Educação Ambiental na EB23 Afonso Henriques

AVE promove acção de sensibilização ambiental para alunos da Escola Afonso Henriques

No passado dia 11 de Fevereiro teve lugar na Escola EB 2,3 Afonso Henriques, em Creixomil, uma sessão de sensibilização ambiental para alunos do 5.º ano, promovida pela AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia. Esta sessão, realizada em colaboração com as professoras do Grupo de Biologia da escola, teve por objectivo diagnosticar os comportamentos ambientais dos alunos no seu quotidiano – em casa, no caminho e na escola –, permitindo reconhecer comportamentos adequados e identificar outros que possam ser melhorados.

Aspectos como o transporte para a escola, a reutilização de materiais escolares, a produção e reciclagem de resíduos, a eficiência energética e o uso da água foram abordados, tendo os alunos produzido um mural com as boas práticas que devem ser promovidas na escola e em casa. A forma como alunos e professores aderiram a esta iniciativa deixa antever a possibilidade de uma mudança de atitudes e comportamentos a favor de um melhor ambiente.

A AVE espera que esta sessão possa ser reproduzida pelos próprios alunos junto dos restantes colegas da escola, envolvendo a comunidade escolar e despertando-a para uma cidadania mais ecológica.

Newsletter Fevereiro/2011

SUMÁRIO
1. Rescaldo da Assembleia Geral + relatório de actividades e contas 2010
2. Plano de actividades 2011 e grupos de trabalho
3. Quotização dos associados em 2011
4. Agenda de actividades em Fevereiro 2011
5. Petição Comboios Expresso para Guimarães. Já assinou?
6. PROVE. Já provou?
7. “Fabricados para não durar”: sugestão de documentário online

1. Rescaldo da Assembleia Geral + relatório de actividades e contas 2010

Decorridos 4 meses desde a reactivação da AVE, fizemos na Assembleia Geral de 28-01-2011 um balanço da actividade realizada, com boa participação dos associados.
Podem consultar o *relatório de actividades de 2010* e o respectivo relatório de contas (*balancete*), aprovados por unanimidade.

2. Plano de actividades 2011 e grupos de trabalho
Na Assembleia Geral foi discutido e aprovado o Plano de Actividades para 2011: o *plano de voo da AVE*. Este plano não traça uma rota fechada, estando aberto a novas propostas que os associados apresentem.
As actividades serão organizadas por cada um dos grupos de trabalho formados:
– Água, recursos hídricos e ordenamento do território
– Educação Ambiental
– Mobilidade
– Percursos Pedestres
Tem alguma sugestão de actividade que queira apresentar? Será sempre bem-vinda.
Quer colaborar num destes grupos? Envie-nos o seu contacto para ave.ecologia@gmail.com.

3. Quotização dos associados em 2011
Foi discutida e aprovada na Assembleia Geral a seguinte proposta de quotização dos associados em 2011:
– Associados singulares: € 12,00/ano
– Associados colectivos: € 20,00/ano
– Associados júniores (até 16 anos): € 5,00/ano
Oportunamente serão enviadas indicações quanto à forma de pagamento das quotas.

4. Agenda de actividades em Fevereiro 2011
Atenção às vossas agendas, convencionais ou electrónicas: tomem nota das actividades para este mês – e sobretudo participem!
9-02-2011 | Quarta-feira| 21:30 | Reunião de direcção, aberta a associados | Ponto de encontro: Terra de Ninguém (Rua do Retiro, centro histórico da cidade).
11-02-2011 | Sexta-feira| 10:30 | Sessão de sensibilização ambiental para alunos do 5.º ano | Escola EB 2,3 Afonso Henriques (Creixomil).
25-02-2011 | Sexta-feira | 18:30 | Massa Crítica (bicicletada) | Ponto de encontro: Largo da Oliveira.
Data a anunciar | Percurso Pedestre Serras de Fafe
Data a anunciar | Diagnóstico fotográfico da ribeira de Couros (3.ª parte)

5. Petição Comboios Expresso para Guimarães. Já assinou?
“Vimos por este meio exigir a criação de serviços ferroviários suburbanos diários entre as estações de Guimarães e São Bento com a duração máxima de 50 minutos, com a consequente redução das paragens ao número estritamente necessário, a complementar o serviço actualmente providenciado.”

 

6. PROVE. Já provou?
“O projecto PROVE – Promover e Vender, surge no âmbito da Iniciativa Comunitária EQUAL em conjunto com várias entidades parceiras que se associaram a um grupo de pequenos produtores dos territórios da Península de Setúbal, Vale do Sousa, Alentejo Central, Mafra e Porto, para melhorar o escoamento das suas produções.
O consumidor terá a possibilidade de experimentar um conjunto de produtos variados, através da aquisição de cabazes de frutas e legumes seleccionados e de elevada qualidade.”

PROVE.COM

7. “Fabricados para não durar”: sugestão de documentário online
Comprar, tirar, comprar – La historia secreta de la Obsolescencia Programada é um documentário sobre a redução deliberada da vida de um produto para incrementar o seu consumo. Realizado em 2010 por Cosima Dannoritzer, este filme explora a seguinte questão: porque é que, apesar dos progressos tecnológicos, os produtos de consumo duram cada vez menos?
Versão original em castelhano:

Comprar, tirar, comprar

 

Mais informações sobre a newsletter e as actividades:
Manuel Miranda Fernandes | Telem. 961204658
Alcino Martins Casimiro | Telem. 919680281

Convocatória Assembleia Geral

Comunica-se a todos os associados que a AVE vai reunir em assembleia geral ordinária no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 21:00 na sede da associação Convivio, no nr. 7 do Largo da Misericórdia.

CONVOCATÓRIA

Porque é que o comboio não é mais importante em Portugal?

Porque motivo não é o comboio mais popular e presente no dia-a-dia do país?

Desde 1995, olhando para a explosão na taxa de motorização da população (que duplicou, para cima da média UE15) e diminuição da ocupação dos automóveis (que passou para metade, abaixo da média UE15) sentimos a tentação de atribuir um qualquer factor cultural afecto ao nosso país quando na verdade este comportamento é somente o resultado de uma estratégia pública de duas décadas.

Como é que políticas públicas de transportes criaram esta situação? Existiu uma confluência de factores que se reforçaram mutuamente com o tempo: tivemos um crescimento económico que possibilitou a aquisição de automóveis, convergindo para números semelhantes a outros países da OCDE o que por sua vez motivou uma actualização da infra-estrutura rodoviária que foi necessária, uma vez que eram impraticáveis as ligações de que dispúnhamos, como a mítica viagem ao Algarve que demorava um dia inteiro.

Ao mesmo tempo, uma esclerosada e atrasada rede de transportes públicos, cuja má memória persiste, não sofreu simultaneamente o mesmo investimento, possivelmente como uma espécie de vingança cultural face ao que era o meio mais comum de deslocação, quase sempre em más condições.

Com o passar do tempo e com fundos europeus aparentemente inesgotáveis, os projectos estruturais e necessários rodoviários acabaram por alimentar uma indústria em torno da sua construção e exploração que cresceram bastante em influência e começaram a surgir os primeiros projectos de “vaidade política” e as primeiras auto-estradas redundantes, com a ferrovia a ficar na gaveta.

Em finais dos anos 90 o carro, agora quase sem alternativas ao seu uso, emerge como uma necessidade inatacável, firmemente implantada na nossa consciência ao lado de outras necessidades quotidianas básicas como a electricidade ou os esgotos dentro de casa.

Como resultado, existem hoje mais de 8 auto-estradas com um Tráfego Médio Diário de menos de 10000 veículos, o limite-último da rentabilidade, com mais de 3000 milhões de euros para 3 novas ligações de redundância escandalosa (a 3º paralela do centro, Douro Internacional, Transmontana). Em valores de agora, isto equivale a um salvamento do BPN , a 6 submarinos ou aos cortes sociais do OE2011.

A Linha do Norte, o nosso mais caro (e lucrativo) projecto ferroviário e a única verdadeira obra estrutural na ferrovia pós-25 de Abril, custou 425 milhões e ainda não terminou.
O nosso Vale do Ave serve de retrato às consequências de ordenamento do território que vêm com uma taxa de motorização elevada e com uma infra-estrutura sobredimensionada.

O carro possibilitou atomizar os percursos casa-escola-trabalho pelo território, de certa forma fabricando perversamente a sua própria legitimidade – estamos livres para fazer um percurso diário médio de 30km com rapidez mas não de prescindirmos deste meio de transporte quando somos confrontados com a falta de serviços de proximidade à porta de casa ou com a ausência de meios de transporte públicos que nos sirvam de forma conveniente.

Esta relação culminou na dedicação actual de quase 1/4 do orçamento familiar (em média) e de quase 1/3 da energia final consumida no país a este modo de transporte e também na dispersão de recursos para levar água, esgotos, electricidade, iluminação, estacionamento e ruas a todas as casas e aglomerados, numa distribuição perdulária fácil de constatar num voo nocturno.

Apesar de termos (ou termos tido, antes de se acabarem os fundos europeus) a capacidade e a necessidade de ter uma situação muito melhor em relação à ferrovia, Portugal é hoje o país da UE com as maiores cidades sem comboios, nada mais nada menos do que 5 capitais de distrito sem quaisquer ligações ( Bragança, Vila Real, Viseu, Évora, Beja), com Leiria alinhada para se juntar a esta triste procissão.
As ligações suburbanas, inter-regionais e de intercidades, com um padrão de serviço semelhante à Linha do Norte, certamente seriam opções bastante competitivas e úteis mas trabalha-se ainda com traçados e infra-estrutura dos anos 50 (e mesmo do século XIX!), material circulante dos anos 70 e horários e correspondências que põe trajectos curtos a durar 4 horas.

Se a situação fosse a inversa seríamos um país com a maior rede de TGVs do mundo mas ainda a ter apenas as Estradas Nacionais para ligar quase todas as cidades!

Foi uma monumental oportunidade perdida a possibilidade de renovarmos simultaneamente tanto a rodovia como a ferrovia dentro da racionalidade – hoje contrastam caricatamente.

São agora bastante populares as comparações actuais de linhas sem intervenções há 40 anos com o rival auto-estrada, de forma a justificar o seu encerramento – é o padrão que vamos ver ainda mais em 2011, com uma anunciada aniquilação do serviço ferroviário, por iniciativa das próprias empresas do Estado que o gerem.

Mas existem as excepções que comprovam que, existindo um serviço rápido, económico e confortável, a preferência dos portugueses é dedicada à ferrovia: a ligação Lisboa-Porto, apesar de estar ainda em obras, é uma linha que não só é cada vez mais lucrativa mas que assegura já a preferência de 20% dos passageiros, com potencial para aumentar (existem muitos horários que já estão congestionados), o que só torna mais incompreensível o atraso nas obras, que está no caminho de poupanças de tempo muito significativas. Os serviços de urbanos, apesar de também estar aquém das intervenções necessárias, foi renovado gradualmente e já atinge metas de bilheteira para 2014, com um bom crescimento anual que poderá permitir alcançar a rentabilidade plena, se houver aposta na angariação de clientes através da melhoria do serviço prestado.

No fundo, o que os cidadãos pretendem é usarem um meio de transporte que seja o mais seguro (a seguir ao avião, por kM percorrido); o mais eficiente em termos de energia e de emissões, quando electrificado (até 70% menos MJ/kG/kM quando comparado com automóveis a gasolina com 10 kM/L e considerando os alvos da UE para 120 g/km de CO2); e o economicamente competitivo face ao mesmo trajecto pela rodovia, para percursos urbanos e inter-regionais em que a linha está modernizada. Muitos vêem também na ferrovia alguns benefícios subjectivos como a redução do stress e cansaço de guiar ou a facilidade de ter actividades de lazer no tempo do percurso.

Por todas estas razões o comboio tornou-se cada vez mais um dos meios predilectos na Europa e numa aposta estratégica na China e EUA, que prevêem ambos transformações em enorme escala da sua infra-estrutura ferroviária. Em muitos outros países as metas ambientais para o sector dos transportes baseiam-se fortemente na promoção da ferrovia para transporte de carga e passageiros.

PETIÇÃO COMBOIOS EXPRESSO PARA GUIMARÃES

GUIMARÃES PORTO EM 50 MINUTOS

Nuno Oliveira

Newsletter Janeiro/2011

A AVE deseja aos seus associados e amigos um óptimo Novo Ano de 2011, com serenidade e optimismo!
 
SUMÁRIO
1. Já temos apartado nos CTT!
2. Procura-se local para a AVE fazer ninho
3. Actividades em Janeiro 2011
4. Grupos de trabalho temáticos: escolha um
5. Colaboração no blog da AVE
6. Sabe o que come? Uma sugestão de filme online
 
1. Já temos apartado nos CTT!
Não foi fácil (nem barato…), mas conseguimos: recuperámos o apartado da AVE nos CTT. Já nos podem mandar um postalinho… Podemos finalmente receber correspondência.
AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia
Apartado 73
4801-909 Guimarães
 
2. Procura-se local para a AVE fazer ninho
Conhece algum espaço onde a AVE possa ter a sua sede, ainda que provisoriamente? Para começar, basta um local onde possamos instalar um armário de escritório, de preferência no  centro de Guimarães. Se souber de algum sítio, agradecemos que nos informe (ave.ecologia@gmail.com).
 
3. Actividades em Janeiro de 2011
Atenção às vossas agendas, convencionais ou electrónicas: tomem nota das actividades para este mês – e sobretudo apareçam!

12-01-2011 | Quarta-feira|

Reunião de direcção, aberta a associados | Ponto de encontro: Terra de Ninguém (Rua do Retiro, centro histórico da cidade) | Hora: 19:00.
 

15-01-2011 | Sábado |

Diagnóstico fotográfico da ribeira de Couros (2.ª parte) | Ponto de encontro: Parque da Cidade | Hora: 14:15.
 

28-01-2011 | Sexta-feira |

Massa Crítica (bicicletada)| Ponto de encontro: Largo da Oliveira | Hora: 18:30.
 

28-01-2011 | Sexta-feira|

Assembleia Geral da AVE | Local a anunciar oportunamente | Hora: 21:00.
 
4. Grupos de trabalho temáticos: escolha um
Estão abertas inscrições para formação de grupos de trabalho sobre os seguintes temas:
     – Água e recursos hídricos
     – Educação ambiental
     – Mobilidade sustentável
     – Percursos pedestres
Pretende-se que cada grupo seja capaz de dinamizar 2 a 3 actividades por ano. Não é impossível. Nem sequer muito difícil… Deste modo seremos capazes, com a colaboração de cada grupo, de elaborar e realizar um programa de actividades regular e diversificado.
Envie-nos a sua inscrição para ave.ecologia@gmail.com
 
5. Colaboração no blog da AVE
O Manifesto Verde (https://manifestoverde.wordpress.com/) é o blog da AVE: um espaço virtual de contacto, de divulgação de iniciativas e de artigos de opinião sobre temas ambientais. É também um espaço aberto à participação dos associados, aberto às suas ideias e às suas iniciativas.
Quer enviar-nos uma sugestão de actividade? Ou propor a publicação de um artigo seu? Ou simplesmente deixar um comentário? Use o blog e faça-o também seu.
 
6. Sabe o que come? Uma sugestão de filme online
O que é que realmente sabemos sobre a comida que compramos no supermercado mais próximo, com a qual nos alimentamos? Food Inc. (Alimentos S.A.) é um filme documental realizado em 2008 por Robert Kenner que levanta o véu sobre a actual indústria alimentar norte-americana, em tantos aspectos semelhante à europeia. Quem controla realmente aquilo que comemos? Quem impõe os actuais padrões alimentares? Quem manda nos campos? Veja tudo em:

Para mais informações sobre esta newsletter e as actividades da AVE:
Manuel Miranda Fernandes | Telem. 961204658
Alcino Martins Casimiro | Telem. 919680281