumbrantes. A parte da tarde foi dedicada às camélias no Park Flavius onde podemos contemplar uma imensa variedade de camélias e ouvir as explicações do seu produtor, o Sr. António Assunção.

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Fotos de Luís Gonçalves

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Caminhar em Guimarães – Ligação ao Avepark

No passado dia 25 de janeiro realizamos mais um percurso do Caminhar em Guimarães.

Na companhia de cerca de oitenta pessoas, percorremos alguns dos locais onde está prevista a passagem do novo acesso ao Avepark, alertando assim para a perda ambiental que pode ocorrer, e para a necessária discussão do interesse público do projeto.

Houve ainda tempo para conhecer a Igreja Velha de Santa Maria de Corvite, classificada desde 2012 como Monumento de Interesse Público, mas que evidencia sinais de abandono e degradação. Mais informação neste link.

Agradecemos a todos pela participação e apoio, e em especial ao grupo da Salta Fronteiras (ONGA de Felgueiras) e à Quercus de Braga.

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Fotos de Luís Gonçalves

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