Chapim Carvoeiro

Na caminhada do passado 26 de março, em Vizela, inaugurámos uma nova edição da AVE, com o objetivo de divulgar a flora e fauna que pode ser observada durante os nossos percursos pedestres. Acreditamos que quanto mais conhecermos a natureza mais nos maravilhamos com ela e mais a amamos e procuramos proteger. Para o Trilho de São Bento, começámos com o chapim carvoeiro, uma pequena ave muito comum nos nossos jardins e que, devido ao seu pequeno tamanho, já nos passou muitas vezes à frente sem darmos por isso. Descarregue o folheto original ou consulte abaixo toda a informação sobre a nossa estrela de março.

O B.I. do Chapim Carvoeiro

chapim-carvoeiroTamanho pequeno, entre 10 e 13 cm. Insetívoras, embora no inverno também consumam sementes. Muito acrobáticas, passam a maior parte do tempo no arvoredo. Muitas vezes, observam-se empoleiradas nos pequenos ramos, a alimentar-se de cabeça para baixo. Sobretudo residentes e nidificam em cavidades. Distingue-se dos outros chapins por ter a cabeça preta com uma grande mancha branca nas faces e uma mancha branca na nuca. As partes inferiores do corpo são de um tom acinzentado e as asas têm uma tonalidade olivácea. Quando agitado, pode levantar uma pequena poupa, semelhante a um espigão minúsculo, na parte posterior da coroa. É muito comum observá-lo em pequenos grupos no topo das árvores nos nossos jardins a alimentar-se dos pulgões aí existentes. São por isso considerados auxiliares na agricultura pois ajudam a controlar os ataques dessas pragas das fruteiras e de outras culturas.

Para mais informações visualize o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=Yf_xRx9K6uQ


Os chapins carvoeiros podem ser atraídos até aos nossos jardins através da colocação de caixas ninho e de alimentadores, que diariamente serão abastecidos de misturas de sementes e frutos secos. Apresentamos abaixo uma dica para a confeção de um bolo para aves.

Receita de bolos para aves

  • Misturar amendoins, sementes de girassol, milho painço, flocos de aveia, passas, migalhas de pão ou bolo e bocadinhos muito pequenos de carne cozinhada com banha derretida.
  • Deixar arrefecer um pouco a mistura e deitá-la dentro de pequenos recipientes, cascas de coco ou embalagens de iogurte vazias, nas quais se fixou previamente no fundo um gancho ou um fio para os pendurar em posição invertida.
  • Os alimentadores devem ser colocados num local onde os predadores não cheguem e que permita uma fácil observação das aves.

A composição dos textos esteve a cargo de Paulo Gomes e o grafismo do folheto PDF foi da responsabilidade de Luís Gonçalves.

O PERIGO NUCLEAR

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26 de abril de 1986.  Aqui em Portugal, tal como no resto do mundo, só tivemos a confirmação do acidente semanas depois…

A informação, tal como a radiação libertada pelo reator 4 da central de Chernobyl, era invisível e só quando, para espanto do mundo, Gorbachev anunciou  que a “energia nuclear estava fora de controlo”, nos apercebemos que não era necessária uma guerra, para que a Europa ficasse contaminada pela radiação nuclear.

Porque a radiação não respeita nem fronteiras, nem planos de prevenção,  o blogue deste mês de Abril  é dedicado ao perigo nuclear.

Todos os meses, o nosso blogue irá dedicar-se a outros temas cuja atualidade mereça discussão e reflexão.

Dia da árvore – que sejam todos os dias

Apollo and Daphne
Apolo e Dafne, Piero del Pollaioloóleo sobre madeira, c. 1470-80, The National Gallery

“Mal acabara a sua súplica, quando um pesado torpor invade os seus membros;
Uma delgada cortiça cinge o seu delicado peito;
Os cabelos crescem como folhas, os braços como ramos,
Os seus pés até há pouco tão velozes aderem por raízes preguiçosas;
Em lugar do rosto tem uma copa; apenas a beleza permanece nela.”

Ovídio, Metamorfoses, vv. 548-552

AVE presente nas Jornadas da ASPEA

comunicacaoDe 23 a 25 de Março a ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental – irá promover, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, as XXIII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental, subordinadas ao tema “Ecocidadania”.
A escolha da cidade de Guimarães para acolher este evento está relacionada com a sua candidatura “Capital Verde da Europa” e o contributo da AVE será dado através de uma comunicação, no dia 24 de Março, pelas 16H00, sobre o papel das “Ecorâmicas” (mostra de cinema documental) como ferramenta de educação ambiental. Com efeito, esta mostra de cinema, iniciada em 2013, já envolveu, ao longo dos anos, a participação de algumas centenas de alunos de diversas escolas da região. É sobre essa experiência que a AVE irá estar presente no painel das ONGA’s e , assim, partilhar o seu contributo na educação ambiental, em contexto local.
Paralelamente às Jornadas, irá decorrer IV Encontro Nacional de Monitores do Projeto Rios, projeto do qual a AVE já faz parte desde 2015, com a “adoção” de um trajeto do rio Ave, e ainda um Curso de Formação para professores “Educação Ambiental para a Sustentabilidade: Aprender Fora de Portas”.
As Jornadas Pedagógias da ASPEA são destinadas essencialmente aos professores, mas também a educadores ambientais, estudantes. técnicos de ONG, autarquias, investigadores e público em geral.
As Jornadas irão contar com a presença de especialistas e convidados nacionais e internacionais do espaço Lusófono e da Galiza.
Quem quiser participar é só aceder ao site https://jornadaseaaspea201.wixsite.com/jornadaseaaspea2017

Trilho de São Bento de Vizela

A próxima caminhada da AVE, a primeira da nova direção eleita na Assembleia Geral do passado dia 24 de fevereiro, é aqui ao lado, no concelho vizinho de Vizela. Propomos uma adaptação do percurso do Trilho de São Bento, um trajeto que combina zonas mais planas, junto às margens do rio Vizela, e zonas de maior declive, na ligação ao templo-miradouro de São Bento. A atividade está agendada para 26 de março (domingo).

Adira ao evento da caminhada no Facebook e fique a par de todas as informações até à data do evento.

Não é necessária inscrição na caminhada. Basta aparecer!

Trilho de São Bento

Este percurso tem início no Parque das Termas, na zona ribeirinha, junto ao Campo Municipal de Mini-Golfe – Fonseca e Castro. É um itinerário montanhoso, cheio de património religioso, cultural e natural, repleto de paisagens sobre a cidade de Vizela e freguesias circundantes.

O Parque das Termas é considerado o “pulmão” da cidade de Vizela, sendo um amplo e magnífico espaço natural. O Parque foi construído entre 1885 e 1886, tendo sido delineado e plantado pelo floricultor e horticultor José Marques Loureiro. Neste espaço, de vasta vegetação, encontram-se algumas árvores centenárias.

Após percorrer algumas centenas de metros ao longo do rio Vizela, o percurso torna-se mais montanhoso, percorrendo um trilho até ao Santuário de São Bento das Pêras. No cimo do monte, a uma altitude de 454 metros, através do seu miradouro observa-se um dos mais belos panoramas de todo o concelho de Vizela.

Logística

Pretendemos iniciar a caminhada às 9h30. Estimando uma viagem com duração de 20 minutos a partir de Guimarães, o ponto de encontro terá lugar junto à entrada do campus da Universidade do Minho, em Azurém, às 8h50. Recomendamos a partilha de automóvel, para diminuirmos a pegada ecológica desta atividade. O melhor local para estacionar em Vizela é no parque acima do campo de mini-golfe, cuja entrada é comum à da discoteca Maquias, na Rua de Frades (ver no Google Maps).

Durante a caminhada, faremos um pique-nique no parque de merendas de São Bento, mais ou menos ao km 7. Cada participante deverá levar o seu próprio farnel. Caso esteja a chover à hora do almoço, a Confraria de São Bento disponibilizará um espaço abrigado da chuva. Junto ao parque de merendas, poderão encontrar sanitários.

Ficha técnica

  • Distância: 11 km
  • Dificuldade: média, com desnível acentuado em alguns segmentos da ascensão a São Bento.
  • Duração estimada: 6 a 7 horas
  • Apoios: Confraria de São Bento e Município de Vizela

Aperitivo visual