Acorde pro Ambiente

Numa iniciativa da Academica de Música Valentim Moreira de Sá para sensibilizar os seus alunos para as questões ambientais, estivemos no parque da cidade a limpar a Ribeira da Costa/Couros.

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Palestra Ribeira de Couros

No passado dia 21, a convite da Câmara Municipal de Guimrães, participamos na componente de educação ambiental do projecto de Revitalização e Valorização da Ribeira da Costa/Couros através de uma palestra a turmas do 8º ano da EB23 Afonso Henriques.

Trilho do Pombeiro

FOTOS 

Album de Carlos Leite Silva

Album de Fernando Cunha

 


Notas do Filipe Gomes

Seriam dez menos um quarto quando estávamos na Ponte do Arco?

O Hélder indicou-nos o “Hospital”, mas hospital aqui era quando se serviam os viajantes, na antiga estrada de Pombeiro.

Sem muita história. Na ponte tinha a inscrição do marco do Couto do Real Mosteiro de Pombeiro, de 1724. Depois vimos a “Ufe”, uma quinta.

Parece que a estrada antiga vinha do “Monte de Eiriz”. Bom, dos meus apontamentos sei também de umas estradas ou melhoramentos de estradas, de 1842, que passavam em sítios como “ribeiro de Témonde” , ribeiro de Eiriz”, que eu não sei se é o mesmo que o Hélder chamava “ribeiro de Calvos”.

Passámos perto do Senhor dos Perdidos, um santuário por ali. Curioso seriam, segundo o Hélder, umas ruínas ao abandono de uma “Villa” romana já descoberta, um tesouro monetário ali e outro marco do mosteiro.

Vimos uma curiosa inscrição, de um lado e do outro de uma entrada:
Vá com Deus
Cultive a terra
Lembre-se de que a Pátria precisa
***
A arte de cultivar a terra e a arte
De enriquecer alegremente
Cultivar a terra é engrandecer Portugal”

Depois descemos para o mosteiro. Quem quiser que faça troça, mas eu tive pena, tive uma certa nostalgia quando vi as campas, as lajes de pedra que seriam dos maiores, dos guerreiros das terras, ali encostadas, frias, algumas partidas ao meio, atrás umas das outras, no claustro, ainda e quem sabe para sempre abandonado. Ó “Jóia do Vale” !

-O mosteiro-

O crepúsculo guerreiros
Imaginais do sono antigo que levastes
A terra a luz a água o abrigo
As estrelas e a paz do canto que já não cantais.

Um a um guerreiros
Repousais da via sinuosa que pelejastes
A vossa espada a cruz a vida
Em lajes tristes e lugares intemporais

O passado guerreiros
Levais as vossas bandeiras em hastes
A côr a manhã o desígnio
Fostes vós sempre leais.

António Filipe.

A “A.V.E.” no mosteiro de Pombeiro. 18-3-2012.