Newsletter – Abril 2014

1. EDITORIAL 2. NOSSA AGENDA
3. OUTRAS AGENDAS 4. RESCALDO MÊS PASSADO
5. AMBIENTE EM NOTICIAS 6. LIGAÇÃO DO MÊS


1. EDITORIAL

Em março, para além das atividades abertas aos associados, participamos no Fórum Municipal Guimarães 14-20 dedicado ao Ambiente e Mobilidade, e fomos recebidos pelo vereador do ambiente ao qual colocamos questões sobre estratégias e planos orientadores que tardam em ser definidos e implementados, tendo também sido entregue o nosso plano de atividades, e manifestada a nossa disponibilidade para colaborar em ações ambientais no município.

A AVE faz 13 anos no mês de abril, e CONVIDA desde já todos os SÓCIOS e AMIGOS para se juntarem à comemoração no próximo dia 10 no Cor de Tangerina. Garantimos convívio, bolo, champanhe e algumas novidades.

Quem quiser oferecer uma prenda à AVE, pode colocar a sua quota em dia, ou então tornar-se sócio (FICHA INSCRIÇÃO).

Saudações ecológicas,

A Direção

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2. NOSSA AGENDA

10 abril – Aniversário da AVE – 21:30 Cor de Tangerina

13 abril – Plantação de primavera – Horta pedagógica

22 abril – Tertúlia sobre mobilidade – FNAC Guimarães

25 abril – Massa Critica – 18:30 Largo da Oliveira

26 abril – Caminhada – local a anunciar

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3. OUTRAS AGENDAS

5 e 6 de abril – Dia dos Moinhos abertos – Vinhais – Mais info

6 abril – Trilho do Fundador e BTT em família – Mais info

Colaboração com a Escola Superior Tecnologia e Gestão de Felgueiras :

Mais informações: Ciclo Coffee.Come  Ciclo The End of Food

  • 7 Abril – Ciclo de Cinema Coffee.Come “Back Gold” (78’)
  • 8 Abril – Ciclo de Cinema The End of Food “Food Inc.” (93’)
  • 10 Abril – Ciclo de Cinema The End of Food “Dive!” (50’)+ Seeds of Freedom (30’)
  • 16 de Abril – Ciclo de Cinema Coffee.Come “Food Inc.” (93’)

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4. RESCALDO MÊS PASSADO

16 março – Caminhada no Gerês – Video

20 março – Limpar Portugal 4 anos depois – Artigo

21 março – Exposição “Aves que nos observam” – Mais info

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5. AMBIENTE EM NOTICIAS

Ambientalistas pedem a autarquias para deixarem de usar herbicidas

Lixo poderá representar 16% da energia da União Europeia até 2030

Biocombustíveis produzidos a partir de resíduos têm potencial por explorar em Portugal

Lei das sementes rejeitada por esmagadora maioria no Parlamento Europeu

Plantações florestais industriais não são florestas, denunciam activistas ambientais

Guimarães debateu investimentos comunitários no Ambiente e Mobilidade

Poluição atmosférica mata 7 milhões de pessoas num ano

 Bruxelas quer pequenos agricultores a produzirem de forma biológica

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6. LIGAÇÃO DO MÊS – DOS RIOS AOS OCEANOS

rios e oceanos

“Dos Rios aos Oceanos: percursos entre muitas histórias” é o projeto pedagógico concebido e desenvolvido pela ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental, da iniciativa da Comissão Europeia e promovido pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD), Direção-Geral dos Assuntos Europeus – Ministério dos Negócios Estrangeiros, na qualidade de Organismo Intermediário responsável pela execução do Plano de Comunicação para informação sobre a União Europeia em Portugal.

As iniciativas previstas pretendem promover atividades educativas que contemplem conteúdos relacionados com a “água, rios, mares e oceanos”, enquadradas no âmbito das políticas da “União Europeia: sustentabilidade e uso eficiente de recursos”.

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Mobilidade no Património Mundial da Unesco

Hoje é dia nacional dos Centros Históricos, e passados mais de doze anos desde que o de Guimarães é Património Mundial, o que mudou em termos de mobilidade?

Largo Misericórdia

Em 2002 esta efeméride era assim assinalada na imprensa.

Polis centro historico

O POLIS (Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades) teve como propósito a melhoria da qualidade de vida nas cidades, através de intervenções nas vertentes urbanística e ambiental. Os seus principais objectivos específicos foram:

  1. Desenvolver grandes operações integradas de requalificação urbana com uma forte componente de valorização ambiental;
  2. Desenvolver acções que contribuam para a requalificação e revitalização de centros urbanos, que promovam a multifuncionalidade desses centros e que reforcem o seu papel na região em que se inserem;
  3. Apoiar outras acções de requalificação que permitam melhorar a qualidade do ambiente urbano e valorizar a presença de elementos ambientais estruturantes, tais como frentes de rio ou de costa;
  4. Apoiar iniciativas que visem aumentar as zonas verdes, promover áreas pedonais e condicionar o trânsito automóvel em centros urbanos.

Em Guimarães, o POLIS desenvolveu-se ao abrigo da componente 2 do programa: Intervenções em Cidades com Áreas Classificadas como Património Mundial, e a sua grande obra foi o Parque de Estacionamento do Largo Condessa de Mumadona. A componente ambiental deste projeto foi a promessa (nunca cumprida) de promover áreas pedonais e condicionar o trânsito automóvel no centro histórico.


Fez também neste mês de março, dois anos que o Regulamento de Acesso ao Centro Histórico de Guimarães entrou em vigor. Este regulamento já mereceu a minha atenção em dois artigos:

Nos dois anos em que devia vigorar, nunca este regulamento teve eficácia prática por falta de fiscalização, tendo até sido suspenso nos dias de semana e por um período de cinco meses através de um edital com fundamento legal discutível.


Resumindo:

  • O nosso Centro Histórico foi classificado pela UNESCO como Património Mundial, que no documento de nomeação elege a circulação e estacionamento automóvel como a sua principal ameaça;
  • Através do POLIS foi construído um parque de estacionamento com a contrapartida da promoção de áreas pedonais e condicionamento automóvel no centro histórico;
  • Em 2012, Guimarães foi Capital Europeia da Cultura, um estatuto que exigia e justificava uma mobilidade sustentável no Centro Histórico;
  • Foi elaborado e aprovado um regulamento de acesso ao Centro Histórico;
  • Existe unanimidade no discurso político dos vários partidos quanto à necessidade de condicionar o trânsito automóvel no Centro Histórico.

Apesar dos alertas, das promessas, das oportunidades, dos regulamentos e dos discursos, a realidade da mobilidade no Centro Histórico de Guimarães, na prática,  pouco ou nada se alterou nestes últimos doze anos.

Neste capítulo, vivemos numa hipocrisia coletiva. Existe um faz de conta, uma falta de coragem e uma indiferença que me preocupam.

José Cunha

Rolamento e abate de árvores na Lapinha

No inicio deste ano fomos alertados por um associado, para a “barbárie” que a Irmandade da Lapinha cometeu nos terrenos circundantes da sua igreja. O que lá se passou é sem dúvida um crime ambiental incompreensível. Mais de meia centena de árvores de várias espécies e idades foram severamente mutiladas ou decepadas.

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Estas mutilações (numa escala menos grave) repetem-se um pouco por todo o concelho, o que nos leva a questionar:

  1. Com que critérios se fazem esses rolamentos a que chamam podas?
  2. Que formação técnica tem quem as realiza?
  3. Algum técnico com formação acompanha essas ações?

Questões que serão colocadas oportunamente a quem de direito.

Vejam o exemplo no local onde a pedagogia devia imperar

Horta pedagógica

Para que se compreenda o que está em causa, partilhamos um pequeno excerto do programa Biosfera sobre a gestão de árvores em meio urbano.

Biosfera gestão de árvores em meio urbano from Farol de Ideias on Vimeo.

Trilho do Sobreiral da Ermida do Gerês

No passado dia 16 de março percorremos o Trilho do Sobreiral da Ermida do Gerês, uma pequena rota (PR14) de Terras de Bouro.

Deixamos aqui a foto de grupo e um pequeno vídeo com algumas das fotos que nos fizeram chegar.

foto

Limpar Portugal – 4 anos depois…

No passado dia 20, no 4º aniversário do Limpar Portugal, realizamos uma tertúlia para refletir sobre o estado atual das lixeiras limpas ou sinalizadas em 2010, e sobre como podemos contribuir para resolver o problema da deposição de resíduos em locais indevidos.

Apresentação LP

As conclusões e propostas discutidas serão agora alvo de análise interna numa tentativa de construir um conjunto de ações coerentes e integradas, a propor às entidades municipais responsáveis.

Eis algumas fotos que registam o atual estado das “lixeiras” em Guimarães.

Estas e outras fotos serão enviadas à CMG, juntamente com a sua localização, para que os locais possam ser limpos.