Atelier: Líquenes à Moda do Norte

Os Líquenes à  Moda do Norte estiveram no Laboratório da Paisagem, onde um grupo de três dezenas se deixou contagiar pela forma vibrante e apaixonada como a sua promotora Joana Marques nos deu a conhecer um pouco do mundo desses seres.

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Para mais informações sobre o projeto:

Motivação
As florestas de chuva de climas temperados são um tipo relativamente raro de floresta ocupando cerca de 1% da superfície terrestre e em forte regressão em todo o mundo, com importantes áreas de distribuição no Reino Unido e Escandinávia, e manchas residuais no NO de França e N da Peninsula Ibérica. Estas florestas são normalmente ricas em líquenes raros, cuja ocorrência e distribuição em Portugal é ainda praticamente desconhecida. Para acelerar o processo de recolha desta informação, é necessário reunir o esforço de liquenólogos e “cidadãos cientistas” (alunos, professores, técnicos de autarquias e áreas protegidas, e público em geral), devidamente formados no reconhecimento das espécies alvo, com vista à publicação conjunta em revistas da especialidade e à participação nas VI Jornadas da Sociedade Espanhola de Liquenologia a decorrer em Setembro de 2014 no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Uma vez reunidos, estes dados deverão constituir uma importante contribuição para a elaboração da primeira Lista Vermelha dos Líquenes da Península Ibérica.

REFORMA DA FISCALIDADE VERDE

fiscalidade

O anteprojeto para a reforma da Fiscalidade Verde está em consulta pública até 15 de agosto. Os interessados podem consultar o processo e enviar sugestões através deste link.

Das propostas de revisão apresentadas pela comissão, existe uma que a ser aprovada será uma boa notícia para a AVE e todas as outras ONGA`s, e que consiste na possibilidade de consignação do IRS a estas organizações.

fiscalidade verde

 

CONGRESSO MUNDIAL DE HISTÓRIA DO AMBIENTE EM GUIMARÃES: QUAL O LEGADO DESTE EVENTO?

WCEH - flyerRealizou-se, nos passados dias 8 a 12 de julho, um evento científico que reuniu em Guimarães cerca de 600 investigadores em história do ambiente[1], oriundos, literalmente, dos quatro cantos do mundo. Não tenho memória de um evento internacional com esta envergadura, acolhido neste caso pela Universidade do Minho, tendo ocupado em pleno a zona de Couros e deixado durante alguns dias uma marca exótica na paisagem urbana. Foi um tempo intenso de partilha e discussão, com quase 500 apresentações dos mais variados temas da história do ambiente[2], em várias sessões simultâneas, abordando o clima e a meteorologia, o mar e a pesca, a erosão costeira, a paisagem e as transformações do território, até aos recursos hídricos e aos ecossistemas fluviais, à floresta e à introdução de espécies exóticas, à avifauna, à mineração e às ferrovias, se nos cingirmos aos casos relativos a Portugal. Esta pluralidade exprime bem o caráter abrangente e interdisciplinar desta área científica, dedicada, em última análise, à interação entre a sociedade e o ambiente na longa duração.

Entre a multiplicidade de trabalhos apresentados, incluem-se dois realizados na nossa região: um de caráter paleoambiental, sobre o impacto humano na serra da Cabreira durante o Holoceno[3], e um outro dedicado à relação entre a indústria e o ambiente na bacia hidrográfica do Ave[4]. Há muito por fazer no que respeita ao desenvolvimento da história do ambiente à escala regional e nacional, pelo que foi proposta, durante o congresso, a criação de uma rede portuguesa de história ambiental e humanidades. Esta rede pretende constituir grupos de investigação transversais, mobilizados em torno de uma questão central: como definir estratégias e prospetivas ambientais quando se conhecem mal os processos do passado? [5] A criação desta rede será, porventura, o melhor legado que este congresso poderá deixar entre nós, reduzindo a distância que, neste campo, nos separa ainda do resto do mundo. Uma associação de defesa do ambiente, como a AVE, não poderia deixar de desejar as maiores venturas a esta iniciativa.

Manuel M. Fernandes

[1] Second World Congress of Environmental History Environmental History in the Making: http://www.wceh2014.ecum.uminho.pt
[2] Livro de resumos disponível em: http://www.ecum.uminho.pt/arquivoFW/Documentos/2014/WCEH-FINAL-Abstract-Book.pdf
[3] Late Holocene Human Impact on the Landscape in the Cabreira Mountain and Upper Terva Valley, Northern Portugal, por Carla Ferreira, Gill Plunkett e Luis Fontes (resumo A318)
[4] An Adversarial Relationship: Industry and Environment in the River Ave Basin, por José M. Lopes Cordeiro e Francisco Silva Costa (resumo A455)
[5] In Carta dirigida aos participantes portugueses do congresso, por Inês Amorim, Arnaldo de Sousa Melo e Cristina Joanaz de Melo, em 4-06-2014.

Newsletter – Julho 2014

1. EDITORIAL 2. NOSSA AGENDA
3. OUTRAS AGENDAS 4. RESCALDO MÊS PASSADO
5. AMBIENTE EM NOTICIAS 6. LIGAÇÃO DO MÊS


1. EDITORIAL

Como tem sido habitual, com a chegada do verão as atividades da AVE abrandam de ritmo, mas neste mês de julho ainda teremos algumas atividades que esperamos sejam do vosso interesse.

Saudações ecológicas,

A Direção

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2. NOSSA AGENDA

11 julho – 18:00 Forum FNAC – Tertúlia Que se passa em Couros?

12 julho – 10:00 S. Torcato – Caminhada “Pelos trilhos da Agricultura Familiar”

22 julho – Líquenes à moda do Norte

25 julho – Massa Critica – 18:30 Largo da Oliveira

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3. OUTRAS AGENDAS

7 a 10 de julho – Cidade + – Cidadania, Ambiente e Sustentabilidade – Link evento

12 julho – Mercadinho – Encontro mensal de produtos naturais

16 julho – 2020 Challanges – Fibras nas Cidades Sustentáveis – link evento

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4. RESCALDO MÊS PASSADO

1 junho – Dias Cheios de Ideias – Oficina de Aromáticas

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7 junho – Caminhar em Guimarães – Caldelas

Foto grupo Caldelas

21 junho – A Ave o Solstício e a Bicicleta

solsticio

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5. AMBIENTE EM NOTICIAS

Capital Eslovena Ljubljana nomeada Capital Verde Europeia 2016

Município da Europa com mais moinhos é português

Bicicletas gratuitas de Aveiro vão ter vida nova

Faro vai ter primeiro autocarro 100% elétrico do país

Universidade do Minho constrói paredes sustentáveis “revolucionárias”

Novos parques de estacionamento aumentam trânsito das cidades

Espinho: quatro padarias oferecem 10% de desconto a quem trouxer um saco de pano

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6. LIGAÇÃO DO MÊS – MARIA BICICLETA

Maria bicicleta

“MARIA BICICLETA é um trabalho documental baseado no testemunho de 20 mulheres que utilizam a bicicleta no seu dia-a-dia e desenvolvido ao longo de 20 semanas. Neste projecto explora-se e revela-se o lado feminino da bicicleta como algo natural, emocional e, de certa forma, espiritual. “

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Comunicado – Destruição de área REN em Guimarães

A propósito da destruição de uma área REN em Infantas, partilhamos comunicado que foi divulgado junto da comunicação social, e mail enviado Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional.

Comunicado

Destruição de Área de Reserva Ecológica Nacional no Concelho de Guimarães

A AVE – Associação Vimaranense Para a Ecologia – vem manifestar publicamente a sua preocupação com as agressões ao meio ambiente que estão a acontecer, desde o início de junho, nas imediações da Rua de Camões, freguesia de Infantas, concelho de Guimarães. Uma intervenção com maquinaria pesada provocou a destruição da cobertura vegetal existente, a alteração do relevo natural e a destruição de linhas de água, numa área aproximada de 3 hectares e classificada como Reserva Ecológica Nacional. Convém referir que a zona em causa tem um forte declive e que a destruição da vegetação poderá causar grandes danos a jusante em caso de chuva forte. Esta intervenção foi feita sem qualquer licença ou autorização, pelo que a AVE considera que estão a ser ultrapassados os limites estabelecidos por lei, causando graves danos ao meio ambiente numa zona de reconhecida vulnerabilidade a movimentos de vertente (deslizamentos).

Foi neste contexto que a AVE decidiu enviar à Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (REN) uma denúncia, questionando a legalidade da intervenção e sublinhando a fragilidade, assim como a suscetibilidade geomorfológica da zona em causa.

Esperamos que a divulgação desta situação, também via comunicação social, possa chamar a atenção para a gravidade desta operação e suspender as ações em curso, esperando que se possam encontrar soluções de intervenção adequadas e que visem a melhoria do ambiente na sua globalidade.

Guimarães, 28 de junho de 2014

Mail enviado à Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional

Ex.mo/a Senhor/a

Presidente da Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional,

 A AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia, Pessoa Coletiva n.º 509826830, com sede na Rua do Mercado Municipal, Edifício do Mercado Municipal, Loja 23T, 4835-065 Guimarães, registada como Organização Não Governamental de Ambiente sob o n.º 185/L, vem por este meio apresentar a seguinte denúncia, ao abrigo do Art.º 10.º da Lei n.º 35/98 de 18 de julho:

Nas imediações da Rua de Camões, freguesia de Infantas, concelho de Guimarães, com coordenadas aproximadas 41.427898, -8.253762, estão a ser efetuadas, desde o início do corrente mês de junho, as seguintes acções:

  • destruição da cobertura vegetal existente, nomeadamente cobertura florestal com carvalhos, castanheiros, cerejeiras bravas e um núcleo de amieiros;
  • alteração do relevo natural com recurso a maquinaria pesada, com armação do tereno em socalcos, deixando em situação instável os afloramentos graníticos existentes (penedos) por descalçamento;
  • destruição de linhas de água, devida à alteração do leito, destruição da vegetação ribeirinha e compactação do solo adjacente.

Estas operações afetam uma área estimada em mais de 3 hectares, com declive superior a 30%, classificada como Reserva Ecológica Nacional pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 127/96, de 22 de agosto, abrangendo Áreas com Risco de Erosão e Cabeceiras de Linhas de Água.

Embora tudo leve a crer que o objetivo das operações descritas seja a plantação de eucaliptos, saliente-se que, de acordo com indicação do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, não deu entrada nenhum pedido de arborização ou rearborização para a freguesia de Infantas, concelho de Guimarães.

Informamos ainda que, segundo um estudo apresentado à Universidade do Porto, a área em questão apresenta suscetibilidade geomorfológica a movimentos de vertente forte a muito forte (cf. Bateira, C.V.M. 2001. Suscetibilidade geomorfológica a movimentos de vertente, em unidades e elementos territoriais na área de Guimarães. In: Movimentos de vertente no NW de Portugal, susceptibilidade geomorfológica e sistemas de informação geográfica, FLUP, Porto, pp. 389-399, disponível em

http://web.letras.up.pt/dynat/PDF/Tese_Carlos_Bateira.pdf).

Remetemos em anexo localização da área e fotos da intervenção em curso.

Em face do exposto, requeremos a verificação do cumprimento do regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional (RJREN) no local indicado, com imediata suspensão das operações em curso e a obrigação de reposição das condições do terreno anteriores a esta operação.

Pede-se deferimento.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente da Direção da AVE,

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