Newsletter Dezembro 2011

SUMÁRIO
1. ACTIVIDADES EM DEZEMBRO
1.1. Feira das Velharias e Antiguidades | 03-12-2011  
1.2. Ecorâmicas #4| Paredes Meias| 04-12-2011
1.3. Caminhada montanha da Penha| 11-12-2011
1.4. Forum “Ambiente em Couros” | 17-12-2011
1.5. Massa critica | 30-12-2011
2. OUTRAS INICIATIVAS: DIVULGAÇÃO
2.1. Banco Local Voluntariado Guimarães| 06-12-2011
2.2. Campanha adopção de animais | 08-12-2011
3. RESCALDO MÊS PASSADO
4. AMBIENTE EM NOTICIAS
5. DOCUMENTÁRIO – GEOPORTUGAL

1. ACTIVIDADES EM DEZEMBRO

1.1. Feira das Velharias e Antiguidades
03-12-2011  – 8.00 – 13:00 nos claustros da Câmara Municipal Guimarães
A A.V.E. vai estar presente na próxima feira de velharias e antiguidades.
Tem em casa alguma coisa a que já não dá uso, mas não quer deitar fora?
Aproveite esta oportunidade e contribua para a sua reutilização, ajudando a associação a angariar fundos para a sua atividade.

1.2. Ecorâmicas #4 | Paredes Meias| Filme de Sandro Araújo e Pedro Mesquita
04-12-2011 18:00 Forum FNAC  Guimarães
Um filme sobre o Bairro da Bouça, no centro do Porto, um projecto de habitação económica da autoria de Álvaro Siza Vieira.
Destinada a famílias vivendo em condições degradadas – nas chamadas “ilhas” – esta obra nasceu da reivindicação de uma comunidade pelo direito a viver condignamente no seu lugar, e do traço genial de um dos mais conceituados arquitectos contemporâneos. Um bairro “inacabado”, cuja génese remonta à Revolução dos Cravos, e onde os moradores participaram activamente na concepção e implementação do projecto.
Três décadas depois, as 60 famílias que resistiram à falta de infra-estruturas e ao estaleiro das obras em curso, acolhem agora os seus novos vizinhos: jovens atraídos pela possibilidade de morar no centro da cidade em casas simples, acessíveis e belas.

1.3. Caminhada montanha da Penha | 11-12-2011 9:00-13:00
Caminhada para celebrar o Dia Internacional da Montanha.
Será nosso guia o associado Filipe Gomes que nos vai contar historias das gentes, das terras e da água.

1.4. Forum “Ambiente em Couros”
17-12-2011 – 15:00 – Escola Egas Moniz
A convite da Couros – Campurbis: Envolvimento da População Local, a A.V.E. será um dos oradores no Forum “Ambiente em Couros”, onde voltará a apresentar o “Diagnóstico da Ribeira de Couros”.

1.5. Massa crítica | 30-12-2011 (sex) às 18.30 no Largo da Oliveira
Na última Massa Critica de 2011 haverá bolo rei e vinho do Porto.
Venham com trajes natalicios. Pedale todos os dias, festeje uma vez por mês. 

2. OUTRAS INICIATIVAS: DIVULGAÇÃO

2.1. Banco Local Voluntariado Guimarães| 06-12-2011 – 14:00 – 17:30
Ação de Sensibilização no Centro Cultural Vila Flor
O recém criado Banco Local de Voluntariado de Guimarães vai ser apresentado numa ação de sensibilização onde participará o Presidente da Câmara. Programa e inscrições neste documento.

2.2. Campanha adopção de animais | 08-12-2011 – 9:00 – 19:00 Intermarché Urgezes
A Sociedade Protectora dos Animais de Guimarães vai realizar mais uma campanha de Adopção de Animais e Angariação de Alimentos. Colaborem.

3. RESCALDO MÊS PASSADO
20 Nov – Caminhada Fisgas do Ermelo – Fotos e Video
25 Nov – Massa Critica – Foto
27 Nov – Diagnóstico Ribeira Couros – Artigo no blogue

4. AMBIENTE EM NOTICIAS
Universidade do Minho desenvolve material para embalagens “amigo do ambiente” ….Link
Plantados 50 carvalhos no Parque da Cidade ………………………………………………………….Link
Serão plantadas 22.466 árvores autótones em Fafe: uma por cada habitação …………….Link
Alunos da Universidade do Minho Convidados a pôr “travões” a condutores ……………..Link
Horta pedagógica nasce na EB23 das Taipas …………………………………………………………..Link
Criada bolsa de terras e casas rurais em Vila Pouca de Aguiar ………………………………….Link

5. DOCUMENTÁRIO – GEOPORTUGAL – FAROL DE IDEIAS 46 m
O que somos? De onde vimos? O que nos traz o futuro? Estas são perguntas vulgares, que muitas vezes surgem como verdadeiros enigmas. A RTP2, a Unesco e a Farol de Ideias produziram um documentário sobre o papel das Ciências da Terra para o desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma rodagem que vai desde Arouca à Ilha das Flores, nos Açores,passando pelos impactos da erosão costeira, a importância do alargamento da Plataforma Continental, sem esquecer os aquíferos e os impactos das alterações climáticas na qualidade de vida. Qual a importância das geociências? No fundo, o conhecimento da litosfera, o «mundo das pedras», é tão importante e interessante quanto o da hidrosfera, da atmosfera e da biosfera. Todas estas «esferas» estão interligadas. A vida não seria possível sem essa relação que as Ciências da Terra estabelecem de uma forma holística, global.
LINK PARA O VIDEO

Mais informações sobre a newsletter e as atividades da AVE:
Alcino Martins Casimiro | Telem. 919680281
José Francisco Cunha | Telem. 933704026

Diagnóstico Ribeira de Couros

Foi apresentado no passado dia  27, no forum FNAC Guimarães, o diagnóstico fotográfico da Ribeira de Couros que a A.V.E. realizou durante o último ano.

Após a apresentação, Pedro Teiga partilhou a sua experiencia indicando qual é a tendência atual na politica de reabilitação de rios e ribeiras na qual é especialista , e na tertúlia que se seguiu comentou as opções feitas no caso da ribeira de Couros.

Da reflexão feita de todos estes contributos, serão apresentadas brevemente as conclusões deste diagnóstico.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Newsletter Novembro 2011

Nota da redação: a newsletter de outubro ficou no tinteiro por absoluta falta de disponibilidade. Esperamos que nos perdoem, mas continuamos a insistir na mesma tecla: algum voluntário/a para colaborar nas próximas newsletters? Será bem-vindo/a. 
  
 
SUMÁRIO
 
ACTIVIDADES EM NOVEMBRO
 
1. Ecorâmicas #3 | Nacional 206 | 6-11-2011
2. Caminhada Fisgas do Ermelo | 13-11-2011
3. Massa crítica | 25-11-2011
4. Apresentação do diagnóstico da Ribeira de Couros | 27-11-2011
 
OUTRAS INICIATIVAS: DIVULGAÇÃO
  
5. Centenário da Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães | 12-11-2011

ACTIVIDADES EM NOVEMBRO
 
1. Ecorâmicas  | Nacional 206 | 6-11-2011 18.00 no Forum FNAC Guimarães
Nacional 206 de Catarina Alves Costa Laranja Azul, 2008 Dv Cam, 53’
Sinopse: Fábrica de têxteis. Estrada Nacional 206, entre Guimarães e Famalicão, no Vale do Ave. À procura de testemunhos sobre os percursos escolares, encontramos o quotidiano e a rotina de uma fábrica que nunca pára, dia e noite, e dos que nela trabalham. O filme mostra uma empresa com oitenta anos, ainda nas mãos da terceira geração de familiares do sr. Oliveira, o fundador. Com 1200 trabalhadores, exporta 80% da sua produção para a Alemanha, os EUA e o Japão produzindo tecido de grande qualidade para marcas como Armani e Hugo Boss. Dentro dos seus corredores e maquinaria, seguimos o quotidiano e rotina dos trabalhadores que nos falam da escola, e do seu percurso profissional e pessoal.
 
Ligação: http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-guimaraes?date=2011/11/6
 
2. Caminhada Fisgas do Ermelo | 13-11-2011 (dom)
Com inicio e final na aldeia de Varzigueto, Mondim de Basto, o trilho desenrola-se numa paisagem tipica de montanha, com os seus lameiros e bosques de pinheiro silvestre, enformados pelo rio Olo, que se precipita para as Fisgas de Ermelo, uma das maiores quedas de água de Portugal e da Europa.
O trilho será guiado por um pastor local, profundo conhecedor da paisagem envolvente às Fisgas de Ermelo.
Após a caminhada será servido um repasto no único café/restaurante de Varzigueto, tendo por ementa o cozido à portuguesa.
Mais informações e inscrições através do mail ave.percursos@gmail.com
 
3. Massa crítica | 25-11-2011 (sex) às 18.30 no Largo da Oliveira
No passado dia 28 de outubro a Massa Critica de Guimarães foi um excelente exemplo de cidadania ativa.
Estiveram presentes cerca de 40 adeptos da bicicleta como meio de transporte, estando bem representadas todas as idades e ambos os sexos. Já sabe: pedale todos os dias, festeje uma vez por mês. 
Junte-se a nós na próxima Massa Crítica. Mais info na página do  facebook.

4. Apresentação do diagnóstico da Ribeira de Couros | 27-11-2011 (dom) às 17.00 no Forum FNAC
Após cinco saidas de campo em 2010 e 2011 para fotografar a Ribeira de Couros ao longo do seu percurso, vamos finalmente apresentar o resultado e as nossas conclusões.
 Será nosso convidado Pedro Teiga, especialista em reabilitação de rios e ribeiras, e coordenador nacional do Projeto Rios.
 
OUTRAS INICIATIVAS: DIVULGAÇÃO
  
5. Centenário da Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães | 12-11-2011 (sab) das 10.30 às 17.00 no Largo João Franco
Ao comemorar o seu centenário, a Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães promove mais uma campanha de adoção de animais de companhia.
A AVE apoia e colabora nesta campanha e, quem tiver interesse e disponibilidade em ajudar, poderá contatar a organização através do email: geral.spaguimaraes@gmail.com
Colaborem e divulguem.
  
Ainda não é sócio/a da AVE? Informe-se AQUI
 
Mais informações sobre a newsletter e as atividades da AVE:
Alcino Martins Casimiro | Telem. 919680281
José Francisco Cunha | Telem. 933704026

Ecorâmicas – “Um pouco mais pequeno do que o Indiana”

Integrado nas “Ecorâmicas” – Mostra de Cinema Documental – decorreu no passado Domingo, dia 2 de Outubro, no forum FNAC Guimarães, a exibição  do documentário “Um pouco mais pequeno do que o Indiana” de Daniel Blaufuks, comentado no final pelo geógrafo e professor universitário João Sarmento.

E a terra contorce-se…ainda sentimos esta geografia?

Vejo o bailado da bandeira de Portugal que encerra este documentário filmado no final do verão de 2004, como expressão de um país que se contorce sobre si mesmo, que se esperneia, que sofre, que luta internamente contra a sua Geografia. Daniel Blaufuks procurou o lado negro da paisagem e encontrou-o, ao virar da esquina, muto mais rapidamente do que sonhava. A paisagem que se mostra é sôfrega, voraz e insaciável!

Vejo este documentário (barra) road-movie como um espelho. É a nossa imagem que simultaneamente nos causa um choque, resultado da forma como estamos a ser talhados, mas também uma revolta, um confrangimento e mesmo indignação. Haverá uma impotência inerente à nossa essência e ao ponto a que chegamos? Daniel contrapõe o espírito de mudança de há mais de três décadas com a apatia contemporânea. É como se nada nos importasse. Aceitamos resignados viver nestas estradas por onde rola o ‘nosso’ Mercedes, neste país de beira de estrada.

Daniel Blaufuks constrói o documentário sobre um paradoxo que creio que funciona bem, pois dá-nos uma boleia lenta num velho Mercedes, e cruzamos um país agora rasgado de auto-estradas. Por vezes acelera a imagem e amplifica a velocidade com que os outros nos ultrapassam; muitas vezes arrasta a voz, exagerando este contraste. A propalada mobilidade e fluidez com que fomos contemplados tem um lado perverso e absurdo. Já não paramos, já não vemos. Como seriam diferentes as paisagens e lugares se o documentário fosse feito por alguém que caminhasse Portugal, que o atravessasse de bicicleta ou mesmo de comboio. Mas este torrão que nos é dado a ver, é sem dúvida mais próximo da experiência quotidiana da maioria de nós.

Daniel usa uma técnica de justaposição temporal. Por um lado leva-nos a olhar as paisagens estáticas dos postais turísticos de meados do século XX e a observar filmagens de um Portugal que já não existe: o que precede o crescimento para além da cidade compacta. Por outro lado desenrola o Portugal contemporâneo a partir do interior do automóvel – é assim que de facto maioritariamente o vemos – a partir de um (outro) ecrã que projecta a paisagem. Os cheiros e as texturas afastam-se do nosso corpo. Neste deambular motorizado por Portugal continental vemos a nossa cultura da estrada.

Mas nós estamos anestesiados. Já não vemos estas paisagens. A arquitectura da maison ou chalet alemão ou suíço, com as suas grades e muros altos, naturalizou-se. Os stands de automóvel de beira de estrada, as piscinas expostas e erguidas, ou os edifícios-montra com móveis e electrodomésticos, dimensionados para os vermos do interior do automóvel e de passagem, são um elemento tão comum e familiar que já não os questionamos. Não nos ferem, não os sentimos. O urbano, o rural, o periférico e o suburbano, e tudo o mais, confundem-se e confundem-nos, a aglomeração e a dispersão convivem e já não conseguimos ler a nossa terra. O fim disto tudo, a que aspiramos depois da próxima curva, não chega.

Daniel tem este mérito. Confronta-nos com a essência da nossa paisagem do quotidiano, com os lugares que temos construído, com os silêncios de uma insurgência colectiva que se adia. Silêncios que a paisagem perdeu. A estrada confunde-se com a rua. De formas distintas do que encontramos na América do Norte, também aqui parece que o Mickey Mouse prepondera sobre os arquitectos, agrada aos autarcas, embala quem passa sempre com urgência, ao som de noticiários psicadélicos, sem pausas, sem tempo para parar e ver estes retratos pungentes.

O documentário defende que o país, e a sua paisagem, perdeu a memória. Remexemos a terra, retorcemos os ferros, partimos as pedras. Já não conseguimos comparar as praças de hoje com as de outrora. A transformação deste país litoralizado – com uma pendente tão acentuada que nos impele para o mar – é tanta, que o mais forte que sobra do passado é o nome.

Aqui e acolá o documentário tem laivos de nostalgia do passado recente. Compassadamente são-nos projectados números sobre um país que parece definhar. São os números com que os media nos bombardeia diariamente e sobre os quais já não questionamos nem a veracidade nem as sequelas.

O documentário é apocalíptico, propositadamente não apontando para veredas, para regatos, para os interstícios destas entranhas contorcidas e sinuosas. Retratando tendenciosamente apenas o que de pior se faz foi a forma de Daniel Blaufuks nos sacudir, de nos abalroar com o nosso próprio retrato.

João Sarmento, Geógrafo, Professor Universitário, Sócio da AVE